O DEUS PREGADO PELAS RELIGIÕES EXISTE?

ARTIGO SEGUNDO – Onde vamos depois da morte?

 

 

Resumo

No texto em que perguntávamos se O DEUS PREGADO PELAS RELIGIÕES EXISTE, perguntávamos “como é formada a sociedade, se é que existe na, quem sabe, outra vida”. A obra, psicografada, do Espírito André Luiz, NOSSO LAR, aborda este assunto. Aqui levantamos algumas questões que nos parecem fora do aceitável. Também fizemos, no artigo citado, várias perguntas que ali não pudemos responder por falta de espaço. Vamos fragmentar nossas respostas às perguntas elaborada iniciando com a pergunta acima e passando para a “então onde se situa o verdadeiro viver”?

 

Palavras chave: Deus, religião, universo, energia, mente, experiencia de quase morte.

 

Introdução

A pergunta é: “como é formada a sociedade, se é que existe, na quem sabe, outra vida, tem uma resposta no livro NOSSO LAR. Tal obra, ditada pelo Espírito de André Luiz, traz algo extraordinariamente assustador, se assim o é, pelo menos para este autor que vai insistir no tema de ser Deus, um Deus de bondade, de paz e harmonia. Não é o que se vê no livro acima citado.

Ali se afirmar que o Nosso Lar, o lar dos espíritos, é um "local palpitante, pleno de vidas  ativas, organizado de forma exemplar, onde os Espíritos desencarnados passam por estagio de recuperação e educação espiritual". Este estágio de recuperação conta com um suposto Umbral, algo como o “antigo” purgatório católico, também denominado de Câmara de Retificação. E isso está colocado. Dado que ninguém chega ao Nosso Lar com o Espírito no nível em que Deus admite que se pode fazer parte do Espírito Puro, Seu campo de Energia, todos nos pagaremos este “pedágio”.

Esta é uma questão que devemos enfrenta negando-a! Negando-a porque defendemos a, para nós, obvia posição de que Deus não nos pune, não nos cobra. No artigo já mencionado, onde perguntamos se “O Deus das Religiões Existe”, publicado no webartigos.com.br, mostram Aquele que é o nosso Deus.

Do texto "Umbral: o que significa para o espiritismo?", extraímos que:

O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena [1].  

Este local, Umbral [2], é onde, após termos "nova" oportunidade, na terra, para nos livramos de nossos "pecados", somos levados. É como se não tivéssemos capacidade de avançarmos até a proximidade do Espírito Puro por nossa própria evolução do quantum de energia de que Deus nos dotou e, assim, necessitarmos de um local “apropriado” para nós "ressocializar", uma espécie de detenção espiritual onde nos livramos das sujeiras trazidas de experiências anteriores.

2 – Elementos Confusos na Obra Nosso Lar

 

A obra Nosso Lar, nos dá conta de que o Espírito, André Luiz, tem licença para retorna ao planeta Terra como Espírito. Ao chegar depara-se com situação inesperada: a esposa havia casado novamente. André Luiz, Espírito avançado, pois que já fora “aprovado” no Umbral, ficou desesperado.  Este desespero aumenta mais ainda quando percebe que não é percebido, toca nas pessoas e ninguém o sente, grita e ninguém o ouve.

Haveremos de nos pergunta sobre a eficácia do Umbral. E, novamente, temos uma semelhança com a Terra. O presidio dos Espíritos, Umbral, não “resssocializou” André Luiz. Pelo menos, em um instante, ele conservou o apego as coisas materiais. Desespero da esposa haver contraído nova núpcias. Saudade e amor de coisas que deveriam “lhe pertencer”.

Também havermos de nos perguntar se tal Espírito não foi suficientemente esclarecido pelos demais espíritos sobre o que iria encontra na terra! Se André Luiz houvesse reencarnado, à luz do Espiritismo isso seria totalmente compreensível. O Espiritismo diz que o reencarnado não tem lembranças firmes da outra vida. Alguns homens encarnados, têm lampejos de suas vidas passadas!

André Luiz, aos poucos se refaz e “lembra” dos ensinamentos” no Umbral. Lembremos  que André Luiz obteve licença para rever filhos, esposa, amigos, parentes. Havemos de considera que, se assim o foi, André Luiz não deveria, nem por um momento, fica surpreso. Nossa compreensão e a de que se algum espírito é aprovado no Umbral e obtém licença para visitar o planeta Terra, deveria ter pleno conhecimento do que encontraria!

Então, com o “apoio” de uma amiga dos tempos de Umbral, toma consciência de tudo que está acontecendo. A partir de então começa a tratar do esposo de sua ex-mulher o qual se encontrava muito enfermo. Obtém sucesso e o esposo de sua Ex se reestabelece. André Luiz volta para o Nosso Lar cheio de felicidade, jubilo.

Ao voltar é recebido pelos demais espíritos e o Espírito Claurêncio, em nome da Governadoria, lhe concede o ”título” de cidadão do Nosso lar”. Temos mais uma semelhança com o planeta terra. E isso é algo que consideramos verdadeiro quando não se trata de semelhança com castigo, prisão, etc.

3 – Os desencarnados permanecem entre nós?

 

Na Revista Espírita de Julho de 1865, lemos:

Dia virá em que os homens, vencidos pelos males engendrados pelo egoísmo, compreenderão que seguem o caminho errado, e Deus quer que eles encontrem o caminho à sua custa, porque lhes deu o livre arbítrio. O excesso do mal lhes fará sentir a necessidade do bem, e eles se voltarão para este lado [o do bem], como para a única tábua de salvação. Quem os levará a isto? A fé séria no futuro, e não a crença no nada após a morte; a confiança num Deus bom e misericordioso, e não o medo dos suplícios eternos.

Esta citação caberia muito bem no item anterior. Ao invés do purgatório, o Umbral, ao invés de castigos, o homem haverá de se salvar, de volta-se inteiramente para o bem, para o amor, através da... “ fé séria no futuro, e não a crença no nada após a morte; a confiança num Deus bom e misericordioso, e não o medo dos suplícios eternos”.

Podemos ver no "O Livro dos Espíritos", uma afirmativa muito preocupante. Preocupante porque a despeito de todo sofrimento que temos durante a vida terrena, ainda termos muito sofrimento quando param de funcionar nosso corpo e nossa mente (energia). Nosso sofrimento, então, passa a ser dolorosa “enfermidade! Vejamos a afirmativa acima mencionadas:

[...] a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Porque os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.

           

Não podemos compreender um Deus que, ao morremos totalmente neste mundo, permite que fiquemos ali pairando sobre e entre nossos entes queridos os ouvindo, os vendo, participando de seus sofrimentos, de seus comentários (que podem até ser ferintes). Não bastam as agonias quando em vida terrena? Este sofrimento não acaba aqui?

O Espírito de André Luiz, na obra Nosso Lar, diz que quando desencarnado, o Espírito de André Luiz padece de diversas dores, tormentos, ouve coisas medonhas, gritos, incômodos de toda sorte. Todo o sofrimento está detalhado nas páginas iniciais da obra citada. Ali André Luiz nos mostra o inferno. Deste modo temos o inferno na terra, o inferno depois de não ser mais cidadão do planeta e, ainda, um semi-inferno no Umbral?

No entanto tudo isso, veremos haver um certo distanciamento temporal quanto ao tempo que ficamos no planeta terra após a morte física. Artigos e mais artigos sobre a morte segundo o espiritismo, nos dão conta do Espírito ficar vagando, por tempo “indeterminado”, neste planeta. André Luiz, em o Nosso Lar, embora diga não ter noção de tempo e de espaço, o que está de acordo com o que dissemos, diz que “perdera o raciocínio logo que se separou do corpo físico, ainda na sepultura”. Ele ficou entre os vivos desde o local em que morreu até o local do sepultamento. Isso nos sugere que o fim mesmo é quando nos sepultam! Mesmo assim, aí está colocado que o Espírito de André não ficou vagando muito tempo em nosso planeta.

Á luz dos mundos paralelos e outras teorias similares, alisando o tempo de André Luiz na terra depois de morte física, podemos inferir que este tempo é, no máximo, de 12 horas, para os órgãos governamentais, e estudiosos do assunto, o tempo limite é de 24 horas. Dado que doze horas, a não ser em caso extraordinário, é o tempo que se passa para sepultar nossos desencarnados, devemos haver sepultado muita gente ainda viva! 

3.1 – O que a ciência e a bíblia nos dizem sobre a morte?

 

Ao contrário do Espiritismo, a bíblia nos diz que estaremos imediatamente com Deus (quem sabe, a prestação de contas). Em o "Despertar além do túmulo: o que a Bíblia diz sobre o sono da alma", Brian Leicht diz:

Quando o crente morre, o corpo vai para a sepultura; a alma e o espírito vão imediatamente (destaque nosso) estar com o Senhor Jesus aguardando a ressurreição corporal, quando estarão unidos para sempre com o Senhor em felicidade eterna.

Temos ainda da bíblia: ” Atos 7:56-58. Estevão não viu “apenas” a glória de Deus, mas contemplou Jesus ao lado de Deus. Ao ser apedrejado, aquele inocente homem, ainda exercitou sua fé e apresentou o gesto mais humilde: pediu a Deus que não imputasse o pecado àqueles que o assassinaram”.

Existem várias explicações para o momento em que Cristo responde ao bom ladrão: " em verdade vos digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso". Alguns argumentam que a pontuação está mal colocada em Lucas 23:42-43 pois, em vez de “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”, Jesus disse: “Eu lhe garanto hoje: Você estará comigo no paraíso”.  Assim, o bom ladrão iria está no paraíso, quando? Esta segunda explicação sofre de um problema. É que diz Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”, o que aponta para o Seu estar espiritualmente na presença de Deus imediatamente após a morte.

Mas há quem diga que Jesus desceu ao inferno, Hades. Na realidade não há nenhum local na bíblia que diga Jesus haver descido ao inferno. O que se tem é que “Jesus desceu as regiões inferiores” [Ef 4;9]. Um excelente estudo sobre esta passagem foi feito por Heber Carlos Santos no texto O_Que_Significa_Cristo_Desceu_ao_Hades-_Heber_Campos_Jr.pdf.

 

Nós defendemos algo próximo a Ciência. No momento em que o coração para, o cérebro ainda continua a funcionar, são de 4 a 6 minutos.  E isso explica os diversas estudo e experiências do pós morte. Vários relatos das pessoas se vendo voando pela sala, ouvindo tudo que ao seu redor se passa. De nosso ponto de vista, este é o último momento em que a pessoa pode lhe ouvir. Por isso lamentamos tanto não haver ficando esses minutos ao lado da esposa.  Lamentamos. Embora, naquele momento, não tínhamos a consciência disso, então é mais um pensamento ligado a perda do Eu, um desleixo ou algo deste tipo.

4 – André Luiz e a organização na sociedade dos espíritos

 

Esta é uma questão para a qual iremos voltar no próximo artigo uma vez ser algo demasiado importante no caso de termos um Espírito. Esta organização social [3] está, não fartamente comentada por André Luiz na obra Nosso Lar, com muitos indícios da organização social no mundo dos espíritos.

André Luiz nos diz de um local, um templo ou um consultório médico, ou uma clínica, ou hospital, onde foi levado por seu “orientador”, Clarêncio. Porém, o início da vida de André Luiz no mundo dos espíritos, inicia pelo mundo do castigo, da provação, das dores dos medos, etc. Este local é o Umbral. Por ele todos nós passaremos, segundo o espiritismo, mas não como André Luiz. Uns passaram com menos atribulações, outros com mais. Ou seja: tenha o Espírito mais limpo possível para sofrer o menos possível.

Após todas estas dores, André Luiz é levado à clínica de tratamento do Espírito pelas mãos de Clarêncio que o tira do Umbral. Aqui, ao nascemos, levamos um tempo muito mais sofrendo do que se comprazendo. O que se assemelha ao que acontece quando desencarnamos. E, novamente, nos vem a incredulidade de ver que, segundo o espiritismo, o catolicismo, e demais religiões [4], não é suficiente os padecimentos desta vida terrena.

    Embora isso amedronta e espante, conforme André Luiz, temos como evitar esta agonia no mundo dos espíritos. Para isso é necessário que atentemos para o que ele nos diz:

Oh! Amigos da terra! Quantos de voz podereis evitar o caminho da amargura com o preparo dos campos inferior do coração? Acendei vossas luzes antes de atravessa a grande sombra. Buscai a verdade, antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois.

 

     O leitor verificou que a vida e participação dos espíritos na organização social no mundo dos espíritos, é antecedida pelo tal Umbral. Só depois de muita dor e sofrimento, é que podemos entrar no mundo bom dos espíritos bons. Todo este sofrer no mundo terreno, segundo André Luiz, se dá para que não soframos no mundo espiritual. Há homens em nosso planeta, com tal grau de bondade que não venha a sofrer as torturas que sofreu André Luiz? Se houver é um santo.

No mundo espiritual existe um ou mais lugares onde pode-se ver luxuosas casa ou, como nos diz André Luiz: “[...] preciosas construções, situadas em extensos jardins”. No que se diz respeito ao “poder” existe espíritos, como o de Clarêncio, que tem assessores. Isso é explicado por ser, alguns espíritos, mesmo na mesma “Colônia” (digamos a cidade de nome Nosso Lar), mais puros que outros. Certamente que existe um nível de purificação para se está no Nosso Lar. Isso está em conformidade com o que André Luiz vinha dizendo e dirá mais tarde.

As preciosas construções, mansões, de que fala André Luiz, são ricamente mobilados (os comunistas do Pt e similares, ao ler isso, criarão uma narrativa para dizer que nas colônias, depois da morte, o regime é comunista). Os pontos nos quais há coisas iguais na terra e no mundo dos espíritos, devem alegrar os que ainda não desencarnaram. Contudo, começamos a sentir que existe a ausência de considerações sobre estas igualdade e semelhança. Trataremos destas questões em um texto onde só, e somente só, iremos falar da sociedade dos espíritos.

Chama a atenção na obra, Nosso Lar, o diálogo, pag. 18, entre André Luiz e os jovens a quem Claurêncio entregou André Luiz para que dele cuidasse até o outro dia. Isso nos diz que há dia e noite no mundo dos espíritos. Mas o que chama atenção neste diálogo é o fato dos espíritos jovens discorrerem sobre o local onde André estava. Eles dizem que o local onde se encontram agora, está entre o sol e a terra e que o sol que se vê é o mesmo sol que se via quando na terra. O que aqui incomoda é o está entre a terra e o sol.

De fato, é algo que nos deixa estupefato: Sabemos, agora, se cremos nas palavras de André, que até no mundo dos espíritos a terra parece ser o centro do universo. Se não a terra, mas o sol! Neste diálogo o sol “ é a divina matriz da vida e a claridade que irradia provem do autor da Criação”, isso é: de Deus. Sendo o mesmo sol e o mesmo Deus, tomamos ciência de que adorar o sol não é nada estranho!!!

Os Egípcios adoravam Re, Sol do Zenit, acompanhado de Kbeper, jovem Sol nascente, Atum, o velho Sol de ouro do poente, Horus, o olho do Sol. O antigo Japão, o império do Sol nascente, adorava Amatersu. No Novo Continente, Huitzilopochtli e Tezcatlipoca eram os deuses do Sol do poderoso império asteca [5].

Ainda temos algo muito importante a verificar. Quanto a constituição das colônias para onde vamos depois do Umbral, André Luiz revela que lá temos” seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministérios (Talvez André Luiz tenha dito doze ministros): O da Regeneração, o do Auxílio, o da Comunicação, o do Esclarecimento, o da Elevação e o da União Divina. Em seguida André Luiz nos diz sobre a criação, fundação da colônia Nosso Lar.

Nosso Lar tem história de fundação semelhante as das grandes cidades. Agora vamos passar por um patamar ainda mais duvidoso do que parecer ser o Sol o Centro do Universo. Os cuidadores de André Luiz, segundo André Luiz, dizem: "Os planos vizinhos da esfera terráquea possuem, igualmente, natureza específica. "Nosso Lar" é antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI.  E esta fundação se deu através de cópia do que europeus vinham fazendo no planeta terra. Digamos, outros europeus já que Portugal fica na Europa! É de fundamental importancia o leitor se debruçar sobre o capitulo 9 de o Nosso Lar, Problemas de Alimentação. Ali se vai encontrar uma verdadeira guerra. Ali o leitor vai se deparar com o Aérobus, ônibus aéreo!

A única possibilidade de assim de fato ser, do nosso ponto de vista, é que, cada país, e não cada planeta, tem sua colônia. Ainda assim nos vem a dúvida: antes do século XVI as pessoas que morriam iam para onde? Os espíritos também comem, dormem, têm necessidade, digamos, fisiológica, o que desfaz a ideia de Espírito que sempre se teve. Mais amplamente, os sentimentos que temos aqui na terra, o temos também no mudo dos Espírito, as necessidades que aqui temos também temos lá; dos órgãos que aqui temos, o mais interessante é funcionarem no mundo do Espíritos, como funcionam aqui. André nos dá conta de que lá temos coração. Será que o coração tem a mesma serventia que na terra? Será o coração comandando pelo cérebro? Pelo que André nos diz: sim para a primeira pergunta e não para a segunda! O coração no mundo dos espíritos é sentido como os poetas e a maioria esmagadora do povo. O sentimento de saudade da família confessado por André, lhe vem do coração.

A semelhança com a sociedade terrena é tão grande que o Espírito, Henrique Luna, apresentado por Claurêncio a André, era “o” Serviços de assistência Medica da colônia espiritual. Vemos depois que André quis dizer: coordenador.

Pelo disposto da página 24 a 25, todos nós morremos de suicídio! Isso porque são nossas ações, alimentações, os sentimentos de raiva, as bebidas, o cigarro, que matam nosso corpo físico. Logo, de acordo com o Claurêncio e segundo André, isso é suicídio. Diz o enfermeiro que atende a André: “– A zona dos seus intestinos apresenta lesões sérias com vestígios muito exatos do câncer; a região do fígado revela dilacerações; a dos rins demonstra característicos de esgotamento prematuro”. Assim, ao deixarmos a terra, deixamos um corpo com determinadas enfermidades, mas recebemos outro com as mesmas enfermidades. Meio confuso. Mas é assim que André relata.

Por fim, quando desencanamos, levamos conosco as enfermidades que tínhamos, nossa saudade dos familiares, levamos a capacidade de chorar, de sorrir, de amar. E, para o mundo em que vamos, pelo menos no estágio de André, somos tratados por os médicos, enfermeiros, analisados por espíritos médicos!

4.1 -  Pontuando o texto.

 

Pontuar o texto é destacar cada coisa que consideramos importantes e fazer a devida identificação do que é posto por André Luiz. Algo com um resumo.

  1. Quando deixamos este mundo, o que acontece? Após separa-se o corpo físico do corpo espiritual, nosso Espírito vai para um local chamado Umbral onde padece de todas as dores, torturas, e tudo aquilo que temos de sofre para pagar o que fizemos de ruim na terra. Teremos de ser punidos pelo mal que fizemos a nossos semelhantes aqui na terra; por eventual não “engajamento” religiosos; por não havermos respeitado os mandamentos de Deus. Embora que o façamos de bom, mesmo por brincadeira, seja computado em nosso favor. Continuo sem encontrar algo nos livros “sagrados” que me convença desta situação. Na verdade, temos que Jesus morreu na cruz para nos livrar dos pecados. Jesus morreu para lavar os pecados dos homens antes e depois dele? Os livros “sagrados” nos dizem outra coisa. Jesus morreu por desfiar, propor o desmantelamento do poder econômico. Vejamos: No artigo "Jesus não morreu pelos 'nossos pecados' e sim por enfrentar o sistema". Nos diz Alberto Maggi: "Os Evangelhos são claríssimos: Jesus morreu porque confrontou o Templo, um sistema de dominação e exploração dos pobres". Em (Is 56, 11) lemos: “cães vorazes: desconhecem a saciedade; são pastores sem entendimento; todos seguem seu próprio caminho, cada um procura vantagem própria”. Os Escribas, diante de milagres de Jesus efetivado nos pobres enfermos dizem: “Este homem está blasfemando! ” (Mt 9,3). E os blasfemos devem ser mortos imediatamente (Lv 24,11-14) “Perdoai e sereis perdoados” (Lc 6,37), diz Jesus. Deste modo, "Para obter o perdão de Deus, não havia mais necessidade de ir ao templo levando ofertas, nem de submeter-se a ritos de purificação, nada disso. Não, bastava perdoar para ser imediatamente perdoado" nos diz Maggi. E em (Jo 11,50) temos: “Não compreendeis que é de vosso interesse que um só homem morra pelo povo e não pereça a nação toda? ”     
  2. Quando saímos do Umbral? Após termos o “merecido” castigo, é isso não dura pouco, nos é designado um tutor, um benfeitor. Este nos vai tirar do Umbral e nos levar para uma clínica onde existem médicos de todos os males.  Discordamos do Castigo, mas temos a certeza de que termos orientação.
  3. Há semelhanças material na vida terrena com a vida no mundo dos espíritos? Muitas. Mas é mais simples dizer das diferenças. Ao saímos do Umbral, vamos para uma “comunidade” onde já não há as impurezas, os males do homem na terra. Não “adquirimos” mais dores, nem frustações, nem desesperos. Entramos em uma estrada a caminho da purificação espiritual.  Neste local temos casas, igrejas, cinemas, campo de futebol. Pense na terra sem os males da inveja, da corrupção, do levar vantagem, dos assassinatos, estrupo, etc. Bem, você está vendo o mundo dos espíritos.
  4. Encontraremos nossos amigos e familiares? Sim. André Luiz faz esta revelação na qual temos acreditado piamente. Mas ocorre que este encontro pode “demorar”. No caso de André a mãe que ele tanto queria ver, está em outro plano trabalhando junto a outros espíritos. Mas que já sabe dele, sabe que saiu do Umbral e vira velo.

5 – Conclusão

 

            Pelo menos em nossa compreensão, fica evidente as inúmeras semelhanças entre o mundo dos corpos e o mundo do Espíritos. Na realidade, são tão similares que não deveríamos chamar o mundo dos espíritos de mundo dos espíritos. Ganhamos um corpo igual ao da terra e, pior, com as mesmas enfermidades, nos alimentamos, trabalhamos, fazemos passeatas contra o “governo”, nos rebelamos, etc.

            O termo Aérobus, ônibus, carro aéreo, não é coisa pontual. As denominações das coisas aqui na terra, são as mesmas ou idênticas as do mundo espírita. Em muitos pontos nos perguntamos se morremos ou se fomos transladados de corpo e alma para outro mundo. Tudo isso impressiona e, algumas coisas, não conseguimos admitir, conceber, acredita.

Temos que:

  1. A colônia Nosso Lar, foi criado no século XVI pelo português do Brasil?;
  2. O mundo onde está o Nosso Lar fica entre a terá e o sol?;
  3. O sol emite uma luz, energia, divina?;
  4. O sol determina a noite e o dia como aqui;

A leitura das obras espiritas é maravilhosa, porem precisa ser reconduzida a um patamar razoável em muitos pontos, do contrário o espiritismo cai em descredito. A igreja católica teve este momento, ainda passa, em alguns momentos por descredito, quando vendeu indulgencia. Passagem para se ir para o céu!

 

 

 

4 - Bibliografia Consultada

         

AGOSTINHO, S. O livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995.

ARISTOTELES – Métaphysique – Trad. J. Tricot - Librairie Philosophique J. Vrin, Paris, 1991.

BOBIK, J. – Aquinas on Being and Essence. A translation and interpretation. University of Notre Dame Press, 1965

CHENU, M-D. – Introduction a l`étude de Saint Thomas D`Aquin - J. Vrin, Paris, 1954.

COLLIN, Abbé Henri – Manuel de Philosophie Thomiste – P. Téqui e Fils, Libraire – éditeurs, 1940.

ELDERS, Leo. The Philosophical Theology of St. Thomas Aquinas. E.J.Brill, 1990.

LEIBNIZ, G.W. Ensaios de Teodicéia sobre a bondade de Deus, a liberdade do

homem e o origem do mal. Estação Liberdade, São Paulo, 2013.

Filosofia da Universidade de Lisboa, 2015, p. 1-30.

PORTUGAL, A. C. Filosofia Analítica da Religião como Pensamento Pós-"Pós-Metafísico".

SWINBURNE, R. A existência de Deus. Brasília: Academia Monergista, 2015.

O Seminário de Capri. São Paulo: Estação Liberdade, 2000.

 

 

 

[1]https://tvmundomaior.com.br/umbral-o-que-significa-para-o-espiritismo/#:~:text=Muitos%20imaginam%20que%20o%20umbral,Xavier%20no%20livro%20Nosso%20Lar.

[2] de acordo com a FEAL (Fundação Espirita Andre Luiz) é aquilo que o nosso pensamento produziu durante a encarnação

[3] Chamamos organização social o modo de vida.

[4] Não consideramos o Espiritismo, propriamente, uma religião.

[5] museuegip

 

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