FUNDAÇÃO  EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS - FESO

CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS - UNIFESO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

DÚVIDAS E EXPECTATIVAS FRENTE AO PROCESSO DA HISTERECTOMIA

TERESÓPOLIS

2008/2º

FUNDAÇÃO  EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS - FESO

CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS - UNIFESO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

DÚVIDAS E EXPECTATIVAS FRENTE AO PROCESSO DA HISTERECTOMIA

Francimar Feranandez Pinto

Ivania Matsumoto

Osvaldina Vieira de Jesus

Raquel Cristina dos Santos Guimarães

Exercemos a função de acadêmicos de enfermagem, na instituição Unifeso – Centro Universitário Serra dos Órgãos – Teresópolis – RJ.

- Francimar Fernandez Pinto – end.: Rua Fileuterpe, 265 – São Pedro – Teresópolis – RJ – cep: 25955-100 – tel.cel.: 21-97818038 – e-mail: enfermeiro.ff@bol.com.br

- Ivania Matsumoto -end.- AV: Oliveira Botelho 210 Apto 305-Alto-Teresópolis-RJ.

Cep: 25950-000- tel.cel: 219147-7785

- Osvaldina Vieira de Jesus – end.: Rua Ary Barroso, 157 – Taumaturgo – Teresópolis – RJ – cep.:

25961-345 – tel. Res.: 21-2642-3975 – e-mail: osvalvieira2000@yahoo.com.br

- Raquel Cristina dos Santos Guimarães – end.: Avenida Oliveira Botelho, 131/Apt.502 – Alto – Teresópolis – RJ – Cep.: 25961-143 – tel.: Res.: 21-2642-2354 – e-mail: raquelnolastico@yahoo.com.br

DÚVIDAS E EXPECTATIVAS FRENTE AO PROCESSO DA HISTERECTOMIA

INTRODUÇÃO:

Histerectomia é a remoção de todo o útero, incluindo o corpo e a cérvix.

A posição cirúrgica é decúbito dorsal com discreto trendelemburg. Ferreira; Ribeiro ( 2000 ).

Conselhos para se evitar a queda do útero já são lidos no papiro de Ebers, que data de 1550 a.C . Hipocrates descreveu a técnica da sucussão que consistia em prender-se a mulher de cabeça para baixo e, a seguir, realizar-se movimentos de cima para baixo para que o útero voltasse a seu lugar na pelve.

Referencias ao tratamento do prolapso encontramos em Sorano, no segundo século da era cristã, que aventou a hipótese de se praticar uma histerectomia. Galeno propôs que se produzisse, por meio de substancia corosiva, uma queimadura na vagina, o que daria origem a um anel fibroso que empediria a queda uterina.  

No inicio do século XIX, em 1816 Osiander faz a primeira histerectomia por via vaginal, já com alguma técnica. FEBRASGO ( 2001 )

O número de histerectomias nos Estados Unidos por ano estabilizou-se em 600.000, embora o número de crianças da geração baby – boom tem atingido a idadeadequada parra nascer quando provavelmente esse procedimento foi realizado. SMELTZER; Bare  ( 2005 )

No Brasil a histerectomia também é realizada com muita parcimônia. É comum ouvirmos uma frase que consideramos verdadeiro absurdo, dita para as pacientes que, no momento da consulta, estão inteiramente nas mãos do médico, porque sabemos da situação de regressão emocional e de desamparo em que se encontra qualquer pessoa enferma: " o útero é ninho de neném e de câncer, como você já teve seus filhos, vamos retira-lo" . FEBRASGO ( 2001 ).

As indicações da histerectomia podem ser utilizadas para tratamento de afecções tanto benignas  quanto malignas. As malignas geralmente de acentuada complexidade e de grande dificuldade técnica. As benignas podem ser: Anatômicas, funcionais, infecciosas, e emergenciais. FEBRASGO ( 2001 ).

E ainda temos as sem urgência e as eletivas. REZENDE ( 2005 ).

Assim temos:

-      ANATOMICAS: Miomas, endometriose, adenomiose, prolapso genital, anomalias de desenvolvimento, fistulas útero-intestinais e fistulas ou anomalias arteriovenosas pélvicas.

-      FUNCIONAIS: sangramento uterino disfuncional, dor pélvica crônica e dismenorreia secundaria.

-      INFECCIOSAS: doença inflamatória pélvica crônica, piométrio e tuberculose.

-      EMERGENCIAIS: Hemorragia por perfuração do útero por DIU, Lesão penetrante no abdome inferior com lesão genital, atonia uterina, ruptura uterina intraparto, inversão uterina pós-parto, Placenta acreta ou percreta, corio-amnionite e aborto séptico.

-      PARA CONSEGUIR A ESTERILIZAÇÃO;

-      PARA PREVENÇÃO DO CANCER, COM A HISTERECTOMIA COM ANEXECTOMIA BILATERAL;

-      PARA PREVENÇÃO O CANCER OVARIANO FAMILIAR;

NAS PACIENTES QUE APRESENTAM CIN ( NEOPLASIA INTRA- EPITELIAL CERVICAL ).  FEBRASGO ( 2001 ).

-      DE EMERGENCIA: Anomalias da placentação, acreta – fundica, acreta – previa, previa e hemorragias pós-parto, DPP,  rotura uterina, cicatriz de cesaria anterior, lesão arterial durante cesárea.

-      SEM URGENCIA: Miomatose, CA. Intra-epitelial do colo, cicatriz defeituosa de cesárea, Corioamnionite ( sepsis )

ELETIVAS: Cesáreas iterativas, primeira cesárea ( ind. Fetal + esterilização ), grande multiparidade + esterilização. REZENDE ( 2005 ).

NO TRATAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO DEVE-SE:

- realizar tricotomia;

- o trato intestinal e a bexiga necessitam estar vazios antes que a cliente seja conduzida a sala de cirurgia, visando evitar a contaminação e a lesão da bexi

ga ou trato intestinal.

- administrar medicamentos que podem ajudar a cliente a relaxar.

NO TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO DEVE-SE:

- ter atenção particular a circulação periférica para evitar a tromboflebite e trombose venosa profunda. ( observar varicosidades, promover a circulação das pernas por meio de exercícios e usar meias elásticas de compressão);

- atentar para os riscos de infecção e hemorragia;

-observar presença de atonia vesical, podendo ser inserida uma sonda de demora. SMELTZER; Bare  ( 2005 )

A enfermagem deve promover o cuidado domiciliar e comunitário preparando as clientes e a família fornecendo um plano de alta ajustado as necessidades de cada cliente.

PROMOVENDO O AUTO-CUIDADO COM AS CLIENTES:

-    Verificar diariamente a incisão cirúrgica e contactar seu médico quando aparecer rubor, drenagem purulenta ou secreção;

v     Instruir a cliente sobre a importância da ingesta oral adequada e sobre a manutenção da função intestinal e do trato urinário;

v     Informar a cliente sobre a fadiga pós-operatório, e que a mesma diminuirá gradualmente;

v     Evitar sentar-se por longos períodos, pois este procedimento pode fazer com que o sangue se represe na pelve, aumentando o risco de troboembolia;

v     Dar preferência ao banho de chuveiro ao invés de banho de banho de banheira, visando reduzir a possibilidade de infecção e evitar riscos de lesão que podem ocorrer ao entrar na banheira ou ao sair desta.

v     Evitar esforço físico, levantar peso, relações sexuais ou dirigir até que retorne as atividades;

v     Promover deambulação precoce sem dor;

Informar a cliente de que a sua menstruação não ocorrera mais, porem ela pode apresentar uma discreta secreção sanguinolenta durante alguns dias, quando o sangramento reincide depois deste momento, ele deve ser reportado de imediato; SMELTZER; Bare  ( 2005 ).

DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM.

v     Ansiedade relacionada com o diagnóstico de câncer, medo da dor, possível percepção da perda da feminilidade e desfiguração;

v     Distúrbio da imagem corporal relacionado com a fertilidade alterada e medo sobre a sexualidade e relacionamentos com parceiro e a família;

v     Dor aguda relacionada com a cirurgia e outra terapia adjuvante;

v     Déficit de conhecimento sobre os aspectos perioperatorios da histerectomia e autocuidado pos - operatório.

v      

                                PRESCRIÇÔES DE ENFERMAGEM.

v     Aliviar a ansiedade originaria de vários fatores:ambiente desconhecido, efeito da cirurgia sobre a imagem corporal, medo da dor e do desconforto, constrangimento devido a exposição da área  genital no período perioperatório, conflitos entre o tratamento medico e as crenças religiosas, tomada de decisão para o tratamento dos sintomas de menopausa.

v     Abordar cada cliente visado a melhora na imagem corporal da mulher.

v     Tranq-ilizar a cliente quanto a sua satisfação sexual, apenas tranq-ilizando que o período de abstinência sexual pos – operatório, enquanto cicatrizam os tecidos é temporário;

v     Explicar que quando há comprometimento no equilíbrio hormonal da mulher, a mesma  pode apresentar depressão e instabilidade emocional aumentada  às pessoas e situações;

v     Administrar agentes analgésicos para aliviar a dor e promover a deambulação;

v     Inserir sondagem nasogastrica visando aliviar o desconforto da distinção abdominal ;

v     Auscultar a região abdominal visando retorno de ruídos intestinais e da peristause, para permitir a liberação de líquidos adicionais e uma dieta branda;

v     Promover deambulação precoce visando, o retorno da peristause normal.

COMPLICAÇÕES.

As complicações que podem ocorrer são as seguintes:

Sangramento vaginal e hemorragia, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e disfunção vesical.

Tipos de histerectomia

O tempo em que todas as mulheres tinham de ser submetidas ao mesmo tipo de histerectomia já passou. Hoje, existem vários tipos de histerectomias, e foram desenvolvidas técnicas cirúrgicas menos invasivas, que podem ajudar a minimizar a dor e a cicatrização, e podem reduzir o tempo de recuperação.

Falópio. Existem três tipos básicos:

Histerectomia total (ou "histerectomia tradicional") - Remoção do útero e do colo uterino. Pode efectuar-se ou não a remoção dos ovários e das trompas de Falópio.

Histerectomia subtotal ou parcial - O útero é removido, mas o colo uterino é preservado. Pode efectuar-se ou não a remoção dos ovários e das trompas de Falópio. Alguns ginecologistas acham que deixar o colo uterino pode reduzir os problemas de incontinência mais tarde na vida.

Histerectomia radical - Remoção do útero, do colo uterino e de alguns gânglios linfáticos pélvicos. Pode efectuar-se ou não a remoção dos ovários e das trompas de Falópio. Esta intervenção é normalmente recomendada para tratar cancros do útero e do colo uterino.

Por que motivo é que, por vezes, é necessário realizar uma histerectomia?

Nos Estados Unidos da América, todos os anos 600.000 mulheres são submetidas a histerectomia, com o objectivo de tratar todo um leque de Patologias. Entre elas incluem-se:

Fibromiomas - Tumores normalmente benignos (não cancerosos) no interior do útero. Um fibroma pode ser tão pequeno como uma ervilha ou tão grande como uma laranja grande.

Menorragia - Termo médico para hemorragia menstrual excessiva. Normalmente, a menorragia é provocada por alterações hormonais ou por fibromiomas. Também pode ser causada por uma infecção ou por uma doença. Endometriose - Condição em que o tecido que normalmente reveste o útero aparece noutras partes do abdómen. Pode causar dor pélvica e infertilidade.

Problemas de suporte pélvico - Condição, como é o caso do prolapso uterino, em que o útero desce da sua posição normal e entra dentro da vagina.

A histerectomia também está indicada para tratar alguns cancros do útero e do colo do útero.

Na grande maioria dos casos, a histerectomia é um procedimento electivo. Só deve ser considerada se o problema em questão não puder ser tratado com tratamentos menos invasivos, que preservam o útero, ou se esses tratamentos não tiverem sido bem sucedidos.

JUSTIFICATIVA:

Diante das inúmeras indicações para histerectomia, e das duvidas e expectativas das mulheres que irão realizar este procedimento, buscamos com este trabalho chamar a atenção para a prevenção com orientações de enfermagem visando esclarecimento.

OBJETIVO GERAL:

Esclarecer dúvidas e expectativas frente ao processo da histerictomia.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

- Orientar a mulher a entender o seu diagnóstico e prognóstico;

- Reconhecer as complicações que podem ocorrer no pós-operatório;

- Estimular a participação no seu programa de recuperação com o apoio familiar.

METOLOGIA:

Este estudo visa esclarecer dúvidas e expectativas de mulheres que irão submeter-se a histerectomia, visando a prevenção e aceitação do procedimento, com apoio emocional da enfermagem. Caracteriza-se por uma pesquisa descritiva, bibliográfica, constituída principalmente de livros, sites e artigos utilizados como cenário para coleta de dados, de acordo com GIL (2000), a pesquisa bibliográfica é indispensável nos estudos históricos. A pesquisa será realizada no período de Março a Outubro de 2008.

...REFERÊNCIAS:

FEBRASGO; Tratado de Ginecologia, volume II, Rio de Janeiro, Editora Revinter Ltda, 2001.

SMELTZER; Suzanne C. ; Bare, Brenda G; tratado de Enfermagem Médico-Cirurgica, Volume 3, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 10° Edição, 2005.

REZENDE; Jorge de, Obstetrícia, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan,

10° Edição, 2005.

http://wwwsaudedamulher.compt/bgdisplay.jhtm/?itemname=hysterectomy_types#total acesso em 28-10-08 as 14:27

http://wwwuniandrade.edu.br/links/menu3/publicacoes/revista-enfermagem/artigo059.pdf  acesso em 28-10-08 as 14:30