A Revolução Brasileira dos R$ 0,20 CENTAVOS

Que palavra usar? Que fato pode melhor ilustrar todos estes protestos? Em uma palavra não seria possível responder. Por que vivemos em meio a uma grande corrupção... desde as pequenas cidades até as metrópoles. Mas, para que protestar? Que sentido tem isso? Pode pensar alguns! Digo: é preciso que o Brasil acorde para muitas realidades que nos afetam diretamente.

A corrupção está latente nas veias de muitos de nossas autoridades ao ponto de deixar-nos sem palavras. Sim, sem palavras.

Cada um dos manifestantes está mostrando que alguma coisa precisa ser mudada no Brasil. Pode-se ler em cartazes: "Acorda Brasil", "Corrupção não, educação", "Toda revolução começa com uma faísca", "centavinhos. Apenas R$ 0,20?", "Vem pra rua porque a RUA é a MAIOR ARQUIBANCADA do Brasil", "Fora partidos! A manifestação é POPULAR!!", "Passe Livre já" "Saímos do facebook", "O gigante acordou", "A copa é para quem?", “Fora Globo”, “Central Globo de Mentiras”, “Desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil”.

Tudo isso tem nome: INSATISFAÇÃO. Mas com o quê? Se o Papa aparece: os Homossexuais protestam; a presidente quer falar: é vaiada; Os Policiais agem: são contra a liberdade. Porém, alguns (muitos) políticos roubam o nosso País, desviam nossa Verba, descontam cheques... Contudo, continuam nos governando.

Podemos até mesmo perguntar: “estas faixas escoltadas de gritaria estão sendo ouvidas?” Claro que sim. Várias capitais já aderiram a redução das tarifas. Depois vamos ver nossos políticos também tendo uma nova postura: sem corrupção?

Nas aulas de Filosofia sempre aprendemos que se precisa refletir. É o que está faltando aos manifestantes? Não sabem ao certo a que se reivindica, por isso causam a desordem?

O Filósofo Francês Edgar Morin (1921) fala em “O método I: a natureza da natureza” que “A ordem que se rasga e se transforma, a omnipresença da desordem, o aparecimento da organização, suscitam exigências fundamentais: toda a teoria deve trazer agora a marca da desordem e da desintegração, toda a teoria deve relativizar a desordem, toda a teoria deve nuclear o conceito da organização”.

Nestas manifestações estão faltando “nuclear o conceito de organização”. Isso só não é realizado porque no Brasil não se ensina a refletir. Estou deslumbrado com esta grande “revolução dos R$ 0,20 Centavos”. Vou elencar algumas opções básicas que ainda nos carecem: 1. Trabalho, 2. Lazer, 3. Educação, 4. Saúde, 5. Segurança, 6. Previdência Social, 7. Proteção à maternidade, 8. Proteção à infância, 9. Assistência aos desamparados, 10. Transporte e etc. Dom Adair Guimarães resume tudo isso ao fala dos três descuidos do Governo: “INFLAÇÃO, violência e corrupção”.

Vou olhar pra trás um dia e dizer: “Vivi naquele tempo”. Hoje eu olho pra três anos atrás e percebo que escrevi uma história a favor da vida quando fui ao Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a Inconstitucionalidade do Art. 5, que falava sobre a pesquisa com embrião humano. Ou mesmo, quando eu participei da Marcha pela Vida na Esplanada dos Ministérios.

Quando gritamos, sempre alguém nos escuta, mesmo que pensemos que não: por isso, não se pode calar, “O GIGANTE ACORDOU”.

Em síntese, "POLÍTICOS, ACORDAM, POIS OS BRASILEIROS NÃO ACREDITAM NEM NA 'central Globo de mentiras" E NEM MESMO EM VOCÊS!". Este dia ficará marcado neste século: DIA 17 de JUNHO DE 2013: DIA DA “REVOLUÇÃO BRASILEIRA DOS R$ 0,20 CENTAVOS”, dia em que os Brasileiros acordaram e escreveram: “Desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil”. Fica aqui minha insatisfação: alguns (muitos?) políticos roubam, as pessoas sabem, mas eles continuam lá.

Pe. Joacir d'Abadia, Autor de 7 livros

joacirsoares@hotmail.com