A Educação Infantil é o início do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola representa a adaptação à separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares, que irão se socializar e descobrir novas experiências.

Nas últimas décadas, foi se tornando estável, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indispensável do processo educativo. Nesse espectro, as instituições de ensino visam priorizar o processo-aprendizagem e potencializar aspectos como a socialização, a autonomia e a comunicação.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que visa o pleno desenvolvimento do indivíduo desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, auxiliando e regulamentando quais são as aprendizagens essenciais a serem trabalhadas a cada etapa escolar, considerando igualmente as particularidades de cada aluno.

Frente aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, a BNCC considera a singularidade de cada localidade, adotando estratégias e ações que os gestores possam exercer sobretudo para a formação humana.

Diante a isso, a BNCC tem auxiliado os profissionais conforme suas diretrizes, possibilitando definir trajetórias especificas para cada um dos alunos, de acordo com seus desafios e interesses de maneira justa e igualitária, respeitando, portanto, os seis direitos fundamentais impostos: 1. conviver, com outras crianças e adultos, utilizando diferentes linguagens afim de ampliar o conhecimento e o respeito em relação as diversidades; 2. brincar, de diversas formas e em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros ampliando seu conhecimento, sua imaginação, criatividade, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais; 3. participar, ativamente com adultos e crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, ajudando a desenvolver diferentes linguagens e elaborar conhecimentos, decidindo e se posicionando; 4. explorar, movimentos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre cultura em suas diversas modalidades: artes, escrita, a ciência e tecnologia; 5. expressar, como sujeito, criativo e sensível, suas, emoções, sentimentos, dúvidas, necessidades, hipóteses, opiniões, descobertas questionamentos, por meio de diferentes linguagens; 6. conhecer-se, construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos, no cuidado, interações, brincadeiras vivenciadas no âmbito escolar quanto familiar, isso vale para todos;

Ademais, a Base traz consigo experiências pessoais em cada indivíduo, não somente aos alunos, mas também seus docentes. O autoconhecimento estimula o (re)conhecimento de si mesmo e do outro, estimulando a convivência e respeito para com diferenças pessoais e culturais. Tal direito amplia a própria concepção de mundo, visto que cada um vive da sua própria realidade e não se deve medir os outros pelos próprios recursos, resultando em senso de reciprocidade e interdependência com o meio.

Para tanto, a BNCC atenta-se às demandas do século XXI e às necessidades de cada um dos alunos dentro da instituição, ensinando sobre a importância do diálogo e aos docentes o saber de dialogar com os alunos que, por sua vez, também ensinam enquanto aprendem. A BNCC contribui para o desenvolvimento pessoal, acrescentando novos saberes ao repertório dos profissionais onde exercem seu trabalho e conferindo real autonomia para a prática.

Entretanto, a BNCC na Educação Infantil vai além do saber, são pontos necessários e positivos especialmente no que diz respeito aos direitos humanos dando ênfase aos direitos da criança. Segundo As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009), em seu Artigo 4º, definem a criança como sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações que vivencia a suas práticas cotidianas, constrói sua identidade e , brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009).

Portanto, cabe ao educador permitir que as crianças conheçam a si e ao próximo. Parte do trabalho do educador é planejar e organizar o conjunto de práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações as quais promovam o desenvolvimento pleno de cada indivíduo. Ainda, é preciso acompanhar o processo individual de cada criança, realizando a observação da trajetória de cada qual e de todo o grupo – suas conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens, por meio de diversos registros, feitos em diferentes momentos tanto pelos professores e responsáveis quanto pelas crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos). Trata-se de garantir os direitos de aprendizagem de todas as crianças, previsto pela lei.


1-DURCILENE SOARES FERREIRA- Graduada em Pedagogia com Especialização em Psicopedagogia; Professora na Rede Municipal de Ensino na cidade de Rondonópolis.

2-JANE GOMES DE CASTRO: Graduada em Ciência Biológicas; Especialista em Eco Turismo e Educação Ambiental; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

3-ADRIANA PERES DE BARROS: Graduada em pedagogia: Especialista em Educação Infantil e Psicopedagogia; Professora na Rede Publica de Ensino na cidade de Rondonópolis.

4- GEAN KARLA DIAS PIMENTEL: Graduada em Secretariado Executivo Trinligui e Pedagogia: Pós Graduação em Psicopedagogia. Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.