Uma síntese muito atualizada sobre a crise da ciência, pode-se encontrá-la na obra de John Brockman, denominada “A Terceira Cultura”, que remete para o estudo das mentes com a possibilidade de uma correspondência, ou mesmo substituição, através da Inteligência Artificial (IA).

Neste ponto da sua obra parte-se da ideia de computação, como sendo uma metáfora da terceira cultura, transmitindo a ideia de voar no sentido de, se assim se desejar, compreender tudo o que voa, então tem que se estudar o avião, o que implica uma nova forma de como os cientistas encaram os sistemas complexos, na medida em que: «as mentes que são o cérebro, constituem artefactos, extremamente complexos de selecção natural e, como tal, apresentam muitas propriedades emergentes que podem ser mais bem compreendidas do ponto de vista da engenharia.» (BROCKMAN, 1998:135).

Antes de referir algumas posições de vários autores, BROCKMAN, avança com uma análise que parece adequada a valores que hoje se defendem, quando afirma o seguinte: «A ideia de que a natureza possa ser composta de máquinas de Rubios é profundamente ofensiva para aqueles que possuem inclinação ética forte e que pensam que a ciência tem de ser bela, tem de ser pura, que tudo devia ser simétrico e dedutível a partir de critérios básicos. Essa estética tem sido, desde Platão, uma força motivadora da ciência. (...) No campo oposto situa-se a estética que diz que a beleza da natureza provém da interacção de assombrosas complexidades e que quase tudo é complexidade de cima a baixo. A perspectiva computacional - as máquinas feitas de máquinas - está em ascensão.» (Idibid:135).

Ao abordar-se as ideias-chave, parece evidente que a polémica está para durar, e tudo o que se possa discutir contribuirá, seguramente, para uma tentativa de penetração da complexidade do mistério, que continua a ser o cérebro humano, esforço este que, daqui a algumas décadas, trará alguns resultados, ainda que haja aspetos da pessoa humana que, muito dificilmente, alguma máquina substituirá com o grau de sentimentalismo, emocionabilidade, imprevisibilidade e complexidade com que o ser humano está dotado, e se algum dia isso vier a acontecer, então o que é que restaria à humanidade, na sua mais profunda personalidade? Mas analise-se, então, o que pensam alguns autores, fundamentalmente qual é o “núcleo duro” das suas teorias:

a) Marvin MINSKY – Sobre a importância que atribui às máquinas inteligentes começa por se interrogar sobre o processo pelo qual se reconhecem as coisas, porque é que um problema que parece difícil, é difícil, como se poderia construir uma máquina para resolver problemas?

Não é de estranhar, portanto, que tantas pessoas estejam preocupadas em construir máquinas que pensem e aprendam, porque isso trata-se de uma coisa útil, porquanto já se possuem muitas máquinas que resolvem problemas importantes e interessantes. Além desta causa, que se consideraria positiva, haverá motivações por uma razão negativa, ou seja, o sentido de que os conceitos tradicionais sobre a psicologia já não servem suficientemente bem, pese embora algumas boas teorias, o certo é que a psicologia experimental, ainda não ensinou o suficiente sobre assuntos mais centrais, como o pensamento, o significado, a consciência ou o sentimento.

Hoje em dia os computadores são suficientemente potentes para simular mentes semelhantes artificiais, desde que se descrevam de forma suficientemente clara, para poderem ser programadas, todavia, o problema principal residia nos sistemas periciais poderem ser usados, apenas para algumas aplicações individuais especializadas, não apresentando qualquer um deles, aquilo a que se pudesse chamar inteligência geral, nem possuir o que seria designado por senso comum, até porque, cada programa apenas reconhece e executa de acordo com objetivos predeterminados, e é muito difícil colocar dois programas diferentes de inteligência artificial, a cooperar.

Não se pode construir sistemas de inteligência artificial mais semelhantes à vida, enquanto não se compreender o motivo pelo qual a mente humana raramente encrava. Coloca-se a questão de saber “quais as diferenças entre o pensamento humano e aquilo que os computadores fazem hoje”?

Para Minsky, a diferença é simples e reside no facto de quase todos os erros paralisarem completamente um programa de computador típico, ao passo que uma pessoa cujo cérebro falhou, numa tentativa encontra outro meio de seguir em frente, porque, raramente, dependemos de um único método, conhecemos vários processos e quando um falha, há sempre outro para resolver o problema e, em situações de quase-limite, ainda se tenta inventar uma abordagem completamente diferente. A mente humana possui coleções de diferentes métodos de atuar. Toda a pessoa partilha a ideia de que no interior de cada uma espreita outra pessoa a que se chama o “nosso eu” e que se encarrega do pensamento, dos sentimentos, das decisões e dos planos que mais tarde aprova ou lamenta.  

Mas o “eu uno”, também não desenvolve ideias mais profundas, quando se necessita de explicações melhores, porque quando o modelo interior falha, somos forçados a procurar noutro lado o auxílio, em ordem a resolvermos e o que devemos fazer com as nossas vidas, somos levados a procurar no nosso exterior, porque esta mitologia do “eu uno” não explica o que acontece: quando experimentamos confusões, conflitos, sentimentos misturados; ou o que sucede quando gozamos de prazer ou sofremos de dor; nos sentimos confiantes ou inseguros.

 A dificuldade de explicações para estas situações talvez as possamos justificar, na medida em que: as funções cerebrais simplesmente não se baseiam em nenhum pequeno conjunto de princípios mas, possivelmente, em milhares deles, ou seja, cada parte do cérebro constitui uma solução improvisada para um problema, que se obtém acrescentando pedaços de maquinaria, onde for necessário, sem nenhum plano geral de conjunto: a mente humana deve ser encarada como uma solução improvisada para um problema.

Depois de uma dissertação sobre a ficção científica, Minsky está de acordo com Descartes ao colocar a questão do que podemos fazer quando temos um problema que não conseguimos resolver num único passo? Responde que temos de encontrar um meio de o decompor em subproblemas e tentar descobrir processos de resolver cada um deles.

Também Descartes no “Discurso do Método”, nas quatro regras apontava: 1ª – Não aceitar como verdadeira nenhuma ideia que não se apresentasse clara e distinta de outra ideia; 2ª – Dividir o problema em tantas partes quantas as possíveis – Regra de análise. Minsky chega assim à conclusão de que para a produção da inteligência artificial não existe método, nem melhor nem pior, porque cada método determinado apresenta vantagens para certo tipo de situação, logo, a chave para a construção de uma máquina inteligente é inventar meios de gerir uma variedade de recursos.

Não se compreenderá nada se não se entender uma coisa de várias maneiras diferentes, sendo que a procura de uma verdade única – o modo puro, a melhor forma de representar o conhecimento – é uma ideia errada, porque, precisamente, se compreendermos uma coisa, apenas de uma única forma, e o mundo mudar um pouco, e essa forma deixar de funcionar, ficamos amarrados sem alternativa, mas se tivermos três ou quatro modos diferentes de representar uma coisa, acumulando diferentes pontos de vista, vários processos de fazer as coisas e diversos mecanismos, então será muito difícil encontrar uma mudança ambiental que os esgote a todos.

Também aqui nos é sugerida alguma semelhança com aquela noção de “Perspectiva” em Ortega y Gasset: relativamente à posição que mais convém na construção do conhecimento, é precisamente o conceito de perspetiva, segundo o qual: a única perspetiva falsa é a que pretende ser única, o que significa que o conhecimento não deverá ser entendido como um dado adquirido, mas uma construção dinâmica, passível de aperfeiçoamentos, correções, com um rosto humano, ou seja, visto de uma certa probabilidade, porque não podemos ver a realidade em perspetiva. Em conclusão: o conhecimento como um processo aberto, dinâmico e perspetivado.

b) Roger SCHANK – Desenvolve um tema interessantíssimo sob o título: "Informação é Surpresa" que pretende perceber a natureza da mente humana, no modo em que as pessoas compreendem as frases, como se recordam das coisas, como lembram um acontecimento por meio de outro, como aprendem com a experiência e aplicam essa aprendizagem noutros casos, dedicando-se à construção de modelos da mente em computador, em especial à investigação da aprendizagem, da memória e do processamento da linguagem natural.

A informação é surpresa, porque o que faz com que valha a pena conhecer uma coisa é uma certa margem de frustração das nossas expectativas. Aprendemos algo quando as coisas não correm da forma esperada e o mais importante, a propósito da mente, é que se trata de um dispositivo da aprendizagem. Só aprendemos a um nível superior àquele em que nos encontramos, mas para isso temos de estar preparados.

A sua invenção mais importante prende-se com os POM – Pacotes de Organização de Memória e os POT – Pacotes de Organização de Temas, que se referem à organização da memória; a experiência é organizada numa espécie de índice conceptual.

Interessa-se por fenómenos complicados e obscuros, presentes na mente humana, e acredita que esta é uma mistura de coisas estranhas que fazem de nós seres inteligentes. Partindo da história do bife mal passado, interroga-se sobre: como é que e porque é que as recordações acontecem, entendendo que a resposta poderá estar no facto de que tentamos compreender o universo, e necessitamos de ligar às experiências do passado os acontecimentos que surgem – o raciocínio baseado em casos – no qual se processa uma nova experiência, construindo uma etiqueta que é o índice da memória.

A Inteligência Artificial colocou-nos sob alguns problemas há 40-50 anos, a partir dos programas que pareciam muito prometedores, porque estes compreendiam, ou traduziam, uma frase, porém, trinta anos depois, já não servia, pois era preciso construir alguma coisa real, e para isso é preciso trabalhar com os problemas reais.

Tudo o que se possa estudar sobre Inteligência Artificial, leva a concluir que se trata de uma matéria difícil e se nos pomos a construir máquinas muito inteligentes, não nos chega a vida, porque tais máquinas têm de possuir uma quantidade enorme de conhecimento e de memória. Nós tornamo-nos entidades inteligentes, aprendendo com muito esforço aquilo que sabemos, assimilando-o ao longo do tempo. Assim, também, a máquina inteligente, tem de acumular, lentamente, informação. Cada informação segue-se a outra já existente.

Se quisermos que a máquina seja inteligente é preciso introduzir-lhe todos os factos de que ela vai necessitar, pois ela não consegue adquirir, misteriosamente, informação por si própria. Sem informação introduzida, o conceito de máquina inteligente, fica prejudicado, é errado.

Aborda o problema da educação no sentido de como reconstruir o sistema escolar, observando o modo como as pessoas aprendem, e como funcionam as escolas, se há alguma confluência. Afirma que nas escolas atuais os alunos têm de ler imenso, e as aulas são dadas nesta base.

Resolver problemas infindáveis, serem submetidos a testes, exigindo que se decore tudo, ensinando-se a memorizar, praticar, treinar para o teste. Tudo o que se ensina nas escolas está orientado para um teste através do qual os alunos demonstrem que sabem, em vez de os orientar para o “fazer”, ou seja, fazendo aquilo que desejam.

Desenvolve aqui a forma de aprender gastronomia, conduzir um carro, e que se traduz em praticar. É preciso experimentar a vida, estar motivado para aprender. Nos últimos anos do secundário e nas universidades ocorre uma anti-aprendizagem, porque não se implementa uma renovação dos currículos, aliás, nem era necessário haver currículos, os alunos deveriam poder seguir os seus interesses, apenas orientados por conselheiros ou tutores.

Com efeito: «A escola é uma ama maravilhosa. Permite que os pais vão trabalhar e impede as crianças de se matarem umas às outras. (…) A aprendizagem dá-se fora da escola e os alunos que querem saber alguma coisa a sério têm de descobrir por si próprios. A maioria dos professores sente-se ameaçada pelas perguntas. Os bons professores adoram boas perguntas, porém, a quantidade de alunos não lhes permite responder a todos e é aqui que entram os computadores, para o ensino individual, que é o que resulta. Os computadores são os salvadores do sistema escolar, precisamente porque permitem o ensino individual.» (SCHANK in BROCKMAN, 1998:158).

  E o autor prossegue a sua análise: «O conhecimento é representado por um conjunto de factos, mas o importante não são os factos mas a forma como se adquire esse conhecimento, o que motivou a sua aprendizagem. O conhecimento é um fenómeno integrado! Cada peça depende de cada uma das restantes. A escola tem de ser completamente reestruturada e, aqui, uma vez mais, entra o computador, através de programas inteligentes que podem ter conversas com os alunos, sobre qualquer assunto de que estes queiram falar. É importante estar preparado para uma determinada leitura porque parte da compreensão linguística tem a ver com a compreensão do significado, ou seja, o que se pode tomar como absolutamente verdadeiro; o que se pode tomar como verdadeiro, às vezes ou, provavelmente verdadeiro. (Ibid:161).

Conclui com a polémica que manteve com o linguista Chomsky, a propósito da mente ser ou não científica e dá o exemplo da filosofia dos biólogos, segundo a qual: «os seres humanos são o que são, descobre-se aquilo que se descobre, tenta-se compreendê-lo, categorizá-lo, dar-lhe um nome e organizar esse material. É por isso que as pessoas da inteligência artificial e as pessoas da linguística nunca se entenderam. A inteligência artificial não é física.” (Ibid)

c) Daniel DENNETT – Começa por dar-nos o seu conceito de Bombas de Intuição a partir da interpretação de BROCKMAN, (1998:168) «Quando se olha para a história da filosofia, observa-se que todas as ideias grandes e influentes têm estado tecnicamente cheias de falhas, mas, apesar disso, são extremamente memoráveis e vivas – encantadoras experiências do pensamento.» As Bombas de Intuição são ótimas se forem utilizadas corretamente. Não se trata de argumentos, mas sim de histórias e em vez de conduzirem a uma conclusão, bombearam uma intuição, leva-nos a dizer: “Ah, já percebi tudo!”

Um bom exemplo de Bomba de Intuição é encararmos a consciência como uma máquina virtual, embora seja difícil aceitar-se este conceito, porque os filósofos e as pessoas comuns não estão familiarizados com a física da inteligência artificial e da ciência da computação.

A ideia original de “Pandemónio” relacionada à inteligência artificial, é um bom exemplo para nos esclarecer, de forma divertida, o funcionamento de um programa com aquele nome, que consistia em que neste sistema havia muitos demónios, semi-independentes, que quando surgia um problema para resolver, desatavam aos pulos a gritar: «Eu, eu, eu, deixa-me ser eu! Eu sou capaz. Depois ganhava um e se não fosse capaz de resolver o problema, podiam avançar outros demónios.» (DENNETT in BROCKMAN, 1998:169).

Se aplicarmos certa arquitetura na Inteligência Artificial, como por exemplo, uma cadeia de comando, com delegação de responsabilidades, sem desperdícios, a descrição das tarefas não deixa lugar para o lazer. Não há ninguém à boa vida. A mãe natureza não procede deste modo, porque quando concebe um sistema improvisa. Ora, se aplicarmos estas ideias ao cérebro – de uma infinidade de agentes semi-independentes, atuando de forma parcialmente organizada, com muitos movimentos perdidos – todas as peças começam a ocupar o seu lugar e chegamos a uma outra visão da consciência.

Com a evolução dos computadores, o nosso pensamento filosófico acerca do cérebro também evolui. A metáfora tecnológica de maior difusão para explicar o funcionamento do cérebro é a escrita – a ideia de pensarmos naquilo que ocorre no cérebro na forma de sinais, de mensagens que circulam. A ideia de que a memória é um armazém de notas escritas, já é uma metáfora.

A ideia de que tem de haver uma linguagem do pensamento não faz sentido, se não se pensar numa linguagem escrita. Falamos antes de sabermos que vamos falar, antes de sabermos o que é a fala, havendo uma grande diferença entre a fala e a fala auto-consciente. Era impossível pensar no cérebro como um armazém antes do aparecimento de uma linguagem escrita.

A ideia base de computação constitui uma classe à parte, como ideia revolucionária, porque é a única que começa a eliminar o intermediário, qual homúnculo que continua insistindo para efetuar todo o trabalho. O computador livrar-se-á do intermediário, porque sabemos como nos desembaraçar dele, sabemos como pegar num homúnculo e decompô-lo em homúnculos cada vez mais pequenos, acabando por chegar a um que pode ser facilmente substituído por uma máquina. Considera o significador central um dos piores homúnculos-intermediários, o significador central é aquele que produz o significado do discurso.

d) Nicholas HUMPHREY – A partir da ideia central: "O Momento Espesso" as interrogações que coloca, desde já, são: o que significa sermos nós próprios? Como pode a matéria que constitui um ser humano estar na base da experiência que cada um de nós reconhece como essência da individualidade? Como podem um corpo e um cérebro humano serem também uma mente humana?

Desenvolveu uma teoria da consciência reflexiva e pensou, basicamente, que a consciência reflexiva era tudo o que contava, ou temos conhecimento introspetivo dos nossos estados da mente ou não somos de todo conscientes. Na verdade: «A consciência pode existir a níveis muito mais baixos, sem reflexão, como uma experiência do ser bruto: como sensações positivas de luz, frio, olfacto, sabor, tacto, dor, como o momento presente, que não necessita de qualquer análise ou de consciência introspectiva para existir, para ser apenas um estado de existência. É isso que significa eu ser eu, um cão ser um cão, um bebé ser um bebé. É isso que significa ser consciente.»

«O Momento Espesso da consciência, traduz-se, afinal, em que o que importa é que eu me sinta vivo agora, vivo no momento presente. O que importa é que neste momento estou consciente dos sons que chegam aos meus ouvidos, das imagens que chegam aos meus olhos, das sensações da minha pele. Definem o que é eu ser eu. As sensações que provocam possuem qualidade. E o facto central da consciência é essa qualidade.» (HUMPHREY in BROCKMAN, (1998:185).

É aqui que os filósofos tropeçam, precisamente, no problema da mente/corpo, pois como é que tudo aquilo que se passa no interior do corpo humano ou no interior do cérebro humano pode ter uma qualidade? Mais importante do que os processos de pensamento de alto nível e da capacidade de introspeção, dos avanços da psicologia cognitiva e da inteligência artificial – I.A., do discurso proposicional, de crenças de segunda ordem, é o problema que devíamos resolver que é o da Sensação!

Depois de um longo trabalho de investigação em macacos cegos e em conjunto com outros autores, concretamente, DENNETT, perspetivou que o problema central da consciência era o problema da intencionalidade, de autorreflexão, mas como deixou de lado a fenomenologia, então ficou com uma consciência que não sentia nada, chegando à conclusão que o grande problema com que tinha de trabalhar era a natureza da sensação consciente.

Os constituintes básicos da consciência são as ideias, os juízos, as proposições, segundo DENNETT, contudo, para HUMPHREY, tais constituintes são os sentimentos e as sensações em bruto, residindo o problema em explicar como acabam as pessoas por experimentar essas sensações enquanto tais.

Pode-se admitir que: «Como a actividade de sentir resulta em sensações que possuem o seu carácter qualitativo, a sua imediatez, a sua actualidade, o seu sentido de pertencerem ao próprio. (...) Em resumo, interessa saber se é ou não aceitável, um critério instrumentalista para o “significado”: se dissermos que somente quando uma coisa é instrumental na produção de outra coisa é que tem algum significado ou valor. Esta abordagem é muito afim do positivismo e do behaviorismo.» (HUMPHREY in BROCKMAN, 1998:188).

O tema central de quase toda a investigação contemporânea da Inteligência Artificial é na ciência cognitiva que incide a explicação do pensamento e não da sensação. Já possuímos máquinas de pensar. Teremos máquinas melhores, máquinas de pensar, de várias gerações, o que nos leva a dizer que isto é algo que nunca poderíamos imaginar, mas ninguém está a trabalhar em máquinas de sentir, máquinas que tenham sensações conscientes e mesmo que pudéssemos conceber máquinas de sentir, provavelmente não conseguiríamos projetar máquinas que tivessem sensações conscientes parecidas com as nossas.

e) Francisco VARELA – Ocupa-se de "O Eu Emergente", interrogando-se porque motivo o “eu emergente”, surge por todo o lado, criando mundos ao nível da mente/corpo e daquilo que transcende o organismo? Este fenómeno cria domínios novos: vida, mente e sociedades.

Interessa-se pelo sistema nervoso, pela Ciência Cognitiva e pela homuncologia, porque podem responder à questão de saber o que é uma identidade biológica. Defende que se pode aplicar a mesma epistemologia para pensar sobre os fenómenos cognitivos, o sistema imunológico e o corpo, num processo circular subjacente, dá origem a uma coerência emergente e é esta coerência que constitui a identidade própria a esse nível.

Não possuímos uma identidade, mas uma bricolagem de várias identidades: uma identidade celular, uma identidade imunológica, uma identidade cognitiva, várias identidades que se manifestam em modos diferentes de interação. O trabalho sobre autopoiese constitui o primeiro passo nesses domínios: definir qual é a organização mínima viva e conceber modelos de autómatos celulares para ela. A autopoiese tenta definir a unicidade da emergência que produz vida na sua forma celular fundamental, tendo surgido a ideia de que na autopoiese as suas regras locais, podiam ser simuladas por meio de autómatos celulares.

A recente vaga de trabalho ilumina a ideia de malha, naquilo que é uma bela maneira de falar acerca desta lógica curiosa e entrelaçada. Pensando em termos de malhas, com circuitos de entrada e saída. Avança, depois, para uma outra área de trabalho que envolve a aplicação da lógica das propriedades emergentes às estruturas circulares no estudo do sistema nervoso, que não é um sistema de processamento de informação.

Numa outra área de concentração, utiliza os mesmos conceitos para rever a nossa compreensão do sistema imunológico. A imunologia clássica é um sistema de defesa contra os invasores. A identidade emergente deste sistema é a identidade do próprio corpo, que não é uma identidade defensiva.

A medicina clássica continua aturdida com o espectro das doenças chamadas autoimunes, porque estas doenças situam-se fora do paradigma da imunologia. Não há nada contra o qual vacinar; não há bactérias que cheguem do exterior. É alguma coisa que o sistema faz a si próprio. A SIDA constitui um caso dramático desta desregulação desta propriedade emergente.

A toxicodependência é encarada como uma doença destes novos tempos e os toxicodependentes representam, em certo sentido, uma doença autoimune da sociedade. O que as pessoas precisam é de receber apoio, trabalho e cuidados familiares; a serem relegados à sociedade. Uma abordagem possível prende-se com o fornecimento de anticorpos normais que contribuam para recriar a rede.

A tradição ocidental tem evitado a ideia de um “eu sem identidade própria”, de um “eu virtual”. Essa ausência de identidade própria constitui o verdadeiro cerne do budismo e ao longo de mais de dois milénios, os budistas desenvolveram sofisticação filosófica, fenomenológica e epistemológica, e evocaram esta intuição de um modo muito prático. O budismo é uma prática, não uma crença, e todo o budista é, de certo modo, um estudioso leigo. As pessoas, hoje, têm o vagar e a sofisticação de praticar o que antigamente só era praticado pelos monges. A sua perspectiva da mente foi influenciada pelo seu interesse no pensamento budista.

         A mente é uma propriedade emergente e a sua consequência é o nosso próprio sentido do eu (da identidade). A minha mente tem a qualidade de estar aqui, de modo que me posso relacionar com os outros; interajo, mas quando tento pegar-lhe de forma palpável verifico que não está em lado nenhum – distribui-se pela vida que lhe subjaz.

Poder-se-á afirmar que: “Existe uma realidade de vida e de morte que nos afecta directamente e se situa a um nível diferente das abstracções. Temos de abandonar o enorme peso morto do materialismo da tradição ocidental e virarmo-nos para um mundo mais planetário de pensar.» (VARELA in BROCKMAN, 1998:199).

f) Steven PINKER – Começa por designar a linguagem como: “um instinto”, porque: «a linguagem é uma capacidade complexa e especializada que se desenvolve espontaneamente na criança, sem esforço consciente ou instrução específica; desenrola-se sem consciência da sua lógica subjacente, é qualitativamente igual em todos os indivíduos e distinta de capacidades mais gerais de processar informação ou de ter um comportamento» (PINKER in BROCKMAN, 1998:200).

Afirma que não é através das escolas, ou dos livros de gramática, que advém a maior parte da complexidade da linguagem, mas sim da mente da criança, sugerindo que a linguagem é provocada por circuitos dedicados que se desenvolvem no cérebro humano. Como exemplo refere a circunstância de os emigrantes terem de se esforçar imenso para aprenderem a língua do país de acolhimento, enquanto os seus filhos de quatro anos aprendem a língua tão depressa que até cometem poucos erros gramaticais em compensação com os próprios pais.        

No seu estudo sobre os aspetos da linguagem, e no trabalho que desenvolvem relativamente ao modo como as crianças aprendem a língua, o modo como as pessoas juntam as frases na sua cabeça, conduziu a um conhecimento que unifica em três ideias-chave:

«Uma consiste na perspectiva da linguagem que inunda o discurso público – que as pessoas assumem tanto nas ciências como nas humanidades – é que a linguagem é um artefacto cultural que foi inventado, a certa altura da história e que é transmitido às crianças pelo exemplo de modelo, de regras, ou pela instrução explícita nas escolas;

Uma Segunda ideia é que a linguagem, enquanto órgão mental, é uma adaptação, um produto de selecção natural na evolução da espécie humana, aliás, apesar de proeminentes especialistas negarem esta ideia (Gould e Chomsky) que propõe que “a língua surgiu como um subproduto das leis do conhecimento e da forma do cérebro humano ou talvez como subproduto acidental da selecção de outra coisa qualquer, e negam que a língua constitua uma adaptação;

A terceira ideia consiste em que a linguagem é interessante porque, é clara e distintamente humana e porque todos nós dependemos dela e durante séculos tem sido o centro das mais importantes discussões sobre a mente e a natureza humanas.» (PINKER in BROCKMAN, 1998:207).

A linguagem é um instinto porque há provas que apontam nesse sentido: 1) A universalidade da língua – Porque é o primeiro passo para o estabelecimento do inato, na medida em que todas as sociedades humanas possuem gramáticas complexas; a cultura materialmente mais primitiva possui uma língua fantasticamente sofisticada e complexa e no seio de uma sociedade a gramática complexa é universal;

2) A universalidade de estrutura – A gramática da língua vernácula, no sentido das regras inconscientes que reúnem as palavras em frases, quando conversamos, é muito sofisticada. Esta complexidade é diferente da gramática dos juristas, dos chefes de redacção, porque se tentarmos determinar que tipo de software mental seria necessário para gerar o discurso de uma pessoa normal na rua, ou numa criança de quatro anos, concluiríamos que é extremamente complexo e que tem a mesma estrutura genérica no seio da mesma sociedade e em todas as sociedades;

3) Desenvolvimento da Linguagem na Criança – O desenvolvimento da linguagem processa-se do mesmo modo em todas as culturas, de forma notavelmente rápida e complexa ao ponto dos investigadores da Inteligência Artificial não terem sido capazes de duplicar em sistemas que nos permitissem falar com um computador. Além disso, a criança tem uma capacidade espantosa de evitar erros, ao contrário do que um computador faria, porque os erros seriam conclusões normais a tirar acerca da lógica da língua;

4) Especificidade Neurológica e Genética da Língua – O cérebro não é como uma peça de carne assada de tal modo que quanto menor cérebro se tivesse pior se falaria e mais estúpido se era, parecendo, isso sim, estar organizado em subsistemas. O cérebro divide-se em subsistemas de tal forma que nos permite identificar determinadas “Deficiências Específicas da Língua” “SLI”. (Ibid)

         A linguagem é, finalmente, uma adaptação, porque ela é um sistema biológico improvável, na medida em que se encontra apenas numa espécie, e ainda no sentido em que a maioria das coisas que se fazem a um cérebro, rompem a capacidade de usar a linguagem, além disso, possui muitas peças entrosadas, há um dicionário mental que, num finalista liceal típico, contem cerca de sessenta mil palavras; há as regras inconscientes da sintaxe que nos permitem alinhar as palavras ou frases; há regras de morfologia que nos permitem combinar partes de palavras com prefixos, sufixos e raízes; há as regras de fonologia; há os mecanismos da produção da fala; há a perceção da fala. Estes factos sugerem que a anatomia da linguagem é complexa, como a anatomia do olho.

A partir dos anos 20 do séc. XX: «houve um movimento intelectual muito influente que tratou a mente humana como um dispositivo de aprendizagem genérico e que atribuía a sua complexidade à cultura circundante. Há uma motivação política óbvia para esta ideia no facto de se tratar de uma reacção às doutrinas racistas do séc. XIX, parece consentâneo com os ideais de igualdade e de aperfeiçoamento humanos. Podemos pegar numa criança e fazer dela qualquer coisa, desde que tenhamos a sociedade certa.» (PINKER in BROCKMAN, (1998:215).

Prosseguindo: «A principal descoberta da ciência cognitiva e da Inteligência Artificial é a de que as pessoas comuns estão prontas a aceitar com naturalidade capacidades que são, após exame de perto, características de engenharia notáveis, como ver a cores, apanhar um lápis, andar, falar, reconhecer um rosto e raciocinar numa conversa corrente. Trata-se de tarefas fantasticamente complexas que exigem os seus tipos próprios de software.» (PINKER in BROCKMAN, 1998:216).

 Epistemologicamente, reconhece-se que a área pluridisciplinar das ciências cognitivas, não está totalmente definida, na medida em que: «Cada época da história da humanidade produz, pelas suas práticas sociais quotidianas e pela sua linguagem, uma estrutura imaginária. A ciência é uma parte integrante dessas práticas sociais e as teorias científicas da natureza representam apenas uma dimensão dessa estrutura imaginária. Os historiadores e os filósofos modernos desde Alexandre Koyré mostraram bem que a imaginação científica se transforma radicalmente de uma época para a outra, e que a ciência é mais uma epopeia do que uma progressão linear.» (VARELA, s.d.: 9).

A história natural do conhecimento humano não está, ainda, escrita definitivamente, e não podemos negar o contributo que tem sido dado ao longo dos séculos pelos precursores do que hoje chamamos de “Ciências Cognitivas”, e isto porque o espírito humano é a fonte principal e o melhor exemplo de cognição e do conhecimento, que nos últimos trinta anos se desenvolveu de forma autónoma, deixando de estar confinada à Psicologia e à Epistemologia, contudo, não é menos verdade que a Inteligência Artificial, assente numa cada vez mais poderosa e eficaz tecnologia, vem submetendo as ciências cognitivas às regras, métodos e estratégias próprios dos tecnólogos e dos “mass média”, alias, não se estranha que os diversos órgãos de comunicação social mostrem um interesse desusado por aquelas ciências.

Numa análise sociopolítica: «... é óbvio que, sendo uma actividade social, a ciência é atravessada por correntes de poder que dão a algumas das suas vozes mais autoridade do que a outras. Enquanto que a Europa foi o epicentro da ciência até à época das grandes guerras, é incontestável que esse papel cabe agora aos Estados Unidos. (...) Para que a Europa participe em pleno desenvolvimento da nova ciência do espírito, é essencial que ela aposte nas suas próprias tradições, que antecipe os desafios e que permaneça aberta à diversidade.» (Ibid.:12-13).

O Conhecimento, a Informação e a Comunicação constituem, hoje, um espaço central no desenvolvimento da humanidade, e a tecnologia da informação é, tão só, um dos aspectos mais visíveis nesta revolução em curso, a partir, precisamente, das ciências e das tecnologias da cognição, das quais participam disciplinas das áreas da Epistemologia, Linguística, Inteligência Artificial, Neurociências e Psicologia Cognitiva.

O advento da cibernética verifica-se a partir de trocas de opinião, entre cientistas de formação diversa, que através de tarefas pluridisciplinares e respetivas sinergias, trocaram o principal objectivo cibernético, que consistia na criação de uma ciência do espírito, apoiada na lógica a partir da qual se estudaria o funcionamento do cérebro. Daqui à invenção do computador foi um passo.

O movimento cibernético produziu resultados concretos, entre outros: «1) A escolha da lógica matemática para descrever o funcionamento do sistema nervoso e do raciocínio humano; 2) A instauração como metadisciplina da Teoria dos Sistemas: (...) Esta abordagem comparativa abstracta teve um impacto importante em numerosos domínios científicos, como a Engenharia, a Biologia, as Ciências Sociais (terapia familiar, antropologia estrutural...) e na Economia; 3) O aparecimento da teoria de informação como outra teoria estatística do sinal e dos canais de comunicação. 4) Os primeiros exemplos de robots parcialmente autómatos...» (Ibid.:27-28).

 Podemos, portanto, considerar a cibernética como sendo a primeira fase das ciências e tecnologias da cognição. Nos anos quarenta, decorria cerca de uma década, eram divulgadas algumas ideias sobre as linhas gerais das ciências cognitivas, de que se destaca o facto da inteligência humana ser reconhecida como o mecanismo que mais se aproxima de um computador, ao ponto de se definir a cognição a partir da computação, no sentido de processamento de dados e de representações simbólicas: aliás, ainda na óptica de «A hipótese cognitiva pretende que a única solução para explicar a inteligência e a intencionalidade reside na justificação que a cognição consiste em agir na base de representações que têm uma realidade física sob a forma de código simbólico no cérebro ou numa máquina.» (Ibid.:31).  

As teses e o desenvolvimento do cognitivismo foram ganhando espaço na comunidade científica, ao ponto de se considerar que é na Inteligência Artificial, onde melhor constatamos a projeção literal da hipótese cognitivista, tendo alcançado o seu apogeu social no Japão, num programa de pesquisa para fazer convergir as energias da indústria do Estado e das universidades no sentido de elevar o Japão a líder da Inteligência Artificial, todavia a busca complementar das ciências cognitivas é o estudo de sistemas cognitivos ecológicos e naturais, concretamente, o estudo do homem.

Admite-se que: «A influência do cognitivismo no actual modo de considerar o cérebro também é muito importante. Se bem que, em princípio, as ideias do cognitivismo sejam compatíveis com um vasto leque de teorias sobre o cérebro, na prática quase toda a neurobiologia (...) foi infiltrada pelo corolário cognitivista do tratamento de informação.» (Ibid.:40).

Na transição do milénio, estávamos e continuamos, naturalmente, numa encruzilhada, a partir da qual existem vários caminhos a percorrer, sendo certo que ninguém pode garantir quando e como terminam, na medida em que não compete às ciências os aspetos ético-morais dos processos e dos meios por ela utilizados, mas tão só os objetivos a alcançar.

Aqui deverá intervir, o conjunto das disciplinas das áreas humanistas, de contrário, a subalternização do homem à máquina e, posteriormente, a robotização do próprio homem, será um facto que deveremos ter em atenção, porque de contrário até que ponto as ciências e tecnologias da cognição nos vão impedir de nos realizarmos espiritualmente?

E se já não podemos separar as ciências cognitivas da tecnologia cognitiva, sem privar cada uma delas dos elementos que lhe são vitais, também é verdade que o encontro profícuo entre investigadores, tecnólogos e o público anónimo, resultará numa aventura entusiasmante.

As perspectivas atuais e futuras das ciências cognitivas, conduz-nos à ideia de que o conhecimento está ligado à informação, e que o funcionamento do espírito humano, o comportamento animal e as multifunções do computador, podem ser analisados conjuntamente através dos fenómenos de perceção, reconhecimento e compreensão.

Com efeito: «... Se a pedra angular da cognição é faculdade de fazer emergir o significado é porque a informação não é preestabelecida como uma ordem intrínseca, mas corresponde às irregularidades emergentes das próprias actividades cognitivas. (...) É esta readaptação que comporta múltiplas consequências cientificas, técnicas e filosóficas e ainda éticas (...) o que implica uma maneira de desenvolver a pesquisa em ciências cognitivas na Europa a partir do ponto de vista específico e sólido, que irá valorizar em pleno a sua tradição única.» (Ibid.:97-98).

Bibliografia

BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2007). “Das Luzes à Modernidade com Silvestre Pinheiro Ferreira” (1789-1846), in Pórtico Cerveirense, Secção: Cultura e Cidadania, Gondarém – Vila Nova de Cerveira: Juvia – Pontevedra – Espanha N. 4, Novembro-2007, pp. 22-25;

BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2008). “Antropologia Filosófica: Perspectiva Silvestrina” in Pórtico Cerveirense, Secção: Cultura e Cidadania, Gondarém – Vila Nova de Cerveira: Juvia – Pontevedra – Espanha N. 7, Fevereiro-2008, pp. 24-27; 

BROCKMAN, John (1998) A Terceira Cultura – Para Além da Revolução Científica. Tradução de Álvaro A. Fernandes, Lisboa: Temas e Debates.

VARELA, Francisco J, (s.d.). Conhecer: as Ciências Cognitivas, Tendências e Perspectivas, Trad. Maria T. Guerreiro, Lisboa: Instituto Piaget.

Glossário:

Homúnculo (do latim homunculus, "homenzinho”. s.m. Homem de muito pequena estatura. Fig. Homem sem importância, abjeto, vil, ridículo. Pequeno ser sem corpo, sem peso, sem sexo, dotado de poder sobrenatural, que os feiticeiros pretenderam fabricar. (http://www.dicio.com.br/homunculo/)

Homuncologia: Processualismo Teorias Interativas, através de brutalizações familiares que a sociedade aproveita-se despertando-lhes sentimentos vexatórios e angustiantes,... (http://processualismoteoriasinteractivas.blogspot.pt/2010/02/processualismo-e-teorias-da-interaccao.html)

Autopoiese ou autopoiesis (do grego auto "próprio", poiesis "criação"). Segundo esta teoria, um ser vivo é um sistema autopoiético, caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares (processos), onde as moléculas produzidas geram com suas interações a mesma rede de moléculas que as produziu. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Autopoiese)

 

 

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

 

Blog Pessoal: http://diamantinobartolo.blogspot.com

Facebook: https://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1

Portugal: http://www.caminha2000.com  (Link’s Cidadania e Tribuna)

http://www.caminhense.com

[email protected]

Brasil: http://www.webartigos.com/autores/bartoloprofunivmailpt/