UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - SEAD UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL – UAB LICENCIATURA EM HISTÓRIA DISCIPLINA: HISTÓRIA DA AMERICA I ARTIGO CIENTIFICO

HAITI E CUBA – A SOCIEDADE ESCRAVISTA CUBANA E A REVOLUÇÃO HAITIANA

Autores: GUILHERME THÉO SOARES E SILVA , JOELMA QUEIROZ MARREIRO , KARINE DE QUEIROZ OLIVEIRA, MARIA DO SOCORRO RIBEIRO DE LIMA,  MARIA LETÍCIA RODRIGUES NASCIMENTO e MATEUS PEREIRA DE SOUSA.

RESUMO

Este trabalho trás como tema Haiti e Cuba, e tem como objetivo explorar questões como o tráfico de escravos e o forte impacto da escravidão nesses países até a abolição da escravatura. As necessidades de uma revolução para alcançarem a independência e conflitos com a América, sobretudo com os Estados Unidos. Tendo como foco o século XIX, este artigo propõe uma reflexão a cerca de temas como a importância da economia no contexto histórico, tratando sobre o capitalismo, socialismo e comunismo.

Palavras-chave: Escravidão. Revolução Haitiana. Revolução Cubana.

ABSTRACT

This paper brings as its theme Haiti and Cuba, and aims to explore issues such as the slave trade and the strong impact of slavery in these countries up to the abolition of slavery. The needs of a revolution to achieve independence and conflicts with America, especially with the United States. Focusing on the nineteenth century, this article proposes a reflection on themes such as the importance of the economy in the historical context, dealing with capitalism, socialism and communism.

Keyword: Slavery. Haitian Revolution. Cuban Revolution.

1. INTRODUÇÃO

Independência do Haiti/ Revolução Haitiana (1791-1804) Por que Revolução? É um processo de luta de classes, um processo sangrento em que houve grandes transformações. Em que antes, houve o processo de abolição da escravatura pelas mãos dos próprios escravos. A Ilha de São Domingos era dominada pelos espanhóis desde o século XV, mas no século XVIII, através dos corsários (piratas contratados por alguém), o lado ocidental foi colonizado pelos franceses e reconhecido por Luís XIV, no processo de guerra contra os espanhóis. Do lado Oriental, tem os espanhóis (atualmente, República Dominicana) e do lado Ocidental os franceses (atualmente, a República do Haiti independente). A Ilha de São Domingos era chamada de pérola das Antilhas, por causa das suas belezas naturais e das riquezas que poderia propiciar. Era economicamente baseada na plantation e rentável para o país que a colonizasse, pois até o século XVII representava 40% da produção de açúcar que abastecia a Europa, nessa época o açúcar já havia decaído no Brasil. A sociedade era dividida em 3 castas (posição social definida pela sua origem, não há mobilidade social): 1°- os colonos franceses que ocupavam grandes cargos; 2°- os mestiços, filhos de negros com colonos. Enquanto livres poderiam ser grandes proprietários de terras, mas não tinham altos cargo. Poderiam participar do exército, eram ricos, mas não eram poderosos politicamente; 3°- os escravos de origem africana que representavam mais de 80% da população e foram eles os grandes representantes da revolução. Houve uma grande influência da Revolução Francesa de 1789, pois a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão estabelecia que todo homem era igual perante a lei. Os escravos libertos e os mestiços militares sabiam o que estava se passando na França e começaram a reivindicar que todos fossem iguais perante a lei. A aristocracia, os colonos e os grandes proprietários de terra tentaram esconder os ideais iluministas do Haiti. Sob a liderança de Toussaint Loverture que era militar e filho de escravos. Ele tinha ajudado a França a expulsar as ameaças britânicas da Ilha de Santo Domingo, com a condição de que libertassem os escravos. Em 1793, os Jacobinos decretaram a abolição da escravidão em todas as colônias francesas, o que desagradou os colonos que viviam na ilha. Lovertoure se tornou governador da Ilha, aliado aos interesses da Revolução Francesa, e em 1800, invadiu o lado oriental, que era de dominação espanhola, ajudando os escravos a se libertarem. Em 1801, Lovertoure lutou pela autonomia definitiva da Ilha, se auto declarando vitalício, o que desagradou o general francês Napoleão Bonaparte, que estava prestes a se tornar imperador. Napoleão enviou suas tropas e prometeram a Lovertoure a liberdade, caso entregasse as armas e se aliasse novamente aos franceses. Ele aceitou, mas foi enganado, sendo preso e morto em 1802. Napoleão domina novamente a Ilha, mas ele fica um pouco enfraquecido, porque fica mais interessado pelos territórios que conquistou na Europa, esquecendo das suas colônias na América. A Revolução Haitiana passou a ser conduzida por Jean-Jacques Dessalines, os franceses haviam enfraquecido com o Bloqueio Naval da Inglaterra, além da mostra de desinteresses quando Napoleão havia vendido o território da Lousiana para os EUA. Jean aproveitou tudo isso e declarou a independência da Ilha em 1 de janeiro de 1804. Todo esse processo foi violento, os escravos pegaram em armas e se libertaram.

 2. INDEPENDÊNCIA DO HAITI

A Revolução Haitiana foi uma grande rebelião realizada pelos escravos africanos na colônia francesa de São Domingos a partir de 1791. Os escravos, insatisfeitos com o alto grau de opressão e exploração, influenciados pelos acontecimentos da Revolução Francesa, iniciaram uma grande revolta. Essa revolta acabou conduzindo São Domingos à independência, sob o nome de Haiti em 1804. O Haiti localiza-se na ilha que era chamada de Hispaniola, quando foi ocupada pelos espanhóis ao final do século XV. A parte norte e oeste de Hispaniola gradativamente foi ocupada por corsários franceses no XVI. A colonização francesa na região foi reconhecida por Luís XIV em 1665. Em 1697, os espanhóis reconheceram a cessão da parte oeste de Hispaniola para os franceses no Tratado de Ryswick. A colonização do Haiti foi baseada no sistema de plantation ( Latifúndio, Monocultura e Trabalho escravo africano), a colônia transformou-se em uma das mais prósperas do mundo. No século XVIII, dominou a produção de açúcar no mundo, produziam tabaco, algodão, café e rum em boas quantidades e assim ficando conhecida na época como “Pérola das Antilhas”. O sistema colonial francês em São Domingos era um dos mais exploratórios e cruéis daquele período. A população do Haiti, no século XVIII, organizava-se da seguinte maneira: 40 mil franceses, 28 mil mulatos ou negros libertos e 452 mil escravos. A intensa exploração motivava rebeliões ao longo do período de colonização daquela região. Os acontecimentos da Revolução Francesa geraram reflexos em São Domingos, como exemplo podemos citar que a elite colonial queria afastar-se da metrópole para garantir seus privilégios e intensificar a exploração, os escravos também queriam libertar-se e pôr fim ao sistema de escravidão vigente. A revolução iniciou-se, de fato em 1791, quando escravos da parte norte da colônia rebelaram-se. Essa rebelião dos escravos iniciada em 1791 foi convocada por Dutty Boukman. Os anos de opressão e de ódio represado fizeram com que a rebelião assumisse uma condição extremamente violenta, os franceses foram mortos e suas propriedades destruídas. Todos os acontecimentos e a turbulência que se instalou no Haiti a partir dessa rebelião, acabou forçando as autoridades francesas na colônia de São Domingos a decretar a libertação de todos os escravos que habitavam naquela colônia. Essa decisão de abolir a escravidão na colônia de São Domingos acabou sendo ratificada pelo governo francês em 1794. Justamente em 1794, a França estava sendo governada pelos jacobinos. Um grande nome da Revolução Haitiana foi Toussaint Louverture, que liderou as tropas haitianas contra os franceses, onde Toussaint liderou um ataque à vizinha Santo Domingo em 1800. Ao assumir o poder, Napoleão Bonaparte enviou uma expedição para retomar o controle da colônia em 1801. Jean- Jacques Dessalines tomou a liderança do movimento e venceu definitivamente os franceses em novembro de 1803. A independência do Haiti foi declarada em 1o de janeiro em 1804 e Jean- Jacques Dessalines foi o primeiro governante do país.

3. A CONJUNTURA SOCIAL E ECONÔMICA HAITIANA NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO FRANCESA

Em 1695 a ilha de São Domingos foi uma das colônias mais desenvolvidas do mundo sob o domínio dos franceses. Tinham como meio de produção gêneros agrícolas como o café, o algodão, a cana-de-açúcar entre outras variedades, eram responsáveis por exportar dois terços da exportação de açúcar do mundo todo, e outra fonte muito lucrativa era o comércio de escravos vindo de muitos países da África, o trabalho de enormes contingentes de escravos potencializou a produção, trazendo muito lucro para a França, inclusive esta colônia ficou conhecida como “pérola das Antilhas”. No século XVII São Domingos chegou a parecer indispensável para a manutenção da civilização européia, e da economia atlântica, porém a situação dos escravos era degradante. São Domingos, o atual Haiti submetiam os escravos a situações desumanas, estes vítimas do tráfico negreiro eram transportados em pequenos compartimentos, todos amontoados, passando fome, sede, sem nenhuma condição de higiene entre outras situações horrorizantes. Os escravos eram muito mal tratados não somente ali, mas em todo o continente, eram obrigados a trabalhar longas jornadas, com fome, sede, os castigos era constante, usava de muita violência, isso tudo fazia com que os escravos tentassem fugir em busca da tão sonhada liberdade, outros se suicidavam como via de liberdade. Os escravizados carregavam consigo um grande desejo de vingança chegavam a matar seus senhores envenenados, o sistema escravista imposto causava repugnância e muito ódio resultando em uma revolução social, esta revolução não era formado apenas pelos escravos e negros, haviam também mulatos livres que eram discriminados pelos brancos, porém não admitiam ser considerados negros, pois eram vistos como inferiores.

4. OS IDEAIS ILUMINISTAS E A REVOLUÇÃO FRANCESA

No século XVIII surge o iluminismo na Europa, este movimento intelectual e filosófico que muda a forma de visão do mundo, dar origem ao pensamento moderno, onde a razão e a ciência passam a ser o centro, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade buscam explicar tudo através da racionalidade para validar o conhecimento. Os grandes proprietários de terra e escravos temeram a esta ideologia que defendia a liberdade, já que estes viviam da exploração de homens. Os mulatos e negros livres viram uma oportunidade de eliminar o preconceito existente, porém não queriam a liberdade dos escravos pois também eram proprietários de escravos. Os escravos tomaram consciência do que estava acontecendo e iniciaram a revolução, se uniram aos mulatos e negros deixando todas as diferenças sociais e raciais de lado para lutarem por objetivos semelhantes. Toussaint Louverture era um ex-escravo que sabia ler e escrever e sempre participou de debates sobre as ideias revolucionárias francesas, viveu como um branco burguês e era muito admirado por todos Toussaint desejava para seu povo mesmos direitos que os habitantes da Metrópole tinham e lidera este movimento, depois de muitos combates contra tropas francesas, inglesas e espanholas, os revolucionários conseguiram derrotá-las.Toussaint Louverture começa a organizar Haiti que se encontra em uma situação desfavorável, buscou recuperar e intensificar a economia, restabelecer as estrutura da cidade que foram destruídas nas lutas, enfim conseguiu dar a população uma grande qualidade de vida ganhando a admiração de todos. Toussaint Louverture, morreu em 1803, passando a liderança da luta pela independência para Jean-Jacques Dessalines outro negro que conseguiu vencer os franceses com uma poderosa aliada (a febre amarela) e declarou independente a ilha de São Domingos em 1º de janeiro de 1804 passando a se chamar Haiti.

5. INDEPENDÊNCIA CUBANA

O processo de independência de Cuba está ligado aos processos de abolição da escravatura. Assim como boa parte dos movimentos revolucionários do mundo acontecem por questões econômicas, Cuba tem uma intensa trajetória de movimentos revolucionários, onde passa por dois processos de independência distintos. A Guerra dos Dez Anos de 1868 a 1878, marca esse processo de independência, onde Cuba na condição de colônia, era explorada pela Metrópole Espanhola, contava com uma mão de obra predominante de origem africana e se encontrava no auge do seu desenvolvimento econômico, sendo a maior produtora de açúcar do mundo. O movimento de independência de Cuba foi tardio, se comparados aos outros domínios da América Espanhola, a Espanha enfrentava uma crise financeira, após a independência da maioria de suas colônias e devido as guerras que vinha disputando no contexto europeu, tendo portanto na América, apenas Cuba e Porto Rico como colônias. Impulsionada pelos movimentos revolucionários e abolicionistas, tanto de escravos como de entusiastas da abolição, e pela insatisfação dos altos impostos cobrados pela Espanha, entre 1868 e 1878 ocorrem as primeiras revoltas caracterizadas como movimento de independência, conhecido como A Guerra dos 10 anos, considerada por muitos estudiosos como uma guerra sangrenta e violenta. A Guerra dos Dez Anos tem fim em 1878 com o Pacto de Zanjón. O não cumprimento de algumas medidas do Pacto pela Espanha e a crescente pressão exercida pelos movimentos abolicionistas, fazem com que a Espanha, na tentativa de conter e acalmar os revolucionários e minimizar os conflitos, aprove em 1870 a Lei Moret. A Lei Moret era uma lei abolicionista onde previa que todos os escravos nascidos a partir de 1868, ano em que estourou a Guerra dos Dez Anos, seriam libertos. E além disso, todos os escravos que completassem ou que tivessem completado 60 anos a partir dessa lei, também seriam livres. A tentativa da Espanha em acalmar os conflitos com a falsa ilusão da abolição não surte efeito, fazendo com que a Espanha novamente se veja obrigada a traçar uma nova estratégia de dominação com a criação da Lei do Patronato em 1880, lei abolicionista em que todo escravo estaria liberto em oito anos, mas que ficaria na tutela do seu senhor durante oito anos. Está nova lei surte o efeito contrário ao que a Espanha esperava, e fez aumentar grandemente o número de escravos que usavam a Lei Moret para conseguir a liberdade antes desse prazo de oito anos. Fazendo com que a Espanha determinasse a abolição efetiva da escravidão dois anos antes, em 1886. O surgimento de partidos políticos passam a dominar o senário inicial em Cuba após a libertação dos escravos. O Partido da União Constitucional e o Partido Liberal, com plataformas diferentes, divergiam entre a independência e a não ruptura total com a Espanha, e incrementado pelo processo revolucionário surge o Partido Reformista. Não há como falar da Independência de Cuba sem citar o Partido Revolucionário Cubano, cuja as ações foram determinantes para a independência cubana. A figura mais importante desse partido é de seu fundador, o revolucionário José Martí, apelidado de o apóstolo da independência. A Guerra final ou Grande Guerra, que durou entre 1895 até 1898, foi decisivo e derradeiro para a Independência de Cuba. Em 1898 um navio de guerra norte-americano explode na baía de Havana, fato usado pelos Estados Unidos para acusar a Espanha de sabotagem e se infiltrar no conflito, devido ao grande interesse que tinham pela economia cubana. Causando em 1888 a Guerra Hispano-americana entre Estados Unidos e Espanha. O tratado de Paris de 12 de agosto de 1898, marca a vitória dos Estados Unidos sobre a Espanha com um acordo de paz onde Espanha perde o direito de soberania sobre Cuba, que encerra a colonização espanhola e passa ser governada sobre intervenção dos Estados Unidos.

 6. REVOLUÇÃO CUBANA

Apesar da teórica “independência” de Cuba, ela ainda se encontrava sob o domínio dos Estados Unidos, que por sua vez, colocavam pessoas com os mesmos interesses no poder de Cuba, para que pudessem exercer uma ditadura que acabaria favorecendo apenas os EUA. Dessa maneira, com um golpe contra o até então presidente Carlos Prio Socarrás, Fulgêncio Batista assumiu o poder de Cuba em 1952. Fulgêncio era um ditador e seu governo era dito como extremamente corrupto, impôs a censura, perseguindo todos aqueles que tentavam contrariá-lo e, acima de tudo, mais interessado em beneficiar os Estados Unidos do que a própria Cuba. Por outro lado, Fidel Castro foi um político revolucionário que ficou a frente da revolução Cubana. Diferente de outras revoluções, essa não era socialista ou comunista, mas sim, nacionalista. Ou seja, tinha como objetivo tirar Fulgêncio do poder e tornar Cuba independente dos Estados Unidos (dessa vez, definitivamente). Um ano após Fulgêncio assumir o poder, a revolução estava prestes a começar. Em 1953, Castro liderou um ataque ao Quartel de Moncada, onde ficavam guardados os armamentos. A rebelião contava com mais de cem homens. O movimento fracassou e aqueles que não foram mortos, assim como Fidel e seu irmão, acabaram presos. Fidel foi condenado a 15 anos de prisão, por ter sido o responsável por organizar o ataque. Passou 76 dias preso em uma, como o próprio chamou “cela solitária”. Fidel ficou conhecido por ter feito o seu próprio julgamento e seu discurso é algo aplaudido até hoje: "Sei que a prisão será dura como nunca foi para ninguém, cheia de ameaças, de enfurecimento ruim e covarde, mas não a temo, como não temo a fúria do tirano miserável que arrancou a vida de 70 dos meus irmãos. Condeneme, não importa, a história me absolverá." Os presos na rebelião foram soltos após dois anos e se exilaram no México até pensarem em outra forma de agir. Foi onde se juntou a Ernesto “Che” Guevara. Um revolucionário argentino marxista. Fidel criou o movimento 26 de Julho, data onde aconteceu o ataque ao arsenal, em homenagem aos mais de setenta homens mortos. Agora, era hora de retornarem a Cuba e continuarem a luta pela independência. Eles chegaram a Cuba pelo mar, mas foram mais uma vez derrotados pelo exercito cubano, então fugiram e se esconderam na região de Sierra Maestra até conseguirem se organizar novamente. Mas desistir não estava nos planos de Fidel Castro. Em Sierra Maestra, a população carecia até de ensinamentos básicos, então o povo de Fidel os ensinaram a ler, escrever e ganhando as graças das pessoas que viviam nos campos. Ao perceberem que os ataques diretos não estavam funcionando, resolveram ir aos poucos, ganhando o apoio da população tanto rural quanto urbana. Em 1958, os revolucionários conquistaram uma das principais cidades de Cuba, com mais de mil habitantes. Foi então que Fulgêncio percebeu que o fim de seu governo e de sua ditadura estava próxima. Fidel , Raul Castro , Che Guevara e os demais revolucionários não descansaram mesmo quando achavam que já haviam vencido, a luta só acabou quando Batista já não estava mais no poder, no dia 1 de Janeiro de 1959. Fidel Castro se tornou primeiro-ministro de Cuba e promoveu diversas mudanças, principalmente em relação à economia, pois Cuba agora era um país socialista, o que acabou resultando no corte de ligações entre Cuba e os Estados Unidos.

 7. CONFLITOS ENTRE CUBA E OS ESTADOS UNIDOS

Agora, com Cuba finalmente independente, o povo cubano tinha mais do que nunca, que se unir para lidar com o que estava por vir: a tentativa dos Estados Unidos de sabotar Cuba. Em 1961, ocorreu o ataque conhecido como “Invasão da Baía dos Porcos”, como uma tentativa dos EUA juntos com a CIA de derrubar o governo agora socialista de Castro. Porém, o ataque não obteve sucesso, pois as forças armadas de Cuba conseguiram impedir fazendo com que eles se rendessem. Para compreendermos melhor o que aconteceu em Cuba, precisamos primeiro entender o contexto da Guerra Fria. A Guerra Fria começou ainda na década de 40, e é descrito como um “conflito ideológico e político” de viés capitalista comandado pelos EUA e socialista, liderada pela até então URSS ou União Soviética. Fidel não considerava Cuba um país comunista, mas os constantes ataques dos Estados Unidos fizeram com que fosse necessária uma aliança entre Cuba e a União Soviética. Essa aliança endureceu ainda mais os americanos, o que resultou em um dos momentos mais tensos da história de Cuba: a Guerra dos Mísseis. Esse momento marcante deu inicio quando um avião dos EUA, ao sobrevoar o território cubano, fotografou o que pareciam ser bases e armas nucleares. Logo, os Estados Unidos entraram em alerta e começaram a anunciar nas mídias que estavam sob possível ataque da aliança chamada cubano-soviético. Após um longo e tenso período, os lideres dos dois extremos, John F. Kennedy (presidente dos Estados Unidos) e Nikita Krushev (líder da União Soviética durante a Guerra Fria) assinaram um contrato proibindo o uso de armas nucleares apontando para o país inimigo. Fidel Castro, como dito anteriormente, foi o primeiro-ministro de 1959 até 1976, depois. Depois, foi presidente até 2008. Fidel morreu em 25 de novembro de 2016. 

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao fim deste artigo, conseguimos adentrar um pouco mais nos horrores que a escravatura deixou até hoje no mundo, focando principalmente no Haiti e na Cuba., já que essas ilhas serviam como centro de concentração escravista no século XIX, sendo Cuba responsável por um dos maiores tráficos negreiro transatlântico. A revolta dos escravos e a luta árdua pela independência foram fatores decisivos para a história desses países. No Haiti, a Revolução Haitiana (1791-1804) foi comandada por escravos e é até hoje vista como um dos maiores atos de resistência para o povo negro. Já a Revolução Cubana (1953-1959) ocorreu décadas depois da até então proclamada Independência de Cuba, pois ainda eram dependentes dos Estados Unidos indiretamente, por meio de governadores corruptos vinculados a política americana.

 9. REFERÊNCIAS

FERRER, Ada. A sociedade escravista cubana e a Revolução Haitiana. 2012, n°, pp. 37-53

NORONHA, Aline Garcia Chaves. Mesmas ideias, rumos diferentes: um paralelo entre a revolução francesa e a revolução haitiana. Revista Ameríndia – v.8, n.1, maio de 2010

HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 426.

https://www.gettyimages.com.br/fotos/guerra-hispano-americana https://www.cubatesouro.com/guerra-dos-dez-anos/

https://www.buala.org/pt/mukanda/de-toussaint-l-ouverture-a-fidel-castro

 http://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/amp/2014/12/A-historia-de-Cuba-em-15-momentos