Artigo apresentado no 3º CONGRESSO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE ESTUDO DAS AMÉRICAS, realizado na UERJ em 2012.

RESUMO

Conferir nome aos lugares possui um forte significado, uma vez que essas denominações estabelecem conexões entre o lugar em tempos pretéritos e hodiernamente. Assim sendo, a toponímia revela posse, memória, simbolismo, querência, adesão, resistência e intimidade com o lugar nomeado (MELLO, 2007). Neste campo, Corrêa (2003, p. 176) sublinha: “a toponímia constitui-se em relevante marca cultural e expressa uma efetiva apropriação do espaço por um dado grupo, sendo um poderoso elemento identitário”. Nesse sentido, os nomes dos logradouros ou bairros conferem a esses lugares uma forte identidade, sendo resultado de vivências, embates, utopias e valores, em meio a amigos, parentes, estranhos, conhecidos e sentimentos, compondo um todo de introjeções, estranhamentos, aderências e pertencimentos (MELLO, 2000). Empregando os fundamentos metodológicos da geografia humanística, quais sejam as filosofias do significado, o presente texto tem por objetivo decodificar a toponímia e seu caráter identitário, utilizando – para isso – o topônimo “Ilha de Guaratiba” como objeto investigativo.