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China e Vietnã: o perigo vem do outro lado

O mundo das sombras ameaçava o mundo das trevas.

A afirmação não é retórica nem contraditória, apenas representa o que capitalistas e socialistas diziam uns dos outros. As aparentes oportunidades que se dizia ter no universo capitalista ofuscava os avanços reais que ocorriam no mundo socialista. E por isso os socialistas condenavam as sobras das mentiras que sabiam existir do outro lado da cortina de ferro.

Entretanto os problemas reais que se abatiam sobre as populações pobres do oriente (China e Vietnã) não deixavam dúvidas: os ideais e propostas socialistas que estudantes traziam da Europa poderiam ser a solução sonhada. Aliados a isso, as infiltrações soviéticas, ajudavam a mostrar que as tradições milenares, o regime patriarcal e a concentração de renda não estavam produzindo desenvolvimento no extremo oriente.

Reagindo à estagnação os chineses seguiram Mao-tsé-tung e suas ideias de revolução cultural. E o socialismo se implantou com largas promessas e sementes de sonhos. Sobrou apenas uma pedra capitalista, chamada Hong Kong, bem no quintal da China socialista. Atualmente gigante do oriente, continua projetando suas sombras sobre as trevas do capitalismo norte americano. E, da mesma forma que antes, a China traça seus próprios caminhos indiferente aos chiliques do capital.

Ho Chi Minh liderou os vietnamitas contra os franceses, mas, em seguida, interesses capitalistas dividiram os vietnamitas que mergulharam numa guerra civil – para a qual a guerra fria financiou fuzis fazendo mortes de ambos os lados. Os vietcongues humilharam o hiperbólico exército americano mas, quem sofreu foi o povo que viu o país dividido entre norte e sul para satisfazer as superpotências manobrando marionetes.

O tórrido calor da guerra fria, fazia vítimas e anunciava o perigo das trevas que vinham do lado oposto. E o mundo das trevas, em vez de acender a luz do desenvolvimento humanizante, mobilizou esforços para a tecnologia da guerra que continuava a pairar projetando sua sinistra sombra sobre o povo. E ainda hoje, o mundo à beira do caos, continua refém não dos avanços da infotecnovirtualidade, mas dos interesses dos conglomerados econômicos.

Estes, sim, projetam sombras e trevas sobre as populações do oriente e do ocidente. Daí é que vem o perigo.

 

Neri de Paula Carneiro

Mestre em educação, filósofo, teólogo, historiador

Rolim de Moura – RO.

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