eBook gratuito: clique agora e baixe.

Como o desmatamento da Amazônia afeta o planeta Terra?

 

Produzido em outubro de 2020 em Santarém Pará

Por: Elizete da Silva Brito[1]

 

Quanto a primeira situação, onde se pergunta: como o desmatamento da Amazônia afeta o planeta Terra? Diante ao exposto, entendo que: as consequências do desmatamento da Amazônia não só afeta exclusivamente o espaço Amazônico, pois o volume de evaporação da água via às árvores aqui existentes, tem uma influência direta em outras regiões do país e de outros países, isto porque esta evaporação implica em possibilitar a umidade, volume de chuvas e temperaturas, pois estes rios aéreos são deslocados em altas altitudes por meio dos chamados rios voadores em forma de vapor e que despejam esta "água" em outros locais muito longe da região Amazônica.

Desta forma, entende-se que, quanto menos árvores, serão menos umidade e menos vapor sendo levado, o que implicará em graves consequências nas regiões que dependem desta "água" maciça da Amazônia.

Já em relação a segunda pergunta "é possível existir desenvolvimento da agropecuária na Amazônia, sem desmatar a floresta"? A resposta é SIM, pois já existem em outras regiões do Brasil a interação de pastos produzidos em consonância com o plantio de arvores que são utilizadas para diversas atividades quando estão em tamanho de corte. Mas, no que tange à Amazônia, se percebe que uma parte do desmatamento não está direcionado à pecuária em si, mas à outras atividades da agricultura, como por exemplo o plantio de soja e outros seguimentos da agricultura. Assim, muitas áreas que hoje estão degradadas na Amazônia e que outrora foram utilizadas para este fim comercial, podem ser revitalizadas e utilizadas novamente para esta mesma atividade, apenas dependendo de novas orientações técnicas que venham contribuir para que haja o retorno e uso racional do solo, no sentido de não ampliar mais áreas nativas da floresta. Porém, é sabido entender que, muitas áreas usadas para a agropecuária foram antes desmatadas para a retirada da madeira in natura para fins comerciais e que posteriormente, este espaço do solo, foram utilizados para o uso da agropecuária e da agricultura, substituindo paulatinamente a vegetação natural, por uma secundária, que são as gramíneas usadas nas pastagens.

Por outro lado, leva-se em consideração uma prática, que ao longo dos séculos, muitas vezes interpretada como uma ação cultural, tendo em vista a "liberação desta fração do território" por povos nativos e outros povos, como o ribeirinho, no sentido de atender suas antigas práticas de cultivo e subsistência, como neste último caso, o plantio da roça e outras da agricultura familiar, que muitas vezes utilizam o fogo, como elemento necessário e mais rápido para a limpeza do solo, porém, que aos poucos vai tornando o solo empobrecido de nutrientes minerais fundamentais ao crescimento da lavoura e suas diversas espécies, o que acaba sendo abandonada e consequentemente tornando-se mais uma área degradada no espaço amazônico, somando-se aos grandes latifúndios devastados pelas práticas do desmatamento ilegal, e com isto encolhendo cada vez mais a área natural da floresta.

Em suma, as atividades que produzem um grande impacto no que tange ao desmatamento da Amazônia, como por exemplo; " a economia baseada na exportação de recursos naturais e minerais e do agronegócio", o que realmente faz com que haja a retirada da cobertura natural da floresta, e que não tem apenas como consequência a morte das árvores, mas de um conjunto que envolve: nascentes de rios e igarapés, espécies animais e de micro-organismos, assim como de todo um ciclo de alimentação das águas ao próprio ambiente amazônico, e suas relações com outros núcleos de vegetação que dependem da água "suspensa" da Amazônia. Ou seja, todo um ciclo de interação da Amazônia que interage e depende indiretamente da floresta e seus fatores, estarão em risco, caso o desmatamento ou a devastação continuem.

 

[1] Bacharelando em Enfermagem pela UNAMA – POLO Santarém – Pará.

Funcionária Pública do Quadro do HMS – Santarém Pará.

eBook gratuito: clique agora e baixe.