RESUMO

 

O projeto de ensino está voltado para a linha de pesquisa docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com o tema Leitura e Escrita. Justifica-se o mesmo, pois o estudo faz-se necessário, e a partir dele, os alunos serão estimulados espontaneamente a construir, modificar e relacionar ideias, interagindo com outros e com o mundo. Sabemos que a leitura e a escrita passaram a ser uma necessidade em virtude das transformações socioculturais e tecnológicos da sociedade contemporânea, nesse sentido como o professor deve incentivar o aluno a essa prática nos dias atuais? Segundo os pesquisadores, o professor deve ser leitor, selecionar conteúdos, escolher metodologias coerentes só assim será possível envolver o aluno a desenvolver a leitura e a escrita. O objetivo deste projeto é de estimular a curiosidade e o prazer de ler e escrever nas crianças, com materiais que circulam na sociedade. A metodologia será desenvolvida com atividades propícias para que as crianças desenvolvam a leitura e a escrita de maneira significativa, com conteúdo de Leitura e Escrita, de materiais que circulam na sociedade, desenvolvida com atividades como: alfabeto móvel ilustrado, jogos silábicos, jogos de palavras, ditado, criação de textos a partir de materiais que circulam na sociedade. A avaliação Será realizada de forma contínua, pelo professor responsável, observando as mudanças ocorridas na aprendizagem dos alunos.

                                                          

Palavras-chave:Leitura, Escrita, Professor e aluno

 

INTRODUÇÃO

 

 

O projeto de ensino está voltado para a linha de pesquisa docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com o tema Leitura e Escrita nos Anos Iniciais do ensino fundamental.

A ideia é de suma importância e possui grande relevância, pois se compreende que a leitura e a escrita fazem parte do cotidiano do aluno e cabe ao professor desenvolver estratégias para a aprendizagem dos conteúdos onde os seus alunos aprendam com prazer e satisfação. O tema está relacionado aos eixos estudados nas disciplinas durante o curso de pedagogia, dessa maneira podemos compreender que os profissionais da área da educação precisam dos conhecimentos adquiridos.

Justifica-se o mesmo, pois o estudo faz-se necessário, e a partir dele os alunos serão estimulados espontaneamente a construir, modificar e relacionar ideias, interagindo com outros e com o mundo. A leitura só desperta o interesse quando interage com o leitor, quando faz sentido e traz conceitos que se articula com as informações que já possui. Com a leitura, há possibilidades dos alunos se afastarem dos atos violentos, levando-os a serem mais críticos e tendo uma visão mais ampla sobre a sociedade.

Portanto a leitura e a escrita passam a ser uma necessidade em virtude das transformações socioculturais e tecnológicos da sociedade contemporânea, nesse sentido como o professor deve incentivar o aluno a essa prática nos dias atuais?

Segundo os pesquisadores, o professor deve ser leitor, e selecionar conteúdos, escolher metodologias coerentes só assim será possível envolver o aluno e desenvolver as competências e habilidades que lhe permitem realizar as atividades com alegria e satisfação. O professor pode montar o cantinho da leitura de forma organizada e acolhedora, construindo assim condições que motivam as crianças, facilitando a apropriação do conhecimento dos alunos. O professor pode fazer um cronograma com horários de leitura, desenhos sobre a história lida e ouvida, dramatização, adivinhações, interpretações de textos, onde o livro será analisado nas partes mais sensacionais.

O objetivo deste estudo é despertar a sensibilidade e o prazer pela leitura, levando o educando a refletir sobre sua prática de leitura, possibilitando que eles participem de situações de comunicação oral e escrita, como contar e recontar histórias, podendo também escrevê-las, pois formar leitores é algo que requer condições favoráveis, não só em relação aos recursos materiais disponíveis, mas, principalmente, em relação ao uso do que se faz deles nas práticas de ler, também, um modo de produzir sentidos.

A metodologia será desenvolvida com atividades propícias para esse aprendizado, como: alfabeto móvel, ilustrado, jogos silábicos, jogos de palavras, ditado, auto ditado, criação de textos temáticos a partir de figuras, decomposição e composição de palavras em sílabas, bingo de palavras e de letras com lacunas, palavras em ordem alfabética; com gêneros de textos diferentes, escritos ou falados, que circulam na sociedade, textos tradicionais, lendas, fábulas, enigmas, etc. Será trabalhado durante todo o ano letivo.

Para o desenvolvimento do projeto foi necessário diversas pesquisas em acervos bibliográficos e internet. Para a execução do projeto o professor deverá organizar o seu material, bem como a elaboração do mesmo através de materiais oferecidos pela escola. A avaliação será realizada de forma contínua, pelo professor responsável, observando as mudanças ocorridas na aprendizagem dos alunos;

Para compreender melhor o estudo sobre A Leitura e a Escrita, optei por construir o corpo teórico mediante os escritos de autores como: Emília ferreiro, Ana Teberosky, Magda soares, Leda VerdianeTfouni, Luiz Carlos Cagliari, Maria das Graças Azenha, Ângela Kleimamentre outros.

2.1 Leitura e escrita

Com o passar dos tempos em função da necessidade que a escrita e a leitura passassem de geração em geração e que realmente se entenda o que está escrito surgiram às regras da alfabetização. Em relação a essa necessidade, Cagliari (1998 p. 15) afirma que:

 

O longo do processo de invenção da escrita também incluiu a invenção de regras de alfabetização, ou seja, as regras que permitem ao leitor decifrar o que está escrito e saber como o sistema de escrita funciona para usá-lo apropriadamente”.

 

Aprender a ler e escrever é essencial para a participação em sociedade, pois nos permite apropriarmos dos conhecimentos e saberes já produzidos pela espécie humana, funções da comunicação, a conhecer as transformações ocorridas com o tempo, a viajar pelo mundo num processo dinâmico que permite a participação em vários setores que compõe a estrutura da sociedade, como por exemplo, a própria educação, a política e as manifestações sociais, culturais e religiosas. Nesse viés a família exerce um papel fundamental nesse processo, juntamente com a escola e a sociedade no geral, na medida em que, propicia à essas crianças, meios de contato com a escrita.

No contexto da sociedade atual, não basta apenas dominar os conhecimentos sistemáticos da leitura e da escrita, ou seja saber ler e escrever. É preciso dominar a tecnologia do ler e escrever como diz Ferreiro (2001). É necessário estabelecer uma relação dessas tecnologias e habilidades com as práticas sociais.  Os autores contemporâneos têm discutido muito a respeito do novo meio de estimular o processo cognitivo da criança, ou seja, de modo que a criança possa construir seu próprio conhecimento.

       A respeito disso, Becker(2001) diz que é por meio da interação entre o indivíduo e o meio (físico e social), que este, constrói seu conhecimento por meio de um processo de assimilação. No entanto, esse desenvolvimento também dependerá das condições de vida do mesmo, tanto física como socialmente.

Disto isso o mesmo autor afirma que:

 

O sujeito age sobre o objeto, assimilando-o: essa ação assimiladora transforma o objeto. O objeto, ao ser assimilado, resiste aos instrumentos de assimilação de que o sujeito dispõe no momento. Por isso, o sujeito reage, refazendo esses instrumentos ou construindo novos instrumento, mais poderosos, com os quais se torna capaz de assimila, isto é, transformar objetos cada vez mais complexos. (BECKER, 2001, p. 71)

 

Com o avanço tecnológico, científico e filosófico, o conhecimento passa por um novo paradigma, apresentando uma teoria que nos permite interpretar o mundo em que vivemos, além de nos situar como sujeitos nesse mundo. (BECKER, 2001, p. 72). Essa teoria é a chamada teoria construtivista.

O construtivismo trata-se de uma teoria do conhecimento que também reflete na educação, na qual o desenvolvimento da criança ocorrerá de modo integral, abrangendo os aspectos sociais e cognitivos da mesma.

Nesse sentido, Becker (2001) nos traz uma concepção de construtivismo que permite a criança interpretar o mundo em que vive e que não se reduz a uma prática ou método de ensino.

 

Construtivismo significa isto: a ideia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, o conhecimento não é dado em nenhuma instancia, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento (BECKER, 2001, p. 72)

 

        Nesse sentido, sendo a educação parte fundamental no desenvolvimento da sociedade, a teoria construtivista precisa estar presente na escola na qual o “agir, operar, criar, construir”, faça parte da realidade escolar, alicerçada pela realidade vivida por alunos e professores, afirma Becker.

Voltando a atenção para a leitura e a escrita, de acordo com Ferreiro (2001), a aprendizagem da leitura e da escrita começa muito antes do processo de escolarização, embora esteja relacionada com a aprendizagem escolar, sendo, a escola, vista como instituição controladora da aprendizagem.

Segundo Soares (2004), as habilidades e os processos de aprendizagem que envolvem a escrita são bem diferentes das que envolvem a leitura. Para ela, ler requer uma série de habilidades que vão desde traduzir sons, decodificar símbolos linguísticos, interpretar, compreender, dar novo significado, até modificar, construir e reconstruir as informações a partir de conclusões próprias. Sendo assim, ler é um processo de relacionamento entre símbolos escritos e unidades sonoras, e é também um processo de construção da interpretação de textos escritos. (p. 31)

A mesma autora também relata sobre a escrita. A escrita também possui inúmeras habilidades que vão desde traduzir fonemas em grafemas, comunicar, até estabelecer relações entre as ideias que se pretende transmitir, entre outros. Isso posto, afirma que “escrever é um processo de relacionamento entre unidades sonoras e símbolos escritos, e é também um processo de organização do pensamento sobre forma escrita”. (p. 32).   

Para Martins (2003), aprendemos a ler antes mesmo de frequentar a escola, aprendemos a partir de nosso contexto social, sendo a leitura uma experiência individual. A autora afirma que ler vai além de decifrar algo escrito, trata-se de um acontecimento histórico que estabelece relação entre o leitor e o que está lido. Isso vai muito além, pois para ela “decodificar sem compreender é inútil; compreender sem decodificar é impossível.” (p. 32)

Assim, a leitura envolve um diálogo com o leitor e o que está sendo lido por ele. Nessa perspectiva nos orienta que

 

Quando começamos a organizar os conhecimentos adquiridos, a partir das situações que a realidade impõe e da nossa atuação nela; quando começamos a estabelecer relações entre as experiências e a tentar resolver problemas que nos apresentam aí então estamos procedendo, leituras as quais nos habilitam basicamente a ler tudo e qualquer coisa. (MARTINS .2003 p. 17).

 

Ler é muito mais que discriminar sons e letras, ler é buscar significados, é buscar a compreensão de acontecimentos ligados aos diversos contextos sociais e culturais, é uma leitura de mundo em que se pertence, mais isso não desmerece a importância do sistema de escrita. A escrita é um objeto cultural e fundamental na vida em sociedade. Os alunos possuem ideia s próprias sobre o que a escrita e como representá-las ortograficamente. A grande questão está em a criança perceber o uso e a função social da escrita na vida da sociedade.

Para Cagliari (2009), a escrita tem como objetivo permitir alguém ler o que está escrito sendo essa leitura uma interpretação da fala. Para ele a leitura não se reduz a decifração. Segundo o autor,

 

A motivação da escrita é sua própria razão de ser; a decifração constitui apenas um aspecto mecânico de seu funcionamento. Assim, a leitura não pode ser decifração, chegar a motivação do que está escrito, ao seu conteúdo semântico e paradigmático. Por isso que a leitura não se reduz à somatória dos significados individuais dos símbolos (letras e palavras etc.), mas obriga o leitor a enquadrar todos esses elementos no universo cultural, social, histórico etc. em que o escritor se baseou para escrever. (CAGLIARI, 2009, p.90).

 

Para Ferreiro a escrita não está relacionada apenas com a escola, visto que é um objeto cultural fruto do esforço coletivo da humanidade. Desde muitos pequenos os alunos estão em contato com diversos materiais escritos, principalmente nos centros urbanos onde existe inúmeras possibilidades de contato com letreiros, placas embalagens, jornais, revistas, bilhetes, listas de compras, entre tantas outras possibilidades de contato com o sistema da escrita.

Nesse contexto, o processo de aquisição da leitura e da escrita não se limita quando não se limita quando a criança consegue codificar e decodificar os símbolos linguísticos, mas que esse processo faz parte de uma relação de reconstrução de sua linguagem. Ferreiro (2001) aponta que é preciso durante esse processo de aquisição, levar em conta o ponto de vista o sujeito em desenvolvimento, levar em consideração que as crianças:

 

[...] Desde que nascem são construtoras de conhecimento. No esforço de compreender o mundo que as rodeia, levantam problemas muito difíceis e abstratos e tratam, por si próprias, de descobrir respostas para eles. Estão construindo objetos de conhecimento e o sistema é um deles. (FERREIRO (2001, p. 65).

 

Ainda segundo Ferreiro (2001), a obtenção de conhecimento é o resultado da própria atividade do sujeito, ou seja, o conhecimento é construído pelo próprio sujeito a partir das suas experiências e de suas vivências ao longo desse processo de interação com a sociedade e o meio em que vive.

Para Tfouni (2006), a escrita é um produto cultural fruto da atividade humana que está relacionada com fatores políticos e econômicos, ou seja, está associada ao desenvolvimento tanto cognitivo como também social e cultural dos povos.

A mesma autora acrescenta ainda que, a finalidade da escrita está impregnada nas relações de poder, ao jogo de dominação/ poder participação/ exclusão que caracteriza ideologicamente as relações sociais assim como também o desenvolvimento social, cognitivo e cultural dos povos e seus meios de comunicação. (p. 13 ).

  Portanto segundo Tfouni:

 

A escrita pode ser tomada como como uma das causas principais do aparecimento das civilizações modernas e do desenvolvimento científico, tecnológico e psicossocial da sociedade nas quais foi adotada de maneira ampla. Por outro lado, não podem ser esquecidos fatores como mas relações de poder e dominação que estão por traz da utilização restrita ou generalizada de um código escrito. (TFOUNI, 2006, P. 14)

 

Diante desse pressupostos teóricos, fica evidente que aprender a ler é de fundamental importância nas sociedades industriais modernas assim como também é essencial fazer o uso dos diferentes tipos de material escrito compreendendo e interpretando suas informações, respondendo assim suas exigências na vida em sociedade. Nesse sentido torna-se necessário fazer alguns apontamentos sobre o processo de aprendizagem da criança no ambiente escolar.  [...]