Luciana Rossi Nascimento.

Neide Rossi 

É normal ouvir educadores dizer que há momentos de brincadeiras livres e momentos de brincadeiras dirigidas. As duas situações levam a uma compreensão apropriada a respeito da brincadeira na escola.

 Enfim, como são planejados e pensados os momentos de brincadeiras na escola de Educação Infantil?

  1. As brincadeiras “dirigidas” acabam sendo atividades propostas e desenvolvidas pelo professor, mesmo que ela seja lúdica;
  2. Em contra partida as brincadeiras “livres” terminam sendo, momentos em que o professor deixa as crianças livres no pátio ou parques, por exemplo, e se afastam, tomando para si o papel de observador, cuidador e mediador das propostas realizadas pelas crianças;

 Vale a pena refletir sobre esses dois eventos citados a cima

Para ser brincadeira é preciso que as crianças desenvolvam a liberdade de brincar e criar narrativas por elas mesmas. É quando o adulto ou educador, oferece probabilidade, sem intervenções o tempo todo no que se deve ser feito, mas está presente, próximo da criança, supervisionado, organizando e reorganizando o ambiente. Acompanhando com o olhar  que estimula, que admira as descobertas que elas são capazes de fazer.

No estado brincante não tem regras, mesmo que seja um jogo organizado. Na hora em que a criança apropria-se da brincadeira, a imaginação perpassa o caminho não planejado. Sendo assim se o educador conduzir uma proposta mesmo que lúdica, ela implica a imaginação da criança.

As brincadeiras mudam seu contexto ao mudarem de ambientes e companheiros do brincar, na rua, por exemplo, ninguém dita regras e as crianças aprendem o risco que é viver, o que é muito positivo, os objetos em que a criança utiliza para brincar, como subir em uma árvore e subir em um obstáculo feito pelo educador são diferentes. Porém o educador tem um papel fundamental na unidade escolar de criar ambientes investigador, curioso, isso quer dizer que ele organizar, mexe, revira os espaços de acordo com os interesses das crianças naquele momento. Os espaços não podem ser aquele lugar onde nada se mexe e tudo tem que voltar para o mesmíssimo lugar. A brincadeira tem uma característica muito dinâmica, sendo assim o educador a partir de suas observações  pode planejar os conhecimentos e habilidades a serem desenvolvidos, como ao ver uma crianças brincando de “comidinha”, ela pode falar sobre receitas, ingredientes, utensílios de cozinhas entre outros...  A brincadeira dessa maneira é valorizada pela criança pois ela viu que o adulto se interessou por aquilo. Outro papel que o adulto ou educador pode desenvolver é oferecer instrumentos que possam reorganizar, tal como utilizar de barbantes, fitas e tecidos em grampos  para construir casinhas, faz-se uma vez para mostrar a criança, depois deixe ela construir sozinha. 

É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o

adulto fruem sua liberdade de criação”.

(Winnicott, 1975)

 

As brincadeiras autenticas que ocorrem no âmbito escolar, são  primordial para a observação do educador sobre sua criança: como elas pensam, qual o interesse, papeis assumidos, o modo de se relacionar com o grupo. Sendo assim ao brincar livremente com as  provocações do educador, a brincadeira vai se lapidando, se aprofundando e dessa maneira surgem diversos problemas para o pensamento infantil resolver.

Nas brincadeiras dirigidas podemos “propor” brincar de roda, cantar, dançar, conhecer  brincadeiras tradicionais e culturais, sendo assim o educador oferece a criança relacionar-se uma com as outras e expressar seus sentimentos, vivenciando situações de respeito e colaboração.

Enfim seja o Brincar “livre” ou “dirigido” ele é um momento lúdico que ajudam as crianças a construir conhecimentos, estabelecendo que a criança estruture, classifique, ordene, resolva pequenos conflitos e provoque a criança a extrapolar seus limites de raciocínio e imaginação.

 

Bibliografia:

WWW. lunetas.com.br

WWW. tempodebrincar.com.br