1. Vida

 

Leonardo José Coimbra, nasceu na Lixa – Douro em 1883 e faleceu em 1936. Professor de Filosofia na Faculdade de Letras do Porto. Foi notável a sua atividade na transmissão do regime quanto à expansão da cultura e luta contra o analfabetismo. Criou a Universidade Popular onde pronunciou numerosas lições. Grande orador que era, proferiu dezenas de discursos e conferências, de sentido filosófico. Os problemas religiosos preocuparam-no intensamente.

O local onde passou os primeiros anos da sua infância não é alheio à sua atitude de mistério e curiosidade e, por outro lado, a morte de seu pai, quando tinha dezoito anos e posteriormente a morte do seu primeiro filho, em 1912, marcaram-no profundamente e acentuaram o dolorido da sua alma lírica de poeta e, decisivamente, o influenciaram na sua idealização filosófica.

Concluídos que foram os primeiros estudos preparatórios, viria a frequentar em Coimbra o antigo curso de matemáticas e filosóficas. De Coimbra, ingressou na Escola Naval e deste estabelecimento voltou para o Porto, onde se matriculou na Academia Politécnica.

Durante alguns anos frequentou outros cursos, até que conseguiu um lugar de professor provisório de matemática no Liceu Central, lecionando, também, na Faculdade de Letras do Porto, mas foi no ensino liceal que ele trabalhou o seu pensamento e comunicou a riqueza do seu espírito.

Desempenhou funções públicas e políticas, respetivamente administrador da Maia e diretor do Colégio dos Órfãos, ministro da Instrução Pública, diretor da Faculdade de Letras do Porto e eleito deputado pelo Partido Republicano Português.

Desligando-se das atividades públicas em 1927, permanece mais silencioso e interioriza-se no seu pensamento, através do qual marcou a sua individualidade nas lutas sociais, militando nos meios libertários e colaborando em jornais e revistas de correntes político-ideológicas avançadas.

Dado possuir elevados dotes oratórios, depressa se impôs nos comícios operários e republicanos. Ainda estudante fundou com outros colegas a revista “Nova Silva”, como meio de propagação das suas ideias. Escrevendo e falando, fez escola.

 

2. Obra

 

O seu caráter emotivo, os seus dotes oratórios e a sistematização do seu pensamento, permitiram-lhe escrever uma vasta obra. O seu primeiro livro foi escrito em 1912 e intitula-se: “O “Criacionismo”: Esboço de um Sistema Filosófico”. Em 1913, manifestando as suas preocupações, quanto aos problemas religiosos, escreve: “A Morte”, livro carregado de esperança e que ainda tem muito viva a morte do seu primeiro filho. Em 1915 redige: “O Pensamento Criacionista”.

Nos anos seguintes publica inúmeras obras, destacando-se: “A Alegria, a Dor e a Graça”, “A Luta pela Imortalidade”, “O Pensamento Filosófico de Antero de Quental”, “Adoração”, “Do Amor e da Morte”, “Lógica e Metafísica”, “A Rússia de Hoje e o Homem de Sempre”.

O seu pensamento obedece a uma evolução espiritual constante, até se definir pelo catolicismo. Ele tratou, claramente, do pensamento e da vida humana, culminando numa ontologia do homem e do espírito. Esta sua ontologia do ser e da liberdade do espírito, está aliada ao problema moral como eterno conflito entre a liberdade e a lei, indivíduo e sociedade.

Nesta evolução filosófico-cultural, imbuída de um espírito religioso progressivo, Leonardo Coimbra integrou-se no movimento literário denominado “Saudosismo” de cariz essencialmente poético, cofundando um órgão de divulgação, a revista intitulada: “A Águia”.

O saudosismo no sentido estrito é uma atitude perante a vida, que constitui feição típica da literatura portuguesa, tanto culta como popular, traço definidor da alma nacional. A saudade caraterizava-se, na época, por amplas dimensões e profundo significado. A atmosfera mental portuguesa estava impregnada do idealismo e do nacionalismo tradicionalista, que se haviam desenhado na última década do século XIX.

A revista “A Águia”, enquadrada na Renascença Portuguesa, congregou muitos espíritos animados do desejo de, agindo no plano da cultura, promover a reconstrução do país, minado pelas dissensões políticas que a República não veio sanar.

Nessa época de rigor do saudosismo, já o diretor da revista “A Águia”, Teixeira de Pascoaes, dizia o seguinte: «A Pátria anda tateando no caos. É preciso, portanto, chamar a nossa raça, desperta à sua própria realidade essencial, ao sentido da sua própria vida (…) e então poderá realizar a sua obra de perfeição social, de amor e de justiça (…) ora, aquela realidade essencial consiste na “saudade”, a qual é o próprio sangue espiritual da raça.»

É neste ambiente de grande saudosismo, de profunda defesa dos valores da raça, do ressurgimento do supremo significado da palavra “saudade” que Leonardo Coimbra se movimenta, elaborando a sua obra sobre o “Criacionismo” em que, fundamentalmente: “O homem e a vida são termos da sua antropologia filosófica”

 

3. O “Criacionismo”

 

A filosofia de Leonardo Coimbra pretende ser uma inovação filosófica e proposição de grandes linhas orientadoras do pensamento filosófico português, trabalhando dentro de uma perspectiva antropológica, com dois termos fundamentais que são: o Homem e a Vida.

Com efeito, o autor do “Criacionismo”, pela sua própria personalidade fogosa, não se contentava em ficar à margem dos problemas correntes do homem, e por isso empenhava-se decididamente, dinamizando uma filosofia vitalista.

O “Criacionismo” de Leonardo Coimbra não se manifesta hostil à política, mas desprendido e tolerante, propaga a fraternidade espontânea, impeditiva da dissolução das vontades, pela criação de um ideal coletivo, que seja a fonte de uma efetiva irmandade espiritual.

É assim que, no contexto da cultura portuguesa de então, o movimento da “Renascença Portuguesa”, transformado em “Criacionismo”, é um movimento de interiorização e exteriorização do espírito e que abrange uma dupla dimensão: Lusitana e Antropológica.

O “Criacionismo” pretende, assim, construir um esboço de sistema filosófico, que incorpore os valores patrióticos e antropológicos da nação, isto é: “tocar o Além mas sem esquecer a Terra”. O seu “Criacionismo” relaciona-se muito com aquele caráter místico e profundamente artístico, que atinge a pessoa moral.

Todo o trabalho de Leonardo Coimbra, visto numa perspetiva antropológica e filosófica, constitui um particular esboço ao problema do Homem e da vida. Ele tem como marco inicial o propósito sincero de tracejar um sistema filosófico que possa tornar-se um programa de ação, em que progressivamente o acordo entre o real e o pensamento seja possível.

O seu pensamento filosófico subordina-se a uma consciência aberta aos problemas do Homem e da Vida, do conhecimento e da cultura, da sua comunidade e da sua pessoa.

Na evolução do seu pensamento, intercalam-se o poeta, o iletrado e o filósofo, submetidos ao crescimento espiritual e amadurecimento intelectual do seu autor, preocupado com um certo pragmatismo, numa maior capacidade de ação, mas também pelo amor à verdade, ao real, reagindo, por isso, contra o positivismo, embora admitindo as boas intenções de Augusto Comte.

O positivismo que ele rejeita é do tipo cientificista, que se degradou e se fez tecnicismo de uma ciência de aspirações técnicas. O seu “Criacionismo” critica o culto do progresso, do indefinido acréscimo do bem-estar e das comodidades materiais, o domínio da natureza.

É difícil rotular o pensamento de Leonardo Coimbra com uma qualquer corrente filosófica estrangeira, havendo quem o pretenda identificar com Bergson, por ter defendido a luta que a liberdade encetava para “subir à luz”, não obstante estar enterrada pelos vários determinismos científicos, vendo nessa luta o seu legítimo campeão em Bergson.

Outros há que preferem qualificar a filosofia de Leonardo Coimbra como uma filosofia de ação, no sentido “Blondealiano”, ou ainda que o autor do “Criacionismo” “sofre de uma visão global da existência e do destino no confronto da fé e da filosofia cristã, visão que apresenta profunda analogia com o dinamismo ‘maréchaliano”. (Leopoldo Marechal, nasceu em Buenos Aires em 1900 e faleceu em 1970. Poeta, narrador, dramaturgo e ensaísta)

Mas poder-se-á afirmar que o vitalismo de Leonardo Coimbra não é de desengano, mas de um idealismo realista, aberto em aspiração para um complemento sobrenatural. Por tudo isto, o conceito ““Criacionismo”” reflete uma categoria do ser humano, ao mesmo tempo que significa uma condição do mundo, reproduzindo, ainda, uma noção de vida ou uma forma de se viver e uma propriedade do pensamento sem obstáculos, do pensamento humano, que é criacionista, numa imitação deficiente do pensamento divino.

A verdade humana compõe-se de fragmentos de harmonia, e por isso o termo “criacionista” convém ao pensamento humano, enquanto considerado um diminutivo do pensamento criacionista, positivamente encontrado na existência genuinamente criadora de Deus.

O método criacionista é um misto de pedagogia, porque reflete a disposição espiritual que movia o seu autor, bem como fazer da atividade do pensamento um hábito, uma qualidade espiritual permanente, solicitando o indivíduo a aprofundar, explicar e intensificar o conhecimento humano do positivismo, na medida em que tendo Leonardo Coimbra estudado num ambiente de formação positivista, movido pela ideia de renovação cultural e filosófica e querendo uma nova filosofia, o seu método confunde-se em duas atitudes de um mesmo dinamismo.

Este método é a própria vida do pensamento, e deve ser só por si um sistema filosófico. Em resumo, poder-se-á dizer que o método criacionista apresenta três supostas caraterísticas:

a) Dialético: porque segue um dinamismo próprio do pensamento, que avança para novas sínteses;

b) Construtivo: porque estuda o ser mental que é a ciência para, a partir dela, encontrar o valor da arte, da moral e da própria filosofia, saindo da experiência científica, tende para todas as outras experiências, sendo a experiência fundamental, a vida;

c) Pedagógico: porque apresenta uma pedagogia própria do espírito humano, que não permite qualquer espécie de particularismo ou fechamento.

É, afinal, um método crítico de análise regressiva e síntese progressiva.

Naturalmente que o “Criacionismo” de Leonardo Coimbra enfrenta, como qualquer outro sistema filosófico, alguns problemas, face a determinados níveis dos diversos ramos do conhecimento, designadamente em relação à ciência, à filosofia, à moral, à religião, à arte, entre outros.

A filosofia de Leonardo Coimbra não adota a tendência oculta, do espírito das ciências, de fugir da metafísica, porque ela é, essencialmente, metafísica e essa é a alma e por isso, ela é, antes de tudo, um discurso sobre a atividade científica, porque efetivamente necessita dos resultados gerais das ciências para a sua elaboração, não propondo uma aceitação crítica dos simples resultado, sem a reflexão filosófica e como pensamento dinâmico e evolutivo, enquanto teoria da atividade científica, desenvolve-se em três estágios:

1. Propõe respeito às realidades científicas, estudando o sistema inteiro das ações científicas, furtando-se a qualquer espécie de idolatria;

2. É um trabalho de lógica e metafísica, que pretende mostrar, através de uma honesta reflexão filosófica, a filosofia tomando consciência do seu próprio espírito, por intermédio da ciência;

3. Admite e postula uma estrutura ideo-realista do universo com um mínimo de platonismo retificado como meio seguro para se explicar as ciências. Neste terceiro estágio o “Criacionismo” parece ser já de tendência cristã.

Para o “Criacionismo”, o verdadeiro espírito científico é aquele que põe francamente os resultados. Leonardo Coimbra procura fazer filosofia e não ciência.

Ao nível da filosofia, o “Criacionismo” provém da sua atitude crítica, face ao positivismo, porque a filosofia do “Criacionismo” é, essencialmente, a metafísica. Foi no idealismo platónico que ele encontrou o dinamismo interno do seu “Criacionismo”, saindo em busca das implicações espirituais de um conhecimento que julga poder limitar-se à simples representação de objetos dados, a captação percetível, concluindo, assim, que a alma da filosofia é a metafísica, e esta é, antes de mais, uma ontologia do espirito.

Esta metafísica submete-se às exigências do pensamento e do amor humano, até encontrar a pessoa divina e preencher o vazio requerido em termos de ideal. É, sobretudo, o sentido da vida do espírito que a metafísica do “Criacionismo” quer encontrar, distinguindo os vários planos ontológicos da realidade.

Esta atitude não pretende ser uma pura introspeção psicológica, mas uma ontologia do espírito, procurar em cada ato do pensamento humano atingir pela reflexão, e para lá do ato o dinamismo da atividade e, para além deste, o gerador dessa atividade.

A sua ontologia do espírito não deixa a metafísica cristã como uma simples hipótese de socorro às desgraças humanas, mas aponta o fulgor da esperança e a tendência da positividade da filosofia do “Criacionismo”, mas sim acabar em religião, num esforço para o divino e uma opção obrigatória.

A filosofia do “Criacionismo” é uma filosofia vitalista e metafísica, porque pretendeu restaurar a metafísica e manifestou toda a simpatia pelos pensadores que procuravam na vida o ponto de arranque para o seu filosofar. O autor do “Criacionismo” é um filósofo de formação científica, por isso ele procurou que a ciência e a metafísica caminhassem juntas e a filosofia deveria ser acrescida pela arte, pela moral e pela religião.

A filosofia colaboraria no saber humano, e como disciplina seria salvaguardado, ainda, o seu lugar de teoria geral da experiência, como assimiladora e unificadora de todas as experiências parcelares.

Mas Leonardo Coimbra é também um filósofo espiritualista, e como tal criou hábitos na contemplação e no espiritualismo da poesia portuguesa do seu tempo. Conciliou o que mais o impressionou do positivismo e do espiritualismo da poesia portuguesa, assimilou o recheio que mais lhe convinha, o que resultou num “Criacionismo” com ar de filosofia científica e de ação e também como filosofia do espírito e da abertura.

A sua metafísica é estética. Tudo é harmonia, razão, inteligência e vida, introduzindo no seu sistema a ideia de uma alma-harmonia. O “Criacionismo” é estético e o seu Deus é um artista com modelos impecáveis, esculpindo tudo. Deus é suprema harmonia, o belo por excelência.

O homem é um princípio ativo, a ação consciente de um mundo a fazer em liberdade, em ação, por isso a sua filosofia é de liberdade, um permanente ativismo, contrária ao estático, ao imóvel, é a explicitação do princípio de liberdade criadora, com espírito criador que se traduz na pedagogia do seu método e na soberba novidade da sua filosofia, numa dialética que conjuga o dinamismo do espírito e a inércia da matéria, o dinamismo da experiência inteletual e o da experiência vital concreta.

A metafísica do “Criacionismo” é espiritual e religiosa. O Deus do “Criacionismo” é o Deus Criador, e o lugar do homem é o centro da criação. O homem é, na verdade, uma linhagem quase divina, mas é, também, sensivelmente, uma impossibilidade absoluta, porque anula todas as suas obras e fecha-lhe as glórias na mais completa das derrotas.

O “Criacionismo” é, também, metafísico da vida transcendente. A morte revela-lhe uma sadia angústia perante a vida, O problema da morte ou da imortalidade da vida deixou-o às mãos com o destino e garantido pela certeza da fé cristã.

O inter-relacionamento entre o natural e o sobrenatural é um problema básico na ontologia do “Criacionismo” e a sua dialética ascensional. O eu pensante concebe-o como um EU espiritual, o ponto mais alto da hierarquia dos seres.

No natural participa uma “Graça Ontológica de Transcendência”, e todo o imanente é assim envolvido onticamente por esta Graça, que encara a morte como a superação da vida pela vida. Submerge o homem na vida porque esta é o eficaz garante da coexistência do homem com os homens, e do homem com a natureza, e esta o seu ambiente existencial.

 

4. Síntese

 

É notória a formação científica de Leonardo Coimbra, não só pelo iniludível ambiente positivista em que vivia, como também porque a escolástica do Portugal laicista não lhe oferecia quaisquer garantias de poder conservar o reino espiritual, inserido neste mundo.

O segredo do método de Leonardo Coimbra, consistia, portanto, em não se desligar da ciência para alcançar a metafísica, por isso, tal método – Dialético, Construtivo e Pedagógico -, para no confronto entre ambas, “empurrar” esta para uma nova metafísica, devendo caminhar juntas: a ciência e a metafísica. À filosofia seria reservado o papel de colaborar na imensidão do saber humano.

A estratégia da dialética do pensamento, num plano dinâmico, transformaria o seu método num novo sistema, cuja base piramidal seria composta por noções científicas, em que no cume da mesma, encontrar-se-iam as noções de Liberdade, de Espontaneidade e de Permanente Criação. A este sistema filosófico chamou-lhe de ““Criacionismo””.

A compleição impressionista e enternecida de Leonardo Coimbra proporcionava-lhe uma sensibilidade rica e emocional bondade, para poder analisar os grandes problemas da vida humana. Também o seu positivismo permite-lhe abrir-se ao diálogo e ao convívio romântico e apaixonado, confirmando assim o seu próprio “Criacionismo”.

O “Criacionismo” de Leonardo Coimbra reveste-se de várias perspetivas, e desde logo pelo fato de a matéria e o universo deixarem de ser “simples inércias e mortes oferecidas ao homem”.

Tem-se a Verdade viva, a Verdade como permanência de relações. O homem, como princípio ativo, tem de desenvolver uma ação constante e consciente, num mundo a fazer, com uma filosofia de liberdade dinâmica, contra todo o tipo de estaticismo e imobilismo, com um espirito criador, enfim, numa autêntica pedagogia metodológica, uma explicitação do princípio de liberdade criadora.

O princípio dialético filtrante das experiências humanas, numa conjugação do dinamismo espiritual, com a inércia da matéria, constitui outra faceta do “Criacionismo”. O vivo, o dinâmico, o inteletual, constituem o autenticamente real do “Criacionismo”.

Este devir ininterrupto, corre como a seiva numa árvore, em perfeita ascensão, até alcançar a “Vida Substancial: Deus”. Tudo acontece na origem porque nela está sempre Deus, O qual é para o homem uma ontológica saudade, pelo que o seu “Criacionismo” é de uma ontologia do homem integral, do homem como pessoa, em toda a sua globalidade humana.

No “Criacionismo” de Leonardo Coimbra, existe um mundo, que é o espírito – Pensamento – que dinamiza uma relação familiar entre dois mundos: o mundo físico e o mundo espiritual.

O homem é pela consciência um exilado no universo e, de igual forma, é Deus entendido como o “Grande Solitário Inacessível”. O universo é um sistema de relações em que o homem pode ter confiança, pois tal universo tem um Deus Criador, sendo o lugar do homem o centro da criação, que domina em certa medida pelo pensamento, no entanto, o homem é infeliz porque é o único ser que conhece a morte e a entende como a derrota das suas vitórias e vaidades materiais e aparências mundanas.

O “Criacionismo” é, em resumo sintético, uma filosofia da criatividade dinâmica do homem em liberdade, no respeito, pela construção de um mundo de relações interpessoais, convergente para um “Cume Absolutamente Perfeito e Criador – DEUS -.

Bibliografia

 

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GAMA, José, (1983). Filosofia e Poesia no Pensamento de Leonardo Coimbra. In Revista Portuguesa de Filosofia, Tomo XXXIIX-4.1983. Braga: Faculdade de Filosofia.

MORUJÃO, Alexandre Fradique, (1983) O Sentido da Filosofia em Leonardo Coimbra, In Revista Portuguesa de Filosofia, Tomo XXXIIX-4.1983. Braga: Faculdade de Filosofia.

SPINELLI, Miguel (1981). A Filosofia de Leonardo Coimbra. O Homem e a Vida. Dois Termos da sua Antropologia Filosófica. Braga: Publicações da Faculdade de Filosofia.

 

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

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