DEUS ESTÁ MORTO, A PARTIR DA FILOSOFIA DESCONTRUTIVA DE F. W. NIETZSCHE

 

Lic. Fil: António Teca Dicondele [1].

 

Sumário: A Morte de Deus, Niilismo, Sobrevivemos à Morte? Conclusão, Bibliografia.

Resumo: este pequeno artigo que tens em mão é uma análise minuciosa e indócil sobre a filosofia descontrutiva do retumbante filósofo Nietzsche. Todavia, não se destina a pessoas sensíveis possui um conteúdo muito explicito, crítico e provocativo. O seu objectivo é trazer de novo à baile, a crença em Deus, vida terrena, vida eterna, etc. Ou seja, por outras palavras diríamos que, o autor declara o fim da velha verdade.

Palavras-chave: Nietzsche, Desconstrução, Vida, Deus, Niilismo.

Abstrakt: dieser kleine artikel, den sie in der hand halten, ist eine gründliche und schonungslose analyse der dekonstruktiven philosophie des durchschlagenden philosophen nietzsche. Es ist jedoch nicht für sensible Menschen gedacht, es hat einen sehr expliziten, kritischen und provokanten Inhalt. Sein Ziel ist es, den Glauben an Gott, das irdische Leben, das ewige Leben usw. in den Tanz zurückzubringen. Mit anderen Worten, wir würden sagen, dass der Autor das Ende der alten Wahrheit erklärt.

Schlüsselwörter: Nietzsche, Dekonstruktion, Leben, Gott, Nihilismus.

 

 

INTRODUÇÃO

 

A filosofia descontrutiva é um desdobramento pós-desdobramento nada permanece fixo ou intocável. Em Nietzsche tudo pode ser questionado, tudo pode ser borrado desde os segredos da mais pequena mosca até os da encarnação. A encarnação é um acontecimento normal assim como a que acontece com as outras espécies. Aliás, é aquilo que a filosofia do eterno retorno enfatiza; crê-se que tudo no ser se degenera, as plantas, os animais, as frutas. Este processo de composição, recomposição, desintegração e reintegração não é uma novidade, a natureza em si mesma se responsabiliza. Mas, o porque de tanto alarido?

Dizia com gracejo o filósofo: “o homem bom era justamente o que menos consciente estava de recto caminho e, com toda seriedade, ninguém conhecia o caminho, o caminho para as alturas: só a partir de mim há de novo esperanças, tarefas, caminhos especificados da cultura- sou o seu alegre mensageiro… por isso mesmo, sou também o destino”.

 

 

 

A morte de Deus

 

A metáfora de que Deus está morto soa para muitos corações como a maior abominação. Enquanto para outros é a entrada triunfal para entender a decadência total da civilização Ocidental:

Deus está morto. Deus permanece morto. E nós o matamos. Como devemos nos consolar, os assassinos de todos os assassinos? O que foi mais sagrado e mais poderoso de tudo o que o mundo já possuiu sangrou até a morte sob nossas facas: quem vai limpar esse sangue de nós? Que água existe para nos limparmos? Que festivais de expiação, que jogos sagrados teremos de inventar? Não é a grandeza deste feito grande demais para nós? Não devemos nos tornar deuses simplesmente para parecer dignos disso? [2].

 

Como se sabe, uma das grandes novidades de Nietzsche está no facto de ele ter introduzido a ideia da transvaloração de valores, sua preocupação não era evidentemente, a busca da verdade ou do bem supremo, mas sim a afirmação da vida. Por outro lado, a problemática de que Deus está morto, acarreta várias interpretações, algumas delas muito descuidadas. Como dizia de Gillez Deleuze que, Nietzsche é o primeiro a ensinar-nos de que não basta matar Deus para a mutação dos valores. Os valores podem mudar, o homem pode colocar-se no lugar de Deus, o progresso a felicidade, mas o real é como ela é, a vida deve ser encarada nestas metáforas e aforismas como um saber suportar a força do destino[3].

Entretanto, a constatação de que Deus está morto é apenas um jogo linguístico… A ideia implícita nesta metáfora já estava presente no discurso científico da modernidade a partir da sua visão utópica que, a ciência era a tocha para o progresso da humanidade e não como colocavam os medievos Deus no centro do universo. Portanto, está na esteira do pensamento moderno, a substituição do lugar de Deus pelo homem.

Como podemos ver em Descartes:

Essas noções de (física), fizeram-me ver ser possível chegar a conhecimentos ultíssimos para a vida e que, em vez da filosofia especulativa que ensina nas escolas, se pode encontrar uma filosofia prática pela qual- conhecendo a força e as acções do fogo, da água, dos astros e de todos os outros corpos que nos rodeiam tão distintamente como conhecemos as diversas profissões dos nossos artesãos- poderíamos, da mesma maneira, utilizá-los para todos os usos que lhes são próprios e, assim, portanto, tornamo-nos senhores e possuidores da natureza [4].

 

Consequentemnete, não se pretende aqui inocentar Nietzsche da sua atitude anticristã. Mas, também não se deve reduzir o pensamento do filósofo unicamente a esta ideia. «Exorto-vos, meus irmãos, a permanecer fiéis à terra e não acreditar naqueles que vos falam de esperanças supra-terrestres»[5]. Todavia, a questão sobre a existência ou não existência de Deus não era necessariamente a sua busca primordial. É assim que, o ateísmo também para ele não passava de algo profundamente pessoal.

Dizia a professora Scarlett Marton no programa quem somos nós casa do saber que, o ateísmo em Nietzsche [deve ser entendido como algo de fórum íntimo…]. Já nos seus textos vemos também que não há compaixão nem brecha em relação ao Deus cristão. Deus, imortalidade da alma, redenção, além, simples conceitos a que não dediquei nenhuma atenção, também nenhum tempo, nem sequer em criança- talvez nunca tenha sido bastante infantil para tal? - não considero o ateísmo como resultado, menos ainda como acontecimento: em mim decorre do instinto. O Deus na cruz é uma maldição lançada sobre a vida, uma advertência para livrar-se dela; -Dioniso cortado em pedaços é uma promessa de vida: ele renascerá eternamente e voltará sempre da destruição [6]. Por isso, a sua filosofia para além de exaltar a vida, é também uma filosofia desconstrutiva.

Jean Granier, de forma brilhante constatou:

Vê-se que a morte de Deus não corresponde absolutamente a uma simples constatação psicossociológica dos avanços do ateísmo no mundo moderno; menos ainda designa a retomada do tema cristão da morte e da ressurreição de Deus, tema elaborado por Hegel ao gosto dialético. Quando Nietzsche proclama a morte de Deus pela boca de seu Zaratustra, ele pretende resumir numa fórmula de impacto o conjunto das reflexões que lhe revelaram o sentido e a gênese da ideologia cuja nulidade radical é experimentada pela modernidade, numa crise mundial [7].

 

Granier vai ainda mais longe «primeiro, criticar o Idealismo, enquanto responsável pelo niilismo moderno, e, portanto, “superar a metafísica”; a seguir, operar a transmutação de todos os valores, para substituir a humanidade decadente pelo super-homem» [8]. Apesar da morte de Deus já proclamada pelos modernos, eles se haviam infiltrado numa outra trama, a trama da moralidade cujos conteúdos estão alicerçados nos princípios do dever. «Aja somente para usar a humanidade, em sua própria pessoa como na pessoa de qualquer outro, nunca meramente como um meio, mas ao mesmo tempo como um fim» [9].

A ideia subjacente na moralidade kantiana é conceber o outro como outro como fim e não como um objecto de manipulação. Esta ideia é desenvolvida posteriormente pelo filósofo Levinas de forma mais aprofundada: do amor, isto é, do acto de amar e de ser amado ou se quisermos do acto de prestar cuidados, desabrocha o nós somos. O eu e o tu se olham simplesmente de forma recíproca, como se, neste encontro, existisse apena uma reciprocidade de consciências, semelhante a dois espelhos que refletem a imagem de um sobre o outro [10].

A leitura que Nietzsche faz sobre o homem difere em grande medida da concepção precedente, ele não concebe o homem como imagem e semelhança de Deus guiado pelos princípios da cristandade. «O homem é uma corda estendida entre o animal e o Super-homem»[11]. Entretanto, a concepção nietzschiana está mais próxima do evolucionismo darwiniano no sentido de autocriação e vontade de potência:

Entre os selvagens, os mais fraco física ou mentalmente são logo eliminados; e aqueles que sobrevivem geralmente são portadores de um estado vigoroso de saúde [...]. Nós homens civilizados, por outro lado, fazemos o máximo que podemos para reprimir esse processo de eliminação; construímos asilos para os imbecis, os mutilados e os doentes; instituímos leis para beneficiar os pobres; e nossos médicos gastam suas habilidades mais extremas para salvar a vida de qualquer um, até o último instante [12].

 

A natureza criou o homem pela diferença com a predisposição da vontade de potência. O homem é um animal que nasce incompleto para isso precisa ser superado. «O super-homem é o sentido da terra diga a vossa vontade: seja o super-homem, o sentido da terra»[13]. Nietzsche reabre o sentido do amor à natureza, a vida, apesar de toda sua complexidade. Se anteriormente era objecto de escarnio blasfemar contra os princípios divinos, é agora pecado desvalorizar a natureza ou separar a alma do corpo.

 Devemos, portanto, viver para se manter em ordem, exclusivamente na vida cá em abaixo. Mas assim que ele adoece e que a ordem normal, terrena, do seu organismo se desarranja, logo começa a manifestarr-se-lhe a possibilidade de outro mundo, e à medida que a doença se lhe agrava as relações com esse mundo tornam-se cada vez mais estreitas, até que a morte o faça lá entrar pelo seu pé. Se o senhor acreditar numa vida futura, nada o impedirá de admitir este racíocinio.

Nesta concepção não existe dualismos apesar de muitas igrejas hoje ainda sustentarem isto. Sabe-se que, o cristianismo de forma geral é uma cópia da filosofia platónica. Na verdade, não vemos uma alma sozinha a vaguear por aí que não necessite do corpo. “Tudo é corpo, e nada mais, a alma é apenas nome de qualquer coisa do corpo”, mas os pobres e doentes de espírito inventaram as coisas celestes e as gotas de sangue redentor; mas até esses doces e lúgubres venenos foram buscar no corpo e na terra [14].

Niilismo

 

Segundo Deleuze, a ideia de Nietzsche é que a morte de Deus é um grande acontecimento barulhento, mas não é o suficiente. O niilismo significa depreciação, negação da vida em nome de valores superiores.

Nada mudou, porque é a sombra dos valores divinos é que triunfa agora pelos valores humanos. Na filosofia de Nietzsche, o niilismo é usado de esquerda para directa. Mas, o que significa niilismo ou ser niilista? A quem deve ser atribuída esta adjectivação? De forma brilhante Dostoievski adjectivou-os: “admito que as aparições só acontecem aos doentes, mas isso só prova uma coisa, que é preciso uma pessoa estar doente para vê-las e não que elas existem de facto”[15]. O niilista é todo aquele que transloca a vida para outras esferas, esferas essas que só se buscam por intermédio de crenças ou de experiências religiosas. Já na segunda fase, o niilista é todo aquele acredita que o homem é capaz de transpor os cumes do mundo e tornar-se senhor e possuidor do universo.

Nosso filósofo não é um rio tranquilo, muitos o depreciam porque na verdade não o entendem, mas entendê-lo significa despertar da mais alta sonolência que dissipou toda a civilização. Ele mesmo dizia: «quem sabe respirar o ar dos meus escritos sabe que é um ar das alturas, uma atmosfera forte. A filosofia, como a até entendi e vivi, é a vida voluntária no meio do gelo e nas altas montanhas- a procura de tudo que é estranho e problemático na existência»[16]. O filósofo viveu a sua vida na mais esplêndida dor, na mais esplêndida solidão, conviveu com os píncaros existenciais e se manteve intacto, mas a incompreensão dos seus conceitos leva com que muitos pensem que niilista é o que não frequenta uma determinada seita religiosa ou qualquer coisa aparente. Portanto, dizer sim à própria vida, mesmo nos seus mais estranhos e mais duros problemas, a vontade de viver, que se alegra com sacrifício dos seus tipos mais elevados à própria inesgotabilidade- eis o que eu chamo dionisíaco, eis o que eu adivinhei como ponte para a psicologia do poeta trágico.

Entretanto, no conceito niilista Deleuze alude a seguinte prefiguração: burro ou camelo- são os animais do deserto (niilismo). O burro é, em primeiro lugar o animal cristão: carrega com o peso dos valores ditos (superiores à vida). Depois da morte de Deus, carrega-se a sim mesmo, carrega com o peso dos valores humanos, pretende assumir o real como ele é: por conseguinte, ele é o novo deus dos homens superiores.

A imagem contemporânea não foge desta refiguração. Mas, é da nossa experiência mais concreta que se precisa apostar. Precisamos desfrutar da própria natureza para estabelecer com ela os outros vínculos da existência. Dizia o filósofo que, nada se pode pôr de lado, nada é supérfluo- os aspectos da existência recusados pelos cristãos e por outros niilistas são até de uma ordem infinitamente mais elevada na hierarquia dos valores do que aquilo que o instinto de décadence tem de provar tem de provar e chamar bom[17].

 

Sobrevivemos à Morte?

 

Esta temática é uma sequência da anterior, o que faremos na verdade é apenas um enlace sobre a propalada vida futura, a vida após a morte tal como entende a cristandade. Entretanto, quando Nietzsche fala da vida futura não está a falar obviamente do encontro com Deus ou de um paraíso. Nietzsche acreditava que, a crença no eterno retorno é a mais enérgica afirmação da vida, o homem deve resgatar a sua experiência existencial e concreta. Quais são os reais motivos que nos levam a acreditar numa vida futura? Tem a vida um horizonte de sentido? Dessas questões e entre outras ocultas, podem ser formuladas por qualquer homem desde o mais dotado até o mais medíocre.

Existe na consciência de cada uma de nós a experiência da partida de um membro da família, mas o que mais nos inquieta é que do mais além não existe uma experiência, ninguém jamais retornou para nos contar a experiência que nos espera de que existe alguns a arderem no inferno e outros ainda a gozarem de uma paz perpétua. Os homens têm desejado a imortalidade quer como uma compensação pelas injustiças deste mundo, quer- o que constitui motivo mais respeitável- como algo que lhes permita a possibilidade de tornar a encontrar, depois da morte, as pessoas que amaram. Este último é um desejo que todos nós sentimos e por cuja satisfação, se a filosofia pudesse consegui-lo, nos deveríamos sentir imensamente gratos[18].

Mas, como constatou Russel que, não são argumentos racionais, que nos levam a acreditar na vida além-túmulo, mas sim, as emoções, o medo da morte, a admiração pela excelência do homem.[19] Por outra, o temor da morte é o temor do nada.

Hoje por exemplo, muitos frequentam ininterruptamente as igrejas porque esperam no final de tudo uma recompensa, é certo que se não houvesse uma promessa divina, o medo do inferno, a experiência do escuro, acredito que muitos prefeririam viver as suas vidas guiadas pelos instintos. Mas, «se a imortalidade existe, será preciso que o homem renasça fisicamente. E isso ocorrerá. Os mortos ressuscitarão por ato de Deus que lhes devolverá vida e corpo. No último dia, Deus fará com que os mortos abandonem suas tumbas, para serem submetidos ao juízo final. Para a consciência existencial de quem nela crê, a ressurreição da carne carece de significado»[20].

Todavia, os homens que vivem segundo os seus reais princípios devem preservá-los a toda tentação, pois atrás dos altares nada existe senão uma obediência doentia e hipócrita. O autor aconselha que, o novo partido da vida, que tome nas mãos a maior de todas as tarefas, a educação superior da humanidade, inclusive a aniquilação implacável de tudo o que é degenerado e parasita, tornará de novo possível sobre a terra o excesso de vida de que novamente deve provir do estado dionisíaco.  

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

Dissemos anteriormente que a questão sobre a morte de Deus é apenas uma consequência das análises já precedentes. O que o filósofo faz na verdade é uma crítica cerrada à pós-modernidade. Por exemplo, quanto ao cristianismo o autor ataca sem veemência o moralismo cristão que é uma castração sobre vida, a imposição da ideia do pecado, a repugnância pelo sexo etc.,

A moral cristã corrompe os valores altos, deteriora a vida com suas ideias ameaçadoras sobre a vida. Por isso, recomenda o filósofo que, o homem que ele concebe é aquele que apreende a realidade tal como é: é suficientemente forte para tal- ela não lhe é estranha, remota; é ela própria, tem ainda em si também tudo o que nela é temível e de problemático, só assim o homem pode ter grandeza.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

 

NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. Lebooks: 2019.

___________. Assim falava Zaratustra. Trad. José Mendes de Souza. BOOK LIBRIS, 20002.

__________. Ecce Homo. Trad. Artur Morão. Universidade da Beira Interior Covilhã, 2008

DELEUZE, Gilles. Nietzsche. Trad. Alberto Campos. Edições 70, Lisboa, 1994.

DESCARTES, René. Discurso do método. 2ª Edição. Trad. Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

DOSTOIEVSKI. Crime e Castigo.  Trad. João Gaspar Simões. Portugal, Arcádia Limitada. s/d.

GRANIER, Jean. Nietzsche. Trad. Denise Bottmann. Porto Alegre: L&PM, 2013.

JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico. Trad. Leonidas Hegenberg e Ooctanny Silveira da Mota. São Paulo: Editora Cultrix, 2013.

KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Edições 70 Ltda., 1997.

RUSSEL, B. Porque não sou cristão. Trad. Mário Alves e Gaspar Barbosa. Porto: Brasília Editora, 1967.

W. Benjamin. Dez livros que estragaram o Mundo e outros cinco que não ajudaram em nada. Trad. de Thomaz Perroni. Vide Editorial, 2015.

 

 

 

 

 

[1]. António Teca Dicondele é Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Angola (UCAN), Instituto Superior Dom Bosco (ISDB). Membro da Organização Académica FILONORG (Angola-Luanda). É formado em Agregação Pedagógica pela mesma Universidade.  É formado em Jornalismo Profissional (Rádio) pelo CEFORJOR. Nutre maior interesse em Filosofia Existencial, Hermenêutica, Filosofia da Desconstrução, Literatura e Línguas. Contactos: 937 993 828, [email protected]

 

[2] NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. Lebooks: 2019.

[3] DELEUZE, Gilles. Nietzsche. Trad. Alberto Campos. Edições 70, Lisboa, 1994, pp. 20, 21.

[4] DESCARTES, René. Discurso do método. 2ª Edição. Trad. Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 69.

[5] NIETZSCHE, F. Assim falava Zaratustra. Trad. José Mendes de Souza. BOOK LIBRIS, 20002, p. 13.

[6] Fragments posthumes 14 [89], tomo XIV, p. 63 (primavera de 1888).

[7] GRANIER, Jean. Nietzsche. Trad. Denise Bottmann. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 19

[8] Ibid., p. 19

[9] KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Edições 70 Ltda., 1997

[10] LEVINAS, E. 1989, p. 21.

[11] NIETZSCHE, F. Assim falava Zaratustra. Trad. José Mendes de Souza. BOOK LIBRIS, 20002, p. 17.

[12] W. Benjamin. Dez livros que estragaram o Mundo e outros cinco que não ajudaram em nada. Trad. de Thomaz Perroni. Vide Editorial, 2015, p. 69.

[13] NIETZSCHE, F. Assim falava Zaratustra. Trad. José Mendes de Souza. BOOK LIBRIS, 20002, p. 13.

[14] NIETZSCHE, F. Assim falava Zaratustra. Trad. José Mendes de Souza. BOOK LIBRIS, 20002, p. 45.

[15] DOSTOIEVSKI. Crime e Castigo.  Trad. João Gaspar Simões. Portugal, Arcádia Limitada. s/d. p. 298.

[16] NIETZSCHE, F. Ecce Homo. Trad. Artur Morão. Universidade da Beira Interior Covilhã, 2008, p. 10

[17] NIETZSCHE, F. Ecce Homo. Trad. Artur Morão. Universidade da Beira Interior Covilhã, 2008, p. 56.

[18] RUSSEL, B. Porque não sou cristão. Trad. Mário Alves e Gaspar Barbosa. Porto: Brasília Editora, 1967, p. 105, 114

[19] RUSSEL, B. Porque não sou cristão. Trad. Mário Alves e Gaspar Barbosa. Porto: Brasília Editora, 1967, p. 105, 106.

[20] JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico. Trad. Leonidas Hegenberg e Ooctanny Silveira da Mota. São Paulo: Editora Cultrix, 2013, p. 145.