NOVA REALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA VOLTA SEM PRESSA.

Luciana Rossi Nascimento. 

Neide Rossi. 

 

Temos uma certeza, a sociedade e a comunidade escolar não pode mais desconsiderar a escola presencial. As crianças da Educação infantil necessitam apropriar-se do lugar de conquista de pois de tantas lutas. E nós profissionais da educação precisamos de presença para a realização da nossa alma após tanto longe.

E voltar tem como? Sim é necessário encarar essa situação, ouvir a ciência e principalmente apoiar as emoções de todos que estão envolvidos nesse processo.

Para isso os protocolos devem ser levados a serio. Sendo assim a unidade escolar necessita de um envolvimento e compromisso por parte da Gestão Escolar e Secretarias de Educação com a volta as atividades presenciais, uma secretaria que admite a relevância da Unidade aberta mesmo com a pandemia.

A partir dai então é o momento de sustentar os educadores profissionais da educação, as famílias e as crianças, construindo uma corrente responsável que dispõe da comunicação. Podemos construir orientações para uma reabertura das Unidades escolar, sem pressa, discutida com a comunidade escolar, pautada na segurança de todos, buscando apoio com os órgãos competentes para que os protocolos sejam avaliados e replanejados se preciso for. A seguir algumas dicas para que a construção de uma reabertura.

  • Convidar os parceiros do setor da saúde e convocar os pais e responsáveis para uma informação desse retorno;

  • comunicar toda comunidade escolar ( educadores, crianças e família) sobre o cumprimento dos protocolos;

  • Unidade Escolar aberta é vida. Diminuindo os males vindos com a pandemia como: estresse, ansiedade, tristeza, violências domésticas entre outros;

  • Continuar e reforçar os canais de comunicação com as famílias r (grupos de WhatsApp, cartazes no muro da escola, e-mail, celular entre outros).

  • Nos primeiros dias, a presença de um membro da família é essencial para que as crianças sintam segurança, e para que a família vejam como estão sendo feitos os protocolos de segurança na unidade escolar.

  • Verificar os espaços da Unidade escolar, para saber qual a capacidade de atendimento ( quantas crianças por turma). Fazer um levantamento de quantas famílias querem o atendimento presencial e quantos ficaram no remoto.

  • Durante o atendimento presencial, prever no plano de atendimento os intervalos pra a higienização dos locais e avaliação do processo de atendimento acompanhando a saúde das crianças, famílias e equipe escolar, os cumprimentos dos protocolos de higienização e as propostas.

  • A comunidade escolar tem quer ter acesso ao plano de retorno, para serem cientes dos protocolos a seguir.

  • Nesse primeiro momento a Unidade escolar deve ser um lugar de reencontro, de aprendizagem de protocolos de segurança e de brincadeiras. Depois com o decorrer do tempo é que vamos pontuar os objetivos de aprendizagem do currículo escolar.

  • No que se refere aos objetivos de aprendizagens da Bncc não podemos esquecer que cumprir regras de convivência, manter a saúde, autocuidado e cuidado com o outro fazem parte desses objetivos.

  • Ao planejar o retorno a equipe pedagógica deve pensar em ambientes de brincadeiras em concordância com os espaços e materiais disponíveis a cada agrupamento e fase da Unidade. Interessante seria adiantar esse processo para que esses ambientes estejam prontos antes do retorno.

  • Um cronograma de organização e funcionamento da instituição em torno da reabertura deve ser feito e compartilhado com as famílias.

Algumas instruçoes podem ajudar nos protocolos protetivos como:

  • Todos os adultos desde equipe escolar a família e crianças acima de 03 anos devem usar máscaras no espaço da unidade escolar e troca-las a cada 2 horas, enquanto permanecer na unidade, sem exceção, sendo assim todos devem ter mascaras reservas.

  • Se possível utilizar face shield , especialmente para quem não usa óculos. Entretanto a utilização desse protetor facial é um bom lembrete de que não devemos colocar a mão no rosto. O face shield deve ser lavado ou hifenizado a cada duas horas, o seu uso NÃO dispensa o uso de máscaras. 

  • É relevante ter uma pessoa na entrada da Unidade Escolar para receber as crianças e as famílias com um borrifador de álcool e orientá-los quanto aos protocolos de higiene 

  • Os educadores e as crianças devem lavra as mãos sempre que possível ou a cada 30 minutos, não é bom que se chame todas as crianças para lavarem as mãos de uma só vez, pois criamos aglomeração, sendo assim esse processo pode ser feito individualmente com intenção de aprendizagem.

 

Cada instituição deve seguir os protocolos sanitários de seu Município, e ainda elaborar acompanhado de a comunidade escolar protocolos da Unidade escolar. Dessa maneira podemos assegurar que faremos o melhor possível para um retorno.