1. Introdução

A história da humanidade foi escrita e transformada na presença, e muitas vezes com a ingerência, de várias instituições de natureza política, econômica, jurídica... e religiosa, cada uma com suas doutrinas, dogmas, bandeiras ou sectarismos, ora trazendo benefícios, ora promovendo prejuízos e dessabores coletivos ou individuais das mais variadas proporções. E uma destas instituições milenares, presente na trajetória social do Ocidente e no Oriente, de forma contundente, foi a religião, com os mais diversos propósitos, conforme os ideais e anseios dos seus dirigentes – pastores, padres, missionários, bispos, apóstolos.

De forma inegável, desde os grupos humanos mais primitivos, os cultos e crenças estiveram entranhados na rotina cotidiana da vida de muitos, da maioria, na verdade, às vezes, sem se questionar o refletir sobre as possíveis verdades, ou inverdades, construídas pela ordem religiosa e projetada para o imaginário popular. Na Grécia Antiga, a tradição religiosa impregnou ideias, ritos e dogmas, inclusive induzindo as massas a acreditarem que o monte Olímpia era a morada de Zeus, que para cada força ou elemento da natureza, ou qualidade humana, existia um deus, bem como que os deuses cruzavam com as belas mulheres, gerando assim os titãs e os semideuses, tudo não passando de construção psíquica dos sacerdotes, disseminadas para a população. A cultura e as crenças romanas fizeram igual, ou semelhante, chegando a ter um deus correspondente para cada deus da mitologia Grega. Mas, que verdades concretas a evolução do intelecto humano revelou? Que deus(es) realmente existia(m)? Se nunca existiu nenhum dos deuses das mitologias antigas quem se beneficiou e os sacrifícios feitos pelos seguidores explorados e manipulados das religiões de outrora?

O decorrer dos séculos transformou ideias, cultos e ações, e os sacerdotes e suas igrejas, pelo que tudo indica, com base nos estudos a afirmações das Ciências Sociais, também mudaram a metodologia de seus discursos e suas ações. A religião, que um dia foi vista e utilizada como um meio de aproxima os homens de Deus[1] – mesmo que elas nunca tenham realizado tal aproximação, mas pelo contrário divido os homens e as raças – hoje transformou-se no meio para os sacerdotes acumularem, concomitantemente, riquezas infindáveis, promoção política e capacidade de submeter as massas, sem oposição, sem reflexão, sem opinião. Sendo, de qualquer forma, o acúmulo de patrimônio o fim principal de muitos “pastores”. É como se fim máximo das igrejas modernas fosse servir de empresas econômicas suficientes para realizar os anseios de consumo de seus dirigentes, ainda que em detrimento da fome de incontáveis necessitados.

Como a religião com seus mais variados dogmas e mitologias foram tidos como algo de ordem divina, aqueles que são adeptos, ou, pior ainda, dependentes dela, não ousam questionar sobre o que se prega, aceitando-se tudo como uma grande verdade. Há quem acredite que Deus seja um mercador ou negociante e os fiéis, que estão sempre emprestando a Ele, quando dão dinheiro para o templo (que dizem ser a casa Dele), fazendo as vezes de verdadeiros agiotas, receberam em dobro, triplo ou mais.

O professor José Guibson Delgado Dantas nos ensina, em uma de suas publicações, resultado dos estudos de mestrado e de sua tese de doutorado, na Universidade de Málaga, Espanha, a seguinte lição:

O avanço do mercado fez com a religião se submetesse às suas leis e se transformasse numa mercadoria específica cuja comercialização, em sua essência, não difere de outras mercadorias. Essa lógica de mercado fez com que a religião se tornasse um mero produto comercial em busca da lucratividade no comércio de bens simbólicos.[2]

 

2. Desenvolvimento

 

As últimas pesquisas brasileiras, promovidas por instituições não religiosas, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que no Brasil já existem milhares de denominações, ou ordens religiosas, de origem cristão, chegando a mais ou menos 20 a 30 mil, as quais ora divergem entre si, ora se associam por uma ou outra razão. No meio de tantas denominações predominam as de origem cristã, seguindo aos dogmas católicos ou os protestantes, com um peso considerável para as pentecostais e neopentecostais. Estas igrejas se multiplicam com grande facilidade numa sociedade que caminha com tantas condições de vida sobre-humanas, ou desumanas, pela falta de oportunidades de melhor situação de saúde, trabalho, educação, habitação, profissionalização, lazer, dentre outros bens vitais e indisponíveis garantidos pela ordem política e jurídica, ainda que, à medida que o tempo se passa, tais promessas não se efetivem.

Somado a todas estas necessidades, a humanidade traz consigo, ainda, os mais diversos medos, pesares e aflições que levam os homens a procurarem uma proteção, um credo, uma religião, a qual, dizem, a levará aos deuses, semelhante ao que declaravam as mitologias antigas. Medo da morte, da dor, das perdas econômicas, familiares, amorosas e tantas perdas, que causam desesperos a desatinos. Os infortúnios que recaíram sobre bons e maus, justos e injustos, sem exceção, levou quase todos a procurar refúgio em algo ou alguém, mesmo que declínios e tempestades tenham continuado atingindo a todos. Faraós, imperadores, reis, príncipes, generais, magnatas, sacerdotes, operários, senhores e servos, governantes e governados foram acometidos de dessabores, insucessos, dores etc. Ninguém nunca pode, nem poderá, afirmar que está isento das intempéries e agruras dos caminhos deste mundo. Nada nem ninguém pode impedir de se manifestar os eventos, forças e realidades naturais ou humanas, como as enfermidades típicas de dados grupos sociais ou as consequências genéticas de dada família; uma catástrofe natural sem explicação – com muitas vítimas – ou um acidente nuclear sem precedentes. Fenômenos ou fatos que a sociedade não tem como aplicar a política, a economia, a medicina, a ciência e outros saber e faculdades humanas, os seres humanos se condicionaram a aplicar a religião, mesmo que esta também não venha resolver, pois são causas e efeitos que estão para além das crenças e dos dogmas; ou mesmo das fantasias do imaginário humano.

O medo de perder o que sem tem ou não alcançar o que se deseja é, na verdade, ao que tudo indica, a causa verdadeira da busca por uma crendice, mesmo que esta possa trazer decepções ao prometer aquilo que ela nem seus doutrinadores não podem realizar.

É fato que quanto mais aumenta o volume de desempregados surgem os sem pão, sem chão, sem hospitais de qualidade…, e isto traz desespero e temor pelo amanhã, próprio ou de outras gerações de uma família. E aumentando a ideia da possibilidade de um desconforto ou infortúnio possível, eleva-se a procura por uma doutrina religiosa.

Vejamos algumas das religiões mais conhecidas pelo país afora: igreja Assembleia de "Deus", igreja Assembleia de "Deus": ministério família de "Deus", igreja Assembleia de "Deus"  vitória em cristo, igreja evangélica batista, Igreja congregação cristã do Brasil, igreja batista, igreja universal do reino de "Deus", igreja do evangelho quadrangular, igreja evangélica luterana, igreja evangélica presbiteriana, igreja Deus é Amor, igreja maranata, igreja evangélica adventista. É interessante destacar que algumas destas ordens cristãs vez ou outra passa por rupturas e novas seitas vão surgindo. A antiga assembleia de Deus, só em Pernambuco, pode ser vista com os nomes de assembleia de Deus convenção Abreu e Lima, assembleia de Deus novas de paz, assembleia de Deus madureira. De forma semelhante a igreja batista também tem suas divisões, ou desencontros, entre seus dirigentes.

Hoje são tantas ordens religiosas, de modo que existem ruas e avenidas brasileiras que possuem sedes de igrejas como se fossem verdadeiras empresas. Como é o caso da chamada Avenida da fé, em Piracicaba, interior de São Paulo, que associa cerca de 20 igrejas diferentes, todas com suas promessas para transformarem a vida de seus membros. Em Pernambuco, dentre as avenidas que podemos citar como exemplo, muito embora existam outras, a Av. Cruz Cabugá sedia uma igreja universal do reino de Deus, uma assembleia de Deus (a mais antiga), uma igreja mundial do poder de Deus e a igreja assembleia de Deus novas de paz, cada uma delas prometendo que seus fiéis ou seguidores irão ter sucesso, prosperidade, riquezas, grandeza; que irão desfrutar das dádivas e benevolências do deus que eles acreditam; que irão ser contemplados com uma vida eterna de conforto e paz etc. etc. Mesmo que incontáveis religiosos não vejam seu status quo se transformar, realmente, conforme aquilo que é prometido.

De qualquer forma, enquanto as multidões se amontoam e caminham na esperança de alcançarem os mais variados bens materiais que necessitam neste mundo e garantir a proteção dos malefícios de um próximo mundo, caso exista, os pastores, missionários, bispos, gurus, “profetas” ou mercadores de cada doutrina religiosa vai construindo riquezas, adquirindo clientes – que eles chamam de fiéis – e prosperando neste mundo mesmo, de uma forma ou de outra. Interessante é que, a nosso ver, só quem está prosperando são os donos de cada igreja, sobretudo as 5 maiores e mais ricas do Brasil, as que também possuem os 5 “pastores” mais ricos desta nação.

A revista norte-americana, Forbes, especialista e estudos econômicos e fortunas mundiais, nos últimos anos tem acompanhado a escalada das riquezas dos dirigentes das cinco igrejas protestantes nacionais mais ricas, tendo como resultado do ranking o “pastor”, ou mercador, Edir Macedo, com fortuna estimada em 1 bilhão e novecentos milhões de reais; o “apóstolo” Valdemiro Santiago, com bens avaliados em 440 milhões de reais; pastor Silas Malafaia, com fortuna equivalente a 300 milhões; “missionário” Romildo R. Soares, com 250 milhões de reais e o mais pobre ou miserável deles, o líder religioso Estevam Hernandes, com 130 milhões de reais, quem sabe doados por muitos fiéis. Forbes listou cinco pastores mais ricos do Brasil. A publicação estimou a fortuna dos principais pregadores evangélicos do Brasil. Malafaia está entre os cinco. Edir Macedo é o mais rico, com R$ 1,9 bilhão”. O que se pode concluir disto é que os dízimos, de tantos fracos e desesperados, por falta de pão, de chão, de moradia, que não tem quase nada, ou absolutamente nada, estão servindo para promover a opulência e autossuficiência de pouquíssimos, os negociantes do “sagrado”.

A televisão brasileira e/ou rádios, jornais e mídias alternativas tornaram público alguns fatos econômicos envolvendo os magnatas de algumas igrejas nacionais, observados, desde 2012, ou antes, em virtude dos milhões de reais que eles estão manuseando em suas negociações. Vejamos o que foi publicado a respeito do líder da assembleia de Deus vitória em cristo, Silas Malafaia.

Segundo testemunhas, ao pregar em uma igreja de brasileiros em Boca Raton, Silas confessou ter feito um negócio espetacular, ao comprar um dos maiores jatos executivos do mercado por um preço ridículo! Uma “galinha morta”. Uma aeronave com pouquíssimo uso, que se fosse nova, sairia por 18 milhões de dólares! Como a aeronave era de “segunda mão”, ele fechou o negócio pela bagatela de 12 milhões de dólares. O avião usado do Silas Malafaia custa o dobro do preço do avião novo do telemissionário RR Soares, Samuel Câmara e do Paipóstolo Renê Terra Nova.[3]

 

Sobre outro milionário brasileiro, Valdemiro Santiago de Oliveira (dono da igreja mundial do poder de Deus), o qual se diz um “apóstolo”, tem-se, também, várias denúncias ou publicações, inclusive nos órgãos de fiscalização estatal.

                 (...)

No último domingo (18), o programa Domingo Espetacular, da Rede Record, revelou que Santiago usou dinheiro da igreja para comprar uma fazenda de quase R$ 30 milhões em Mato Grosso.

Documentos oficiais mostram que, no ato da assinatura, Valdemiro transferiu o imóvel para a empresa dele. Outras duas fazendas na mesma região também foram compradas com dinheiro da igreja e teriam sido arrendadas pelo apóstolo. Ao todo, são cerca de R$ 50 milhões e 26 mil hectares de terras – tamanho de quase 14 mil campos oficiais de futebol.

Mas é numa casa, na cidade de Santana de Parnaíba, que moram Santiago e sua mulher, bispa Franciléia de Castro Gomes de Oliveira. O imóvel fica no condomínio Tamboré 2, um dos mais caros da região – segundo corretores, o preço das casas varia de R$ 7 milhões a R$ 10 milhões.[4]

Tudo indica que, diante dos desesperos do desemprego, da fome, do desabrigo, ou dos empregos com rendas miseráveis, milhões e milhões de seres humanos buscam uma condição econômica melhor, capaz de promover melhor qualidade de vida e felicidades, hoje e no amanhã. Não encontrando formas suficientes (instrução de qualidade, por exemplo), as massas recorrem aos dirigentes dos templos, que lhes prometem riquezas, sucessos, saúde, prazeres entre outras promessas, nunca realizadas, porém cada um terá que pagar um preço – quem sabe um alto preço –, para a casa do deus deles, mesmo que isto jamais lhes seja compensado como é dito pelos pregadores desta ou daquela religião, ou seita moderna. Pessoas que dão o que não tem, por acreditarem que receberam em troca quantia muito maior, sem demora, ainda que enquanto elas permanecem como indigentes, carentes e famintas, de quase tudo, seus senhores (os pastores, missionários, bispos, apóstolos etc.) estão construindo fortunas, esbanjando riquezas, vivendo em condições pomposas, mansões suntuosas, desfrutando dos manjares e maravilhas deste mundo mesmo, sem querer saber de aguardar um paraíso com seus manjares para depois do fim.

Não é por acaso que muitos estudiosos apelidem as igrejas neopentecostais de “supermercados da fé”. (...) A relação entre fiel e Deus não é mais uma relação entre criador e criatura, mas de bolsa de valores e investidor: o fiel só é contemplado com uma graça se pagar o valor determinado (pelos pastores) das mesmas (DANTAS, 2006, p. 71).

 

3. Conclusão

É lamentável que as palavras de um antigo livro, que muitos acreditam ser sagrado, como as que estão no deuteronômio 26;12, e outros textos, estejam sendo instrumentos capazes de convencer pobres, de bens ou de espírito, a aumentarem o patrimônio de quem já tem, enquanto tiram pão de sua própria boca.  

Os rebanhos são os verdadeiros clientes que os mercadores/pastores de cada empresa/igreja moderna brasileira, as neopentecostais, estão usando como máquina de fazer fortuna própria, e dos seus, de modo que enquanto uns podem se deslocar de jato, avião ou helicóptero, residir em grandes mansões ou possuir majestosas fazendas, outros estão tentando garantir o pão, o chão e a passagem de trem do amanhã, condição esta deste e daquele que chamado de irmão. Mesmo que nunca tenha se sentado com aquele ou aquele outro pastor num dia de grande comemoração na casa dos dirigentes das igrejas.

Não se sabe como alguém pode assimilar que dá dinheiro para um deus que dono do ouro de da prata, mas que só vive precisando de doações, dízimos, venda de objetos, pois sua casa, como dizem seus “ministros”, nunca deixa de precisar de doações, dia e noite, sem cessar. Chega-se ao ponto de se alegar que o deus dos homens da teologia da prosperidade passou a ser o dinheiro ou a riqueza e deus tornou-se tão dependente do dinheiro quanto o homem.

De qualquer forma, é oportuno ressaltar que existe uma força suprema, um SER SOBERANO, de total poder e grandeza, que não depende nem precisa de nenhum templo, riqueza, sacerdote, rituais e dogmas para Ser o que É, desde sempre. Este Ser intangível, imensurável e indizível por homens, sejam eles profetas, pastores, missionários, bispos..., sejam eles falsários, estelionatários, exploradores, mercadores.

 

 

Referências bibliográficas

DANTAS, José Guibson. Dinheiro: o passaporte para graça – um estudo sobre as representações sociais do dinheiro no programa “show da fé”. Recife: Editora Livro Rápido, 2006.

__________________. Dinheiro: o passaporte para graça – um estudo sobre as representações sociais do dinheiro no programa “show da fé”. Maceió: Edufal, 2015.

KRISHNAMURTI, Jiddu. A primeira e última liberdade. Tradução: Vera Martins. Rio de Janeiro: Nova Era, 2010.

MARTINS, Oliveira. Mitos da religião. São Paulo: Madras, 2004.

 

Publicações eletrônicas

A Religião Como Produto De Consumo: Reflexões, disponível em

http://www.cchla.ufpb.br/caos/n15/2%20artigo%20otilia%20liliane.pdf, capturado em 17/05/17.

Os 5 pastores mais ricos do Brasil segundo Revista Forbes/EUA – confira e comente, disponível em https://palmasaqui.blogspot.com.br/2016/11/pastores-do-brasil-milionarios-e-fieis.html, capturado em 17/05/17.

 

Ricardo Boechat da a melhor resposta que Silas Malafaia poderia ouvir, disponível em

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/06/ricardo-boechat-da-a-melhor-resposta-que-silas-malafaia-poderia-ouvir.html, capturado em 17/05/17.

Evangélicos, disponível em http://super.abril.com.br/historia/evangelicos/, capturado em 18/05/17.

A má-fé de pastores religiosos é crime, disponível em http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/outros-destaques/a-ma-fe-de-pastores-religiosos-e-crime/, capturado em 18/05/17.

O novo retrato da fé no Brasil, disponível em http://istoe.com.br/152980_O+NOVO+RETRATO+DA+FE+NO+BRASIL/, capturado em 24/5/17.

Vídeo: Silas Malafaia pede a fiéis para não denunciarem pastores ladrões, disponível em http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2013-07-31/video-silas-malafaia-pede-a-fieis-para-nao-denunciarem-pastores-ladroes.html, capturado em 25/05/17.

 

Silas Malafaia diz que vai “ferrar” revista que revelou sua fortuna, disponível em http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/01/silas-malafaia-diz-que-vai-ferrar-revista-que-revelou-sua-fortuna.html, capturado em 25/05/17.

Silas Malafaia compra avião de 12 milhões de dólares, disponível em https://sites.google.com/site/dodavidbezerragospel/as-vergonhas-do-sistema-religioso/silas-malafaia-compra-aviao-de-12-milhoes-de-dolares, capturado em 26/05/17.

Apóstolo milionário mora em mansão avaliada entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões, disponível em http://www.wscom.com.br/noticias/brasil/apostolo+milionario+mora+em+mansao+avaliada+entre+r+7+milhoes+e+r+10+milhoes-122833, capturado em 29/05/17.

 

[1] Todas as ordens monásticas, ao longo dos séculos, se passaram para afirmar que elas, por meios dos seus sacerdotes, seriam as únicas capazes, habilitadas, legitimadas etc. para ligarem a criação ao Criador, os homens a Deus. Isso recaiu em controvérsia por séculos, ou milênios, pois uma das coisas que as religiões fizeram foi disputar o poder, aumentar suas propriedades, dividir nações, colocar reinos contra reinos – países católicos contra países protestantes, na Europa Medieval – separar famílias e dividir linhagens. Ademais, quem pode afirmar qual é o rótulo, a crença, o ritual ou os cantos preferidos de um deus, ou dos deuses fantasiados? Que homem experimentou a Natureza, Grandeza e Poder de Deus – aquele que realmente é o Soberano, e não os deuses imaginários de cada ordem – para se passar a alegar sobre suas qualidades, faculdades e necessidades Dele, como fazer sacrifícios e entoar cantos, por exemplo?

[2] DANTAS, José Guibson. Dinheiro: o passaporte para a graça. Recife: Editora Livro Rápido, 2006, p. 27.

[3] Silas Malafaia compra avião de 12 milhões de dólares, disponível em https://sites.google.com/site/dodavidbezerragospel/as-vergonhas-do-sistema-religioso/silas-malafaia-compra-aviao-de-12-milhoes-de-dolares, capturado em 26/05/17.

[4] Apóstolo milionário mora em mansão avaliada entre 7 milhões e 10 milhões em SP, disponível em http://www.wscom.com.br/noticias/brasil/apóstolo+milionário+mora+em+mansão+avaliada+entre+r+7+milhões+e+10+milhões-122833, capturado em 29/05/17.