O louvor do afeto para com a criança

            Todo início de ano letivo, as crianças ao serem deixadas nas escolas pelos seus pais e/ou responsáveis, acaba causando um conflito interno, de ambas as partes, ou seja, o pequeno não sabe se seus superiores os o deixarão ali para sempre e o adulto não sabe se o professor o cuidará com todo o amor, carinho e respeito que dispunha em casa para a criança.

            Sabemos que nos dias atuais, a educação como um todo, alcançou um demasiado avanço, onde a instituição escolar não serve mais como um “depósito” de criança e sim, hoje, os profissionais estão qualificados, muito bem orientados, através de formações pedagógicas e muito estudo ao longo dos anos, que deve-se adaptar, acolhendo diariamente o educando com alegria, simpatia, humildade e generosidade.

              Para Saltini:

As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdo e técnicas educativas. Elas têm contribuído em demasia para a construção de neuróticos por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de dores (2002, p.15).

            Logo, ao ingressar num ambiente escolar, o aluno que é bem recebido pelo seu educador, com certeza, aos poucos vai se soltando, desinibindo-se, conseguindo mostrar suas vontades e anseios, causados pelo mundo que o cerca. Ao contrário disso, se o pequeno ser, que ao chegar na escola e se deparar com um adulto que não o recebe com carinho, jamais conseguirá se soltar, tornando seu interior, carregado de ansiedade, tristeza e angústia. Chalita nos diz que: “[...] tudo que diz respeito ao aluno, deve ser de interesse do professor. Ninguém ama o que não conhece, e o aluno precisa ser amado! E o professor é capaz de fazer isso”. (2001, p. 165).

            Também, cabe a gestão escolar, receber e dar suporte adequado aos pais, demonstrando segurança, onde seu filho (a) está inserido. Assim sendo, todos os profissionais da educação, devem representar muito positivamente a instituição pela qual trabalha e se doa, sempre estando aberta ao diálogo sincero, protagonizando um espaço de acolhida, amor, segurança, amizade, respeito, companheirismo, parceria, ou melhor, afeto mútuo e grandioso.

 

            Artigo escrito pela professora Caroline Machado Gomes, da Escola Municipal de Educação Infantil Ternura, da cidade de São Marcos-RS.

 

Referências Bibliográficas:

CHALITA, Gabriel. Educação: A solução está no afeto. 5. ed. São Paulo: Editora Gente, 2001.

SALTINI, Cláudio. Afetividade e Inteligência. Rio de Janeiro. RJ. Editora DPA, 2002.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço. Espaço, tempo, razão emoção. 4ª Ed. São Paulo: Edusp, 2004.