Sandra Andreatta vive!

Data: 08.07.08. Horário:21:30 horas. Estava hospedado em São Miguel do Oeste e retornava da Pizzaria “Casarão” (eu, o motorista Dílson Pacheco e a Delegada Sandra Andreatta). Sandra Andreatta continuava a remoer o episódio envolvendo as “plantinhas” e aproveitou para reiterar que apenas alguns poucos amigos chegaram a lhe telefonar em solidariedade, como no caso das Delegadas Olívia Moretto, Ester Fernanda Coelho, o Delegado João Carlos..., não mais do que seis ou sete Delegados (fui incluído). Sandra comentou que quando liguei para ela dizendo que estava mantida na Comissão de Processo Disciplinar “mais do que nunca”, ela ficou emocionada e contou para todos os seus filhos, pois esperava o contrário, ou seja, que seria dispensada, rejeitada, esquecida... e, apesar de tudo, continuava vivíssima como membro das nossas comissões disciplinares, sob minha presidência, apesar das denúncias e críticas a sua pessoa. 

“Os espíritos de ‘Beto Helfenstein’ e do Delegado Gentil:

Horário: 22:30h. Conversei com “Beto Helfenstein”, servidor da imprensa da Assembleia Legislativa do Estado e que esteve no gabinete do Deputado Jaime Pasqualini (a meu pedido), para tratar com o pessoal do parlamentar a respeito da tramitação do projeto do “fundo aposentatório dos policiais”. Beto relatou que o pessoal do gabinete do Deputado Jaime foi à loucura para localizar o “projeto”, porém não encontraram nada, talvez nem soubessem da existência do mesmo... Era bem provável que com a saída do Deputado Darci de Matos a própria Assembleia Legislativa tivesse que gerar um substituto para o projeto sem que o parlamentar tivesse conhecimento (poderia ser isso?). Mas a conclusão mais lógica era que o pessoal de Rio do Sul não fez contato algum com o parlamentar para saber do projeto, somente o amigo “Beto Helfenstein” que estava à frente dessas cobranças, diligências... E, acabei me perguntando se daria para confiar na Delegada Regional Patrícia D’Ávilla (Rio do Sul)? Daria para confiar no Delegado Regional Sílvio Gomes (Itajaí)? Daria para confiar em Dirceu Silveira (Joinville)? Daria para confiar em Ademir Serafim (Balneário Camboriú)? Daria para confiar em Angela Rostler (São Bento do Sul)? Daria para confiar em José Airton Stang (São Miguel do Oeste)? Afinal, daria para confiar em Delegados Regionais? Acabei lembrando do que o Delegado Gentil João Ramos havia me dito no gabinete do ‘DRP’ Silvio Gomes na semana que passou:

- “Felipe, tá bom meu amigo, tu gostas disso, tudo bem, continua lutando, continua... só que isso não vai dar em nada!”

Sim, o sorriso e o olhar irônico de Gentil não me saiam da cabeça, suas palavras carreadas de malícias, seus gestos mais pareciam gozação, provocação, deboche... e em será que ele em parte não estaria coberto de razão?

Eu e Marilisa:

Horário: 23:00h. Nada de Marilisa que deveria estar a mil, metida com seus contatos políticos, entretida com seu filho..., apesar de seu interesse e empenho nas tratativas com Deputado Darci de Matos em prol do pessoal e do coletivo, enquanto isso eu estava na estrada, na luta..., também a mil com ela em meus pensamentos, talvez, a única pessoa em quem poderia contar dentre nossos pares.

A nova cartada da Delegada Sonêa:

Data: 09.07.08. Horário: 11:00h.   Havia concluído as audiência na DRP de São Miguel do Oeste e resolvi me despedir do Delegado Stang que estava falando ao telefone com alguém... Logo que encerrou a ligação mirou os meus olhos com ares de perplexidade e foi dizendo:

- “A Sonêa ligou, estava me dizendo que convocou uma assembleia geral itinerante no Estado de Santa Catarina...”.

Antes que eu me manifestasse Stang fez uma cara de quem estava contrariado com aquela alternativa. Aproveitei para argumentar:

- “Bom, no ano passado foi uma assembleia geral com reunião da cúpula da Polícia Civil. Moral da história: os Delegados novatos ficaram com medo de se posicionar, de contrariar seus superiores temendo represálias... Agora, este ano ela inova e lança uma Assembleia itinerante, então o que é que vai acontecer?”

Stang deu a resposta:

- “Sim, essa fragmentação só nos enfraquece, só facilita a manobra dos Delegados, só traz divisões...”.

Interrompi:

- “Pois é, fazendo assembleias regionais ela vai conseguir manobrar o pessoal, ainda mais com a participação dos Delegados Regionais. Novamente os Delegados novos vão ficar acovardados e ela vai deitar e rolar...”.

Stang me interrompeu:

- “E na Capital a assembleia vai ser na Academia, eu acho que não deveria, não é? Se for na Academia isso significa que o  pessoal da cúpula vai estar presente e o pessoal vai ficar sem reação novamente...”.

Era o resumo da ópera e eu aproveitei para arrematar:

- “Bom, está aí resposta para o nosso caos. Está aí a resposta para os salários dos Delegados que ganham menos do que um Patrulheiro Rodoviário Federal, está aí a resposta para as omissões...”.

Stang manifestou certa frustração e ao mesmo tempo manteve seu brio adequado a dignidade do cargo e às circunstâncias, também, procurou ser polido e altivo, deixando comprovado que o seu forte era falar mais por meio do “silêncio” e do 'olhar', inclusive. Aproveitei para reiterar que na assembleia da Adpesc (Associação dos Delegados) que ele então fizesse uso da palavra, que cobrasse o projeto do “fundo aposentatório”, lembrando que um dia iria se aposentar e se o projeto vingasse iria lembrar daquele momento. Stang se comprometeu a se manifestar no encontro, a conversar com a Delegada Sonêa para que acompanhasse a tramitação do nosso projeto. No final da conversa Stang me ofereceu uma cuia de chimarrão o que foi declinado (a exemplo do dia anterior), justamente por causa da “cafeína” e acabei fazendo alguns comentários sobre os seus efeitos no cérebro, a começar pelas doenças degenerativos do cérebro...