O país enfrenta um grave impacto social, a precarização do mercado de trabalho, a queda do nível de investimentos, etc.  Um grande número de pessoas tem sido condicionadas ao trabalho informal, recebendo uma renda inferior ao salário mínimo.

A complexa conjuntura econômica e política brasileira, com construção apoiada em análise de  problemáticas evidentes, ocorre em dois momentos. Primeiro, analisa-se a crise e seus impactos mais recentes no Brasil e, no plano político, a possibilidade de “afastamento” do presidente em exercício. Na segunda etapa, elabora-se uma análise da situação do corpo político brasileiro nesse contexto.

Sabemos  que a crise econômica não chegaria a essa proporção, se não houvesse a crise política, a elite  política  se  alvoroçou   num  desempenho  heroico, tentando justificar a inércia e apagar o incêndio. Essa doença chamada inércia, tem sido um dos  mecanismos de autodefesa do corpo político brasileiro.

Nada  vai  bem, mas o corpo político  não enfrenta o problema. Pois  o confronto  pode deflagrar outra crise, a temida  ( crise corporativa ) e, enfrentar essa crise  abrange  o rompimento de alianças  importantes. E Devemos Observar, que mesmo em posições  opostas, há interesses compatíveis.  Assim, em decorrência do vínculo existente entre as instituições  políticas, os seus membros, evitam confronto entre si,  essa decisão segue a regra de código interno.

Esse tipo de confronto  é ato  “interna corporis” e, para o corpo político,  não convêm  materializar esse tipo de assunto. Por isso, entra em vigência a lei da inércia.  Resultado :  problemas políticos,  econômicos  e sociais  é o que não falta.

Diante da complexidade desse casamento entre os  políticos, não raramente, costumamos  ouvir  que dentro do corpo político brasileiro, tem uns membros   que são “neuróticos”, e  outros  que são  “psicóticos”. No entanto, isso não é verdade. Pois é necessário que se entenda os interesses pessoais envolvidos.

Assim sendo, diante disso, fica a pergunta: como podemos de fato diferenciar  quem são os "neuróticos" e quem são os "psicóticos" ?  quem se enquadra em quê ?

Os defensores da lei da inércia se articulam de forma sociopolítica entre seus membros, um acordo entre eles, os afasta da realidade e da resolução de problemas urgentes. A preocupação do corpo político é a constante  manutenção de seus membros.

É impossível para o povo não perceber essa aberração da natureza política. Os outrora, (nas campanhas eleitorais), tão dedicados e ativos, agora, revelam-se amedrontados, tímidos e apáticos. Atribuem a culpa ao mundo à sua volta. E manifestam-se cada vez mais anestesiados e impotentes.

O principal sintoma da nação é a intolerância. Os outros sintomas são percebidos   no desespero da população carente,  que sofre a  falta de tudo. Ninguém mais parece ter valor, nem o próprio Estado, nem os cidadãos, as exigências constitucionais deixaram de ser observadas  há muito tempo. A perspectiva de melhora restringiu-se ao pleito eleitoral. E a vida foi rebaixada ao mero funcionamento mecânico da máquina estatal.

O esgotamento do povo brasileiro já ultrapassou os limites há muito tempo. Todos estão  exaustos e sem perspectivas. Vive-se, com a crescente sensação de desorientação. Predomina o sentimento de que    os     problemas    quase   insuportáveis, serão      adiados      “ ad aeternum”. 

Revisado por Editor do Webartigos.com