A Geopolítica da Anexação: Um Alerta Máximo às FFAA

Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho | 19/05/2026 | Política

Muitas vezes, as informações nos chegam sem que, corretamente, demos conta do perigo que representam. Como país seguidor da doutrina que apregoa ser o confronto militar, sempre, a última das soluções (numa referência a Sun Tzu, chinês da Antiguidade autor de "A Arte da Guerra", que considerava mais benigna a resolução antecipada por meios diversos), o Brasil deve, sim, estar preparado para a "última das soluções". Afinal, ainda que sem conflitos exteriores desde 1945, não esqueçamos o ciclicismo histórico de Confúcio: "Se querer saber o futuro, examina o passado".

Falo a respeito da política externa do Presidente dos EUA, Donald Trump. É uma pessoa extremamente perigosa e o governo brasileiro, corretamente, assim o considera. Vejam, a exemplo, os investimentos em defesa executados por nossa atual Administração, mantendo as FFAA do Brasil como uma das, numericamente, mais vastas do mundo (com cerca de 350 mil militares) e investimentos tecnológicos que nos impulsionam tecnologicamente (como se percebe com a compra dos caças SAAB Gripen F-39).

E, enquanto o Brasil se arma, Trump avança. Cria problemas com todos os aliados, como a estratégia de tornar o Canadá e a Groenlândia, respectivamente, o 51º e 52º Estados de sua Federação. Mas tais planos de anexação não se resumem àqueles dois imensos territórios: incluem também a Venezuela. Com a Venezuela como o 53º Estado, o Brasil passaria a fazer fronteira com os EUA, e é aí que a estratégia de Trump expõe todo os perigos do aquecimento global e consequente invasão do nosso território.

É lógico que, com a eventual anexação da Venezuela, Trump gastará bilhões a processar e baratear a exploração do petróleo local pelas corporações americanas habilitadas. O petróleo venezuelano é bruto, precisando ser refinado, e isso incentivar a maximização de sua produção (estagnada sob Chávez e Maduro) para tornar o território continental dos EUA autossuficiente. Só que o petróleo é uma commoditie extremamente poluidora.

Por isso, as FFAA do Brasil devem estar em prontidão máxima. Chegaremos num ponto em que os combustíveis fósseis não mais serão viáveis, em razão das cada vez mais catastróficas e recorrentes tragédias que acometerão o planeta (como tornados, tufões, desertificação e inundações de áreas costeiras). Glaciares derreterão, florestas perecerão, cidades desaparecerão. Mas haveria, no nosso território, um resistente recurso, longe da extinção e próximo à eventual fronteira com os EUA: os cerca de 20% (vinte por cento) do total planetário de água consumível, concentrados nas Bacias Hidrográficas do Norte e do Centro-Oeste.

As tropas dos EUA estariam no seu 53º Estado, e o Departamento de Estado negociaria, sob o que se chama de "diplomacia coercitiva". O Brasil não cederia as reservas, e seria obrigado a deslocar grande parte de suas FFAA ao norte, já que viria a enfrentar a mais poderosa força militar do mundo. Assim, vastas áreas das outras regiões estariam desguarnecidas, vez que o número total de 350 mil militares profissionais, inobstante grande, não conseguiria estender sua defesa a todo o nosso imenso território. Mais ao sul, seríamos defendidos por reservistas, facilitando uma possível queda diante da China e-ou da Rússia (que possuem tecnologias de invisibilidade aos radares até o atingimento ou invasão do alvo planejado), perfazendo inédita situação ruptora de nossa unidade política, cuja parte meridional seria por elas dominadas, enquanto as tensões bélicas com os EUA se arrefeceriam ao norte.

Por isso, a fim de evitarmos tal cenário, necessário se faz um maior rearmamento, tecnologicamente mais amplo e viável, acompanhado do aumento do número de militares profissionais, a fim de que haja, ao máximo, prontidão defensora de toda a extensão continental do

Brasil, assim como enormes investimentos em biocombustíveis, biomassa e energias renováveis (para desmoralizar e desencorajar quaisquer ações, com pretextos supostamente ambientalistas, que pretendam a secessão do que é somente nosso), pois só assim as irracionalidades, meticulosamente planejadas, de nocivos governantes poderão, um dia, ser de nós afastadas, com a estabilização dos mercados internacionais de fontes energéticas não poluentes, em que o Brasil é uma potência extremamente qualificada e competitiva.