Quem conhece o jogo sabe as artimanhas e táticas de como dribrar e ganhar do adversário. Assim não é diferente em nosso país. 

No ano da copa me veio a memória também do ano eleitoral. No jogo da vida a tática é aparecer em 2 e 2 anos e ou em 4 e 4 anos. Em dois anos elegemos uns e em 4 anos elegemos outros. Assim ´funciona no campo com os 22 jogadores. De um lado o  time adversário usa de tudo para conseguir uma vitória. Empurra, cava a falta, um pênalti, chuta aqui e dali, faz gol com as mãos, simula e corre atrás da tão esperada bola. Enquanto isso, após os 90 minutos o povo nas arquibancada grita, aplaude, chora, se entristece com o time que perdeu a partida.

Em ano de eleição, não é diferente, aparece muitos em todo lugar. Nas festas juninas bancando o leilão e rematando prendas para os pobres, vão à missa, nos batizados, no campeonato do seu bairro, nas festas de um parente, no lançamento disso ou daquilo.

Andam nas ruas sem nenhuma formalidade. Nos abraçam, dá aquele aperto de mão, bate nas costas, acenam pra todo mundo. Aparece nos barros, pega seu filho nos braços, cheiram, beijam, entram em nossas casas, tomam cafezinho requentado e frio, ficam suados e não reclamam de nada.

Tudo a mil, maravilha. Até comem no mesmo prato.

- O jogo é esse!

  Virar o placar com o oponente e ganhar do adversário. VALE TUDO!

Será pura coincidência ou é fato! Quem já não percebeu que me digam. Aí, vem o melhor! Aparece vaga de emprego na Câmara, nas prefeituras contratanto gente para fazer serviços extras, coisas que antes não tinha, abre-se vaga de concurso para professor, policiais, agente de saúde... 

Liberam milhões para tudo o quanto. Tudo isso para agarriar "O ELEITOR". Depois  do seu voto, vota tudo ao normal, digo-lhes vira tudo anormal.

Desaparecem, não existe verba e nem liberação, pois não tem dinheiro no caixa. Some da cidade, não avistamos mais nas ruas, nos eventos, nas igrejas, no jogo do bairro, e quando é solicitados, não podem nos atender, pois tem que agendar meses e manda seus acessores, servindo de bucha que não sabem nem onde fica o evento que lhe foi comunicado, chegando atrasados. Será que vão repetir isso sempre. 

Fica o alerta meu povo!

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José Wilamy Carneiro é escritor, autor do livro Tempo de Sol-tudo se pode sonhar. É professor, cronista, memorialista, cordelista e pesquisador. Formado em Direito pela FLF- Faculdade Luciano Feijão-Sobral-Ceará.Pós-Graduado em Ciências (MATEMÁTICA) pela UVA-Universidade Estadual Vale do Acaraú no Ceará. Especialista em Meio-Ambiente pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no Ceará.