UFCG-Universidade Federal de Campina Grande – CSTR – UACB

Profa. Dra. Flávia M. S. Moura. Disciplina: Entomologia de Insetos.

Aluno: Francisco Hermes Batista de Alencar. Patos-PB, Junho/2109.

Matrícula: 417120037

Entomologia de Insetos: Ordem Orthoptera

Podemos observar um pequeno gafanhoto a escalar uma Schefflera arborícola (família Araliaceae); popularmente conhecida como Cheflera ou Cheflera-pequena.

Orthopetera, do grego Orthos – reto, plano; + ptera: asas. Ou seja, asas retas ou asas planas. A Ordem Orthoptera é classificada por duas subordens, sendo: Caelífera e Ensífera.

Na subordem Caelífera, temos os gafanhotos conhecidos cientificamente como Xyleus discoideus discoideus, Família Romaleidae, Subfamília Romaleinae; e as

Taquarinhas ou Mané-Magro, entre outros nomes populares; e para a ciência é conhecido como Tetanorhynchus punctatus, Família Proscopiidae. Estes insetos apresentam antenas curtas em relação ao corpo, e tímpanos presentes ficam localizados lateralmente no primeiro par de pernas que são as tíbias anteriores.

Já a subordem Ensífera compreende as esperanças, como a Esperança-verde, família Tettigonidae; os grilos tais como o Gryllus assimilis, Família Gryllidae, e as paquinhas, como a Scapteriscus borelli, Família Gryllotalpidae. Diferentemente dos indivíduos de Caelífera, os representantes da Subordem Ensífera, Família Gryllotalpidae, possuem antenas mais longas em ralação ao corpo.

A cabeça do gafanhoto da Subordem Caelífera, possui cabeça do tipo prognata, ou seja, em formato vertical, em relação ao corpo; o terceiro par de pernas é chamado de fêmur, que é dilatado e adaptado para o salto. E estes animais saltam quando se sentem incomodados. E o salto ocorre principalmente devido às vibrações no substrato.

Estes possuem dois pares de asas, sendo que o primeiro par é do tipo Tégmina, com funções de produção de som e alteração de sua ressonância, e também de proteção para o segundo par de asas. Já o segundo par de asas é do tipo membranoso, com função para o vôo.

Possuem um aparelho bucal do tipo mastigador, isto é, Peças bucais projetadas para baixo. É uma espécie fitofaga, ou seja, alimentam-se apenas de matéria vegetal, como a maioria das espécies.

Porém, alguns Orthopteras são predadores de outros insetos, como por exemplo: Carnivorous katydid, representante da Subfamília Listrocelidinae (Família Tettigonidae).

Outras espécies se alimentam de matéria orgânica, em decomposição como fezes de morcegos ou de fungos; como fazem várias espécies de grilos. Que pertencem à Família Phalangopsidae, semelhante ao popularmente conhecido como Grilo-aranha ou Grilo-de-cavernas.

Os olhos desses insetos são de tamanho médio a grande, e muito reduzidos em espécies que vivem em cavernas, tocas, ou em formigueiros e cupinzeiros. Os Orthopeteros são cosmopolitas, ou seja, ocorrem em todas as partes do mundo.

Porém, são mais abundantes em regiões tropicais e subtropicais, mas também ocorrem em habitats frios de grande altitude, ou de latitudes altas, e só ficam ausentes nas regiões polares, como no Polo Norte e no Polo Sul.

A maioria das espécies conseguem emitir sons, principalmente, no período noturno. E esta emissão de sons serve para atrair indivíduos do sexo oposto. Sua reprodução geralmente é sexuada, e a maior parte das espécies é ovípara, embora existam espécies partenogenéticas, no qual as fêmeas conseguem se autofecundar. No caso de existirem poucos ou nenhum macho na espécie.

Seu desenvolvimento acontece por Hemimetabolia (que é uma Metamorfose Incompleta) e, ocorre em três fases distintas: o Ovo, a Ninfa (que é uma forma jovem, um pouco diferente do inseto adulto, no qual não têm órgãos sexuais desenvolvidos, e não possuem asas). Terceira fase é o Imago (Inseto adulto) ou forma adulta, no qual já apresentam órgãos sexuais desenvolvidos e possuem asas.

Já os principais predadores dos Orthopteros são: aves, pequenos mamíferos, aranhas; Himenóptheros como vespas, formigas e abelhas; parasitas externos como ácaros; parasitas internos como Nematódios; larvas de Dípteros, principalmente da Família Tachynidae e bactérias.

A conservação da Ordem Orthoptera tem constituído um campo relativamente novo e, tais estudos têm sido apontados como um desafio, sendo tão necessários quanto os estudos para controle e erradicação de pragas.

Referências:

EADES, D. C.; OTTE, D. Orthoptera species file online, 2009. Disponível em: <http:// orthoptera.speciesfile.org/>. Acesso em: 13 mar. 2017.

SPERBER, C. F.; MEWS, C. M.; LHANO, M. G.; CHAMORRO, J.; MESA, A. Orthoptera Olivier, 1791. In: RAFAEL, J. A.; MELO, G. A. R.; CARVALHO, C. J. B. de; CASARI, S. A.

CONSTANTINO, R. (Ed.). Insetos do Brasil: diversidade e taxonomia. Ribeirão Preto: Holos Editora, 2012. p. 271-287.

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