A RELAÇÃO ENTRE A UNIDADE DE ATENDIMENTO À EDUCAÇÃO INFANTIL B E SUAS FAMÍLIAS EM ÉPOCA DE PANDEMIA COVID-19

 

[1] Alessandra de Fátima Borges Gomes

 

RESUMO:

 

O presente artigo discute a relação das famílias em uma das unidades de atendimento público na Educação Infantil em Curitiba, intitulada instituição B (para preservar a identidade da mesma), em contexto de afastamento social, devido à pandemia de COVID-19. Desde março de 2020, o mundo passou e passa por profundas transformações nas relações humanas que incidiu diretamente no meio educacional. Desta forma, indaga-se: como garantir um trabalho participativo com as famílias na educação infantil no modelo de ensino remoto? Considera-se que as dificuldades de participação das famílias na vida das instituições educativas, já eram presentes no modelo de ensino presencial e ficou mais agudizada com a crise sanitária. Para colaborar na apuração desta assertiva valeu-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e quantitativa em forma de questionários enviados pelos grupos de Whatsapp a 121 famílias da instituição B divididas em 5 turmas: 2 de maternais e 3 de prés. A tabulação deste instrumento de pesquisa revelou modesta participação das famílias, tanto no preenchimento dos questionários, quanto das propostas remotas disponibilizadas, sobretudo, entre as crianças menores. O estudo reflete, como um possível caminho de aproximação destas duas instâncias (instituições educativas x famílias), um investimento no do diálogo e compreensão dos diferentes papéis de ambas que devem ser complementares e não sobrepostos. Além de defender uma superação na visão de família nuclear em detrimento de outras, pois atualmente, a maioria das famílias tem a figura da mãe como responsável pela criação dos filhos, sustento da casa, além de outras variáveis. O estudo também pondera que o trabalho pedagógico desenvolvido nas unidades que atendem esta modalidade de ensino seja de conhecimento dos responsáveis pelas crianças. A segurança de domínio de conteúdos e os porquês se tomam umas decisões e não outras, nas propostas remotas, são intencionais, e tem bases científicas para tal. Adverte-se que este envolvimento ultrapassa os momentos de entrega de pareceres, avaliações, festividades e solicitação de comparecimento formais. Por fim, considera a relevância do esforço de valorização do papel da Educação Infantil, relegado, muitas vezes, como menor diante de outras modalidades educativas.

 

Palavras-chave: Educação Infantil; Ensino Remoto; Pandemia; Participação;Família.

 

 

[1] Mestre em educação, Universidade Tuiuti do Paraná. [email protected]