Como funciona a escola hospitalar?

A Escola Hospitalar tem como propósito, disponibilizar ao discente hospitalizado a extenção de suas ações educativas mesmo estando de saúde frágil, criando uma uniao entre a escola e o hospital. Esse processo de  isolamento da criança com a sua família, a escolar e os amigos,  afetará diretamente no modo de ser, na forma de pensar e muitas das vezes com sua própria aparência fisica, gerando uma certa agonia e até mesmo a depressão, fazendo com que a sua recuperação seja lenta; nesse momento entra a importância da interação entre aluno e professor, sendo de forma afetiva, tornando um ambiente diferente e também  auxiliando na sua recuperação. 

Para Wallon (1975, p. 11), "a criança não sabe senão viver sua infância. Conhecê-la pertence ao adulto". Portanto, enxergar e acreditar no potencial da criança enferma, assim como em qualquer criança, é um primeiro passo para compreendê-la, respeitá-la e auxiliá-la em seu processo de desenvolvimento. Compartilhando dessas idéias, faz-se necessário pensar e compreender quem é o aluno hospitalizado, partindo de uma nova abordagem com foco na criança. Para isso, é importante refletir sobre a forma de atendimento a esses sujeitos hospitalizados de modo que as práticas sigam o princípio da minimização do sofrimento do escolar doente.

De acordo com algumas pesquisas em sites e videos podemos observar que a classe hospitalar não é um fato recente na história da educação no Brasil, mas sim em 1600, no periodo colonial, há registros de atendimento escolar aos deficientes físicos na Santa Casa de Misericórdia em São Paulo.

Observa se que a classe hospitalar no Brasil estava vinculada ao mesmo tempo com a origem do ensino especial do nosso país, os asilos para alienados ajudam a compreender o pertencimento ao qual a escolarização em hospitais se enquadrou quando finalmente se fez regulamentada como uma modalidade de ensino. Assim, os mesmos anos 30 do século XX antecipavam o fechamento do Pavilhão Bourneville, anunciavam o surgimento das primeiras, reconhecidas oficialmente, classes especiais nas enfermarias da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. (OLIVEIRA 2013)

De acordo com SANDRONI (2008) nota-se que hoje, os hospitais estão destinados a cuidar da saúde da população; “Art. 57º- O Poder Público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório.”

 O artigo 53º é ainda mais específico, dizendo que: “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-lhes: “(...) igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” (2001, p.21). direito“9 - Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar;” (SANDRONI 2008).

Outro fator importante que não devemos esquecer se refere a formação do professor da classe hospitalar, onde o profissional precisa esta ciente de seu público e saber lidar com a dificuldade de seus alunos e ter  a sensibilidade para entende-los.

O professor tem autonomia de criar um ambiente favorável para o aprendizado da criança, utilizando recursos variados, despertando em seu educando a curiodade, habilidades necessariais para elevar o auto estima, a comunicação escrita e oral, pensamento critico, e o senso de responsabilidade.

Vale ressaltar que através da prática pedagógica, o docente tem a possibilidade de aliviar a ansiedade do discente, além de dar apoio a continuidade de escolarização enquanto estiver hospitalizada. Esse momento podera dar forças e criar  vínculos afetivos entre o professor e aluno, tornando o ambiente hospitalar mais agradável e acolhedor.

De acordo com autores e videos pesquisados, podemos chegar a uma conclusão, de que adianta ter tantas leis, se há uma defasagem muito grande deste profissional da educação nos hospitais brasileiros, sendo preponderante o maior esclarecimento sobre a importância deste trabalho para garantir qualidade de vida e a continuidade do atendimento escolar para crianças e adolescentes.

Referências

OLIVEIRA, Tyara C. de. Um Breve Histórico sobre as Classes Hospitalares no Brasil e no Mundo. XI Congresso Nacional de Educação. EDUCERE. 2013. Curitiba. Disponível em: http://educere.bruc.com.br/ANAIS2013/pdf/9052_5537.pdf Acesso em: 16/04/2019.

SANDRONI, Giuseppina Antonia. Classe Hospitalar: Um recurso a mais para a inclusão educacional de crianças e jovens. Cadernos da Pedagogia - Ano 2, Vol.2, No.3 jan./jul. 2008. Disponível em: http://www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/view/50/43 Acesso em: 16/04/2019.

Wallon, H. (1941-1995). A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70.

 

ADRIANA PERES DE BARROS Graduada em: Pedagogia; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis. ELÇA DOS SANTOS MACHADO - Graduada em: Pedagogia e Ciências Biológicas; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.   ELIANE SANTOS REZENDE MICHELATO- Graduada em: Pedagogia; Especialista em Psicopedagogia e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis. JANE GOMES CASTRO, graduada em Ciências Biológicas; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.  LEIDIANE OLIVEIRA ROCHA- graduada em Pedagogia: Especialista em Docência na Educação Infantil- UFMT. TATIANE DE SOUZA GIL - Graduação Pedagogia ; Especialista em Educação Especial e Libras : Email _ proftatigil@gmail.com.  RAQUEL SANTOS SILVA (5) Graduada em: Letras; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis. RENATA RODRIGUES DE ARRUDA; Especialista em Educação Infantil. Email:rero3131@hotmail.com.