Wallas Cabral de Souza –

Por que mentimos? Para não ofender, não perder, não mostrar quem somos e temos. Nesse caso, a verdade dói. É notório que falar a verdade é dar ao outro a esperança de que ainda ande com transparência e confiança; de outro modo, mentir e não admitir seus erros, é mostrar a certeza de que o que se fale é sempre algo sem credibilidade. Independente dos fatos motivadores da mentira, a questão é como eles (os fatos) são mostrados e ditos. Portanto, a mentira traz alguém sem confiança. E uma das características disso é o “vitimismo” que procura a culpa no outro para justifica seus erros. Pior: procura de alguma forma envolver o outro nos erros que cometeu para compartilhar a culpa e se livrar de uma situação constrangedora. De longe, isso é pensar só em si. Daí temos uma segunda característica de quem mente: é egoísta! Esse tipo de pessoa sempre estará presa a um sentimento pobre porque só pensa em si, achando-se forte e poderoso para “curtir” tudo e não sabe o quanto não é amado por ninguém. Mais uma característica do mentiroso é ser solitário. Vive, assim, na prisão dos seus próprios sentimentos; na solidão pensando estar no meio de muitas pessoas. Sendo assim, falemos a verdade. Escolhamos o momento certo e o modo certo. Falar a verdade não é ser grosso. É ser humano. É se preocupar com quem amamos. (Amamos?). Curtir a mentira não é uma questão de imaturidade e de idade mais jovem, mas sim uma questão de escolha e caráter. Mentimos, portanto, porque somos egoísta, culpados e solitários sem amar ninguém. Se alguém mente para você e joga a culpa em você, pare logo, antes que a verdade do sofrimento seja maior. Estar com um mentiroso também é uma questão de escolha. Os fatos e o destino falam por si mesmos onde estar a verdade!