PROJETO DE INTERVENÇÃO: "NAS ASAS DA LEITURA"
 
PROJETO DE INTERVENÇÃO: "NAS ASAS DA LEITURA"
 



GOVERNO DA BAHIA PREFEITURA MUNICIPAL DE JEQUIÉ
SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL





PROJETO DE INTERVENÇÃO:

"NAS ASAS DA LEITURA"



JEQUIÉ-BA

2011




Ludimila Souza Almeida



NAS ASAS DA LEITURA


Projeto de Intervenção apresentado a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Jequié-Bahia.




SUMÁRIO



Introdução ...............................................................................................................04


2 Base Teórica.....................................................................................................................06


3 Descrição do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil- PETI.........................................................................................................................08


4 Problemática .....................................................................................................09


5 Justificativa..........................................................................................................10


6 Objetivos

6.1 Geral...................................................................................................11

6.2 Específicos........................................................................................11


7 Conteúdos.......................................................................................12


8 Metodologia.....................................................................................13


9 Recursosdidáticos..........................................................................................17


10 Avaliação..........................................................................................................18


Referências............................................................................................................19

Anexo........................................................................................................................20



INTRODUÇÃO


As dificuldades de leitura em alunos de escolas públicas vêm sendo objeto de análise dos educadores brasileiros no intuito de identificar as causas e encontrar caminhos que venham modificar esta realidade. Alguns pesquisadores apontam as fragilidades do sistema educacional existentes no país, tais como: superficialidade, excesso de conteúdo, alunos em sala de aula, o pouco cuidado com a linguagem, práticas metodológicas e avaliativas inadequadas, pouca ou nenhuma formação do professor.

Este é um fato grave, por isso, é necessário que os educadores estejam aptos a enfrentar a tamanha responsabilidade em que se desenvolve o processo de leitura e escrita nos alunos, para que muitos alunos não sintam tantas dificuldades em assimilar o processo da lecto-escrita, podendo ocorrer muitas vezes o não gostar de ler, devido ao mau direcionamento das atividades escolares por parte dos educadores.

O Trabalho Pedagógico que vem sendo realizado no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil ? PETI tem mostrado que muitos alunos das escolas públicas são prejudicados por não saber ler e escrever fluentemente. As crianças aprendem a decodificar e a codificar as letras e os sons sem produzir sentido em determinadas atividades, com isso, não conseguem dar conta da leitura e da produção de textos socialmente legitimados.

A leitura não deve ser olhada como um ato mecânico de repetir letras, palavras e frases, em que os alunos apenas decoraram os símbolos lingüísticos sem entender os seus significados, sendo que muito dos professores não entendem que a leitura é um processo de decifração e decodificação que envolve diversos fatores. Segundo Ferreiro (1998), existe uma série de aspectos sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos que envolvem a aquisição da leitura que devem ser trabalhados fazendo com que a criança supere o processo de leitura e escrita com sucesso.

Para que o indivíduo evolua e assimile os novos conhecimentos no processo de leitura, escrita, interpretação e produção textual é preciso que a prática docente tenha significado para que facilite o desenvolvimento dos alunos que dentro desse prisma é um ser essencialmente ativo. No entanto, o que se pode notar é que esse processo vem sendo desenvolvido de forma equivocada por muitos educadores que passam por cima das dificuldades dos alunos, sem promover meios para superá-los.

Infelizmente está sendo comum, em muitas instituições públicas alunos chegarem ao final do Ensino Fundamental I sem saber ler, escrever, formar sílabas/palavras, com dificuldades em fazer interpretações de um pequeno texto lido, favorecendo o fracasso e levando muitas vezes até a evasão escolar. Muitas das dificuldades dos alunos estão relacionadas com a maneira com que os professores, vêm trabalhando em sala de aula, como a disciplina de Língua Portuguesa vem sendo desenvolvido no decorrer do ano letivo.

Esta problemática relativa ao fracasso da leitura e escrita é historicamente constituída ao longo dos séculos no Brasil. Segundo Silva (2007), de acordo com o IBGE do ano de 2003, há no Brasil 11,6% de analfabetos considerando pessoas de quinze anos de idade ou mais. Uma realidade que merece ser discutida e debatida no meio educacional.

Portanto, este Projeto será aplicado nos núcleos/ bairros do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, com atividades envolvendo os diferentes tipos de textos que estão presentes no nosso cotidiano, além de produções textuais no intuito de ajudar os assistidos a desenvolver sua capacidade de compreender o processo da lecto-escrita.


2 Base Teórica


A leitura é um processo de ligação entre o texto e o leitor. Ela deve ser compreendida como um ato social entre o leitor e o autor se envolvendo num processo interativo, relevante para um pleno conhecimento em todos os aspectos cognitivos. Assim os domínios de conhecimento (lingüístico, o pedagógico e o social) estão integrados. Segundo Kleiman (apud, SOUZA, 2004, p.61).

[...] o leitor constrói, e não apenas recebe um significado global para o texto; ele procura pistas formais, antecipa essas pistas, formula e reformula hipótese, aceita ou rejeita conclusões. Contudo, não há reciprocidade com a ação do autor, que busca essencialmente a adesão do leitor, apresentando para isso, da melhor maneira possível, os melhores argumentos, a evidência mais convincente de forma mais clara possível, organizando e deixando no texto pistas formais a fim de facilitar a consecução de seu objetivo.

A leitura não deve se fechar simplesmente ao caráter teórico, pois levará o aluno a ter uma leitura apenas mecânica, mas ela deve ser feita com um olhar crítico interrelacionando com outras leituras feitas anteriormente e com o seu cotidiano. Conforme Orlandi (1999), isso mostra como a leitura pode ser um processo bastante complexo e que envolve muito mais do que habilidades que se resolvem no imediatismo da ação de ler. Saber ler é saber que o texto diz e o que ele não diz, mas o constitui significamente.

Muitas das dificuldades na compreensão de se entender um texto não está somente ligado ao desconhecimento do significado dos códigos lingüísticos ou de algum dado do texto, mas sim ao fato de não perceber e fazer a relação existente entre diferentes partes de um mesmo texto com o todo. Por isso há uma necessidade de si trabalhar de forma significativa as diferentes características peculiares nas diferentes tipologias textuais.

Não existe uma tipologia única, sistemática e explícita, ao contrário podemos encontrar diversidades de classificações que levam em conta os diferentes critérios como a linguagem, a intencionalidade e estrutura, dentre outros. É necessário estabelecer e trabalhar as tipologias textuais de forma clara e concisa, obedecendo, fundamentalmente a intenção de facilitar a produção e a interpretação de todos os textos que circulam o ambiente social, sendo de uso freqüente do cotidiano.

Segundo Kaufman (1991) dentro da tipologia é possível destacar os Textos Literários (contos, novela, obra teatral, poema); Jornalísticos (notícia, artigo de opinião, reportagem, entrevista); Informação científica (definição, nota de enciclopédia, relato de experimento científico, monografia, biografia, relato histórico), Textos instrucionais (receita, instrutivo), Epistolares (carta, solicitação), Humorísticos (história em quadrinhos), Publicitários (aviso, folheto, cartaz).

Para essa autora, os textos enquanto unidades comunicativas manifestam diferentes intenções e significações do emissor; procura informar, convencer, seduzir, entreter, sugerir estados de ânimos, dialogar com o leitor, permitindo aperfeiçoá-lo aproveitando o máximo suas possibilidades, ou seja, uma via efetiva para melhorar a competência comunicativa das diversidades dos textos.

É importante ressaltar que a fala e a escrita não são os únicos sistemas de comunicação entre o indivíduo e o mundo, pois toda representação é uma imagem que codifica o universo real. O homem vivencia em seu cotidiano diferentes formas de linguagem. No campo simbólico essas formas de linguagem não se dão apenas por uma via ? a verbal -, mas também com a não-verbal, que é dada através de signos, como por exemplo, gravuras e ruídos, ou seja, de um olhar tátil, e a escola atualmente não tem dado muita relevância a esta forma de lingüística para trabalhar a capacidade de entendimento do indivíduo.

Conforme Ferrara (1991), o texto não-verbal é uma linguagem; a leitura não-verbal firma-se também como linguagem, na medida em que evidencia o texto através do conhecimento que a partir dele e sobre ele é capaz de produzir, ou seja, é uma linguagem de linguagem. Diante disso, o texto não-verbal apresenta diluído no cotidiano, espalhando-se em escolas macro pela cidade e incorporando as decorrências de todas as suas micro-linguagens como a paisagem, a urbanização, a arquitetura, o desenho industrial ambiental, a comunicação visual, a publicidade etc., ou seja, uma maneira peculiar de ler o mundo, uma visão-leitura, que estão incorporadas à realidade.

Para tanto, ao considerar a linguagem não somente como uma mera transmissão de informação, e sim, como mediadora entre o indivíduo e sua realidade natural e social, a leitura verbal e não-verbal deve ser considerada no aspecto mais propício, que não é o de mera decodificação, mas o da compreensão.


3 Descrição do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil- PETI

O Projeto: "Nas asas da leitura" será aplicado no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), criado pelo Governo Federal e executado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, faz parte de um conjunto de políticas públicas, cujo objetivo principal é oferecer e atender crianças e adolescentes com idade entre 6 a 15 anos de idade, exceto em condições de aprendiz a partir de 14 anos. O PETI tem como proposta principal erradicar todas as formas de trabalho consideradas como precoce, ou seja, aquelas que colocam em risco a saúde e a segurança desse público.

No Município de Jequié, o Programa é composto por sete Jornadas Ampliadas (unidades/espaços onde funcionam as atividades de cunho socioeducativo para crianças e adolescentes), distribuídos em bairros, alguns destes considerados periféricos, como: Cidade Nova, Curral Novo, Jequiezinho, Joaquim Romão, Mandacaru, Pau Ferro e São Judas Tadeu. Visando incentivar e ampliar o universo de conhecimentos dos assistidos com o oferecimento de atividades de cunho sócio-educativos em todas as jornadas ampliadas, tais como, atividades esportivas, reforço escolar, atividade de lazer e recreativa, atividades culturais, atividades artísticas, atividades de construção da cidadania, etc.

O PETI é norteado por três eixos básicos segundo rege a cartilha (2004), a educação (escola), a jornada ampliada e o trabalho com as famílias. O programa deve intervir junto às famílias na permanência e no sucesso das crianças e dos adolescentes na escola, inserindo no seu dia-a-dia as questões sociais em um universo cultural amplo. A escola nesse sentido tem o papel fundamental de criar formas que permitam avaliar e ampliar o universo das crianças e dos adolescentes, especificamente no que se refere ao desenvolvimento da lecto-escrita, antes, durante e depois do ingresso no PETI.


4 Problemática

O Projeto: "Nas asas da leitura" surgiu a partir da minha experiência enquanto Coordenadora Pedagógica do PETI, nas orientações e avaliações feitas durante os planejamentos com os monitores, e principalmente da necessidade que encontra a maioria dos assistidos do Programa, que se encontra em diferentes níveis da lecto-escrita.

Segundo as monitoras, os assistidos apresentam muitas dificuldades nas atividades que envolvam a leitura, a escrita e a interpretação de pequenos textos durante as atividades que são planejadas para aulas. Dessa forma, é possível percebermos a necessidade de um trabalho pedagógico voltado para leitura.

Acreditamos que a leitura tem um papel importante na nossa vida, que é através dela que organizamos nossas idéias e nos fazemos criar, recriar visões de mundo, assim à contribuição central do nosso projeto é que os alunos percebam essa importância de forma prazerosa e interativa.


5 JUSTIFICATIVA

Devido ao uso da tecnologia as informações e os conhecimentos têm colocado na nossa sociedade contemporânea as pessoas diante de uma gama de exigências e complexidades, que requer do sujeito a leitura e interpretação de diferentes tipos de textos presente no seu cotidiano além de uma habilidade na escrita.

Numa sociedade letrada, a leitura e a escrita é uma das competências que o ser humano deve desenvolver, a fim de participar de forma ativa nos processos culturais, políticos e sociais que permeiam nas diversas atividades, propiciando a obtenção de conhecimento e informação das situações e contextos em escala planetária.

Diante desse contexto é que propomos o Projeto: "Nas asas da leitura" por entendermos a importância dos assistidos terem habilidades no que diz respeito à leitura, interpretação e escrita. Esse projeto consiste em promover um maior e agradável contato dos assistidos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil- PETI, com a leitura de diferentes textos lingüísticos.

A estratégia deste trabalho será a associação das diferentes leituras ao seu contexto social, composto de atividades de intervenção, dando possibilidade a esses assistidos um contato crítico, reflexivo, sensível e prático com os diferentes tipos de leituras (verbal e não-verbal) e produções de textos, mediando os mesmos a uma melhor compreensão, identificação e interpretação dos códigos lingüísticos que os rodeiam.

Dessa forma, a leitura e a escrita tornam-se hoje um dos maiores desafios da escola, visto que quando estimulada de forma criativa, possibilita a redescoberta do prazer de ler, a utilização da escrita em contextos sociais e a inserção da criança no mundo letrado. Pensando nesse contexto, o Projeto "Nas asas da leitura" torna-se necessário e viável, pois pretende fomentar a leitura e a interpretação por meio das diversas tipologias textuais.

6 OBJETIVOS

6.1 Geral:

? Compreender que o ato de ler é mais que decodificar, é interpretar e atender os diferentes códigos lingüísticos.


6.2 Específicos:

? Possibilitar o acesso aos diferentes materiais com os diversos códigos lingüísticos;

? Desenvolver a capacidade de interpretar os diferentes textos, fazendo relação com a vida cotidiana;

? Entender a leitura e interpretação como função social e política dentro da sociedade.

? Oportunizar aos assistidos a produção de diferentes textos.

? Fomentar o incentivo a Leitura.

?I ncentivar o gosto pela leitura de maneira dinâmica e prazerosa.

? Repensar a prática pedagógica desenvolvida durante as atividades do PETI;

? Traçar novos objetivos para um caminhar diferenciado e inovador.

? Desenvolver nas crianças novas habilidades e conquistas.

? Promover nos assistidos aspiração e encantamento pelo processo de leitura e escrita.

? Despertar o gosto pela leitura;

? Desenvolver a reescrita de histórias e a produção textual.

? Desenvolver o habito da leitura.

? Desenvolver a criatividade e a imaginação.



7 CONTEÚDOS


Ø Textos Literários: Contos, novelas, obra teatral e poema.

Ø Textos Jornalísticos: Notícias artigos de opinião, reportagem e entrevistas.

Ø Textos Instrucionais: Receitas, instrutivo e bula de remédios.

Ø Textos humorísticos: Historinhas em quadrinhos.

Ø Textos Epistolares: Cartas, solicitação.

Ø Texto de Informação Cientifica: Biografia, definição, nota de enciclopédia, relato de experimento científico, monografia e relato histórico.

Ø Textos Publicitários: folheto, aviso, cartaz e anúncio.

Ø Textos Não ? Verbal: Símbolos (placas de sinalização) e imagens.


8 METODOLOGIA


Textos Literários: Contos /poemas


1. Será apresentado o tema indagando aos mesmos se tem o conhecimento sobre o conceito de textos literários, e a partir de seus conhecimentos prévios, iremos explanar pontuando quais as suas características.

2. Serão levados para turma alguns exemplos de contos, novelas, obras teatrais e poemas, para que possam ser trabalhadas as suas estruturas, características e diferenças.

3. Diante dos textos apresentados iremos propor ao grupo para trabalhar com o conto e poemas, fazendo um aprofundamento de como é organizado estruturalmente.

4. A turma será dividida em grupos para a elaboração de um conto com os nossos auxílios e intervenções.

Textos Jornalísticos: Noticias / entrevista

1. Será apresentado o tema indagando aos mesmos se tem o conhecimento sobre o que venha a ser um texto jornalístico, e partindo de seus conhecimentos prévios, iremos explanar pontuando as suas características.

2. Serão levados para turma alguns exemplos de textos jornalísticos como, noticia, artigo de opinião, reportagem, entrevistas, para que possam ser trabalhadas dentro da sala as estruturas e suas finalidades.

3. Diante dos textos apresentados iremos oferecer ao grupo, o tipo de texto, a notícia e a entrevista, dando ênfase aos seus diferentes tipos, formas é organização.

4.A turma será dividida em grupos para fazer uma elaboração e execução de uma entrevista com outros assistidos que já passaram pelo PETI e assistidos de outros núcleos PETI, perguntando sobre as experiências, participações e importância que o Programa teve nas suas vidas, tendo nessa realização a presença de nosso auxilio e intervenção, para deixar como registro um vídeo gravado desses depoimentos.

Textos Instrucionais: Receitas / bulas de remédios

1.Será apresentado o tema indagando aos alunos sobre o conhecimento deles a respeito de textos instrucionais, como receitas, instrutivas e bulas de remédio, servindo de base para a explicação mais detalhada dos mesmos, pontuando sua importância para o uso cotidiano vivido por eles, principalmente no ambiente de trabalho. Solicitaremos que tragam receitas e instruções diversificadas como as de bula de remédios para serem analisados.

2.Juntamente com os alunos analisaremos quais as características estruturais que diferenciam os textos.

3.Partindo do seu cotidiano em dupla, deverão transcrever uma receita obedecendo a sua estrutura.

Textos humorísticos: Historinhas em quadrinhos

1.Será apresentado o tema indagando aos alunos se tem o conhecimento de personagens em quadrinhos, de suas historias e trajetórias, e partindo de suas contribuições, iremos relatar alguns deles enfocando seus personagens, desenhos, e suas representações.

2. Iremos levar algumas revistas em quadrinhos para a turma, disponibilizando-as para fazerem leituras, interpretações e produções de textos.

3.A turma será dividida em grupos para uma construção de uma história de quadrinhos de algum fato vivido por eles no PETI para ser expostos em um mural.

Textos Epistolares: Cartas / solicitação.

1.Será apresentado o tema indagando aos mesmos se tem conhecimento sobre o conceito de textos epistolares, e a partir de seus conhecimentos prévios, iremos explanar pontuando quais as suas características, citando as cartas e a as solicitações.

2. De forma mais detalhada estudaremos a estrutura física da carta e das solicitações (cabeçalho, corpo e despedida), posteriormente iremos construir um envelope para ser preenchido individualmente. Será pedido que tragam cartas antigas e atuais de suas casas para serem analisadas na aula no dia seguinte.

3.Analisaremos as cartas a partir de sua estrutura, identificando a mensagem central da mesma.

4.Será proposto aos assistidos que eles possam escrever uma carta e solicitação para as monitoras, professoras, falando sobre a sua importância na sala de aula.

5.Leremos todas as produções e selecionaremos a que representará o grupo mediante uma votação. Esta votação será realizada incluindo as cinco melhores cartas que terão sido escolhidas previamente.

6.De forma coletiva serão realizadas sucessivas escrituras da carta escolhida. Em tais reescrituras, serão efetuadas todas as modificações que se considerarem necessárias. Quando se chegar á versão definitiva todos os alunos assinarão para ser entregue a monitora.

Texto de informação Cientifica: Biografia / relato histórico

1.Será apresentado o tema indagando aos mesmos se tem algum conhecimento sobre o que venha a ser o texto de informação cientifica, partindo dos seus conhecimentos, abordaremos as características desse tipo de texto.

2.Iremos pontuar as diferenças estruturais entre os diferentes textos: definição, nota de enciclopédia, relato de experimento cientifico, monografia, biografia e relato histórico.

3. Será solicitado aos assistidos de forma dinâmica que cada um narre verbalmente um pouco de sua vida em um circulo. Em seguida informaremos que esse é um exemplo de biografia pontuando suas características.

4.De forma criativa os alunos irão transcrever sua biografia numa folha de oficio que será entregue a cada um.

5.Iremos fazer uma pesquisa sobre os relatos históricos importantes da cidade. Será feito um relato de algum lugar ou monumento histórico de nossa região.

Textos Publicitários: folheto / aviso

1.Será apresentado o tema indagando aos alunos se tem conhecimento sobre o que venha a ser os textos publicitários, explicando os tipos e as características entre avisos, folhetos, anúncios, e cartazes.

2.Levaremos para o grupo diversos modelos de textos publicitários, onde os mesmos deverão identificar os diferentes textos, seguindo suas características.

3.Indagaremos como uma atenção especial como são organizados os dados gráficos de um anuncio e folheto.

4.Posteriormente solicitaremos a cada um que construa um anuncio de vendas, sobre nossa orientação.

Textos Não- Verbal: Símbolos (placas de sinalização) e imagens

1.Serão apresentados para os assistidos, imagens e símbolos diferenciados para que os mesmos possam expor o que esta sendo observado, indagando-os: O que isto lhe faz lembrar? Após a discussão será questionado se alguém tem conhecimento, ou se já ouviu falar sobre textos não verbais, partindo para uma explicação mais detalhada do tema.

2.Trabalharemos com os símbolos (placas) para que os alunos possam identificar o seu significado, fazendo uma relação com o cotidiano, pontuando sua importância nos diversos ambientes.

3.Será feito um passeio pelo PETI, identificando os textos não-verbais, presentes no local, onde os mesmos deverão desenhar os símbolos encontrados dando os seus respectivos significados.

4.A culminância será finalizada com uma exposição de todo o material, promovendo a socialização das várias leituras feitas pelos assistidos a fim de que os mesmos percebam a importância da leitura como forma de entretenimento, informação, imaginação, conhecimento científico, artístico, dentre outros.

5.O Projeto "Nas asas da leitura" deixa como proposta em todos os núcleos PETI, a iniciativa de uma PETIOTECA (PETI+ Biblioteca), segue em anexo.


9 RECURSOS DIDÁTICOS

? Exemplares de contos
? Obras teatrais
? Poemas
? Jornais (reportagens e noticias).
? Artigos de opinião
? Entrevistas
?B ulas de remédios
? Receitas
? Revistas de gibi
? Cartas
? Folhas de ofícios
? Cartolinas
? Tesouras
? Papel madeira
? Hidrocor
? Colas
? Textos com instruções
? Folhetos
? Avisos
? Anúncios
? Imagens
? Placas de Sinalização.
? Revistas, Livros, Charges, jornais, poemas etc.


10 AVALIAÇÃO

A avaliação é um instrumento amplo e complexo que deve ser utilizado durante todo o processo de aprendizagem para diagnosticar a eficácia do ensino, aquilo que deve ser permanecido e/ou resignificado durante a prática pedagógica, para que aconteça uma aprendizagem cada vez mais significativa.

Segundo Tyler (1975, pg. 101) "[...] existem muitas maneiras de obter dados sobre mudanças de comportamento e mostra que, quando falamos de avaliação, não temos em mente um método único, nem dois ou três métodos particulares de avaliar", ou seja, o educador precisa compreender que tudo pode podem ser objeto de avaliação e este instrumento não pode ser resumida apenas a um questionário de perguntas.

Portanto, por entendermos que o ato de avaliar é algo processual, os alunos serão avaliados durante todo o processo de forma participativa e através da construção de painéis e murais, contendo todas as atividades elaboradas pelos assistidos no decorrer do desenvolvimento do projeto. Dessa forma, eles serão avaliados a partir da participação durante as aulas e através de atividades de acompanhamento.

Em suma, para que uma aula de torne dinâmica, produtiva e significativa é necessário levar em conta diversos fatores que estão envolvidos neste processo, tais como, postura do educador, métodos, recursos, visão filosófica entre outros.


REFERÊNCIAS


FERRARA, Lucrécia D?Aléssio. LEITURA SEM PALAVRAS. 2ª Ed. São Paulo: Ática, 1991.


FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Trad. Diana M. Lichtenstein, Liana Di Marco e Mário Corso. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1998.


KAUFMAN, Ana Maria; RODRIGUES, Maria Helena. ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. Trad. Inajara Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.


ORLANDI, Eni Pulcinelli. DISCURSO E LEITURA. 4ª Ed. São Paulo: Cortez, 1999.


SILVA, Ezequiel Theodoro da (org.). Alfabetização no Brasil: questões e provocações da atualidade. Campinas, SP: Autores Associados, 2007. (Coleção educação contemporânea).


SOUZA, Luiz Marques de. COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS. 9ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.


TYLER, Ralph Winfred. Como se pode avaliar a eficácia de experiências de aprendizagem? In: Princípios básicos de currículo e ensino. Tradução de Leonal Vallandro. Porto Alegre, Globo, 1975.


Por que o estágio para quem já exerce o magistério: uma proposta de formação contínua In: ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Trad. Ernani. F. Porto Alegre: Artmed, 1998.


ANEXO:

Construção de um cantinho da Leitura chamado PETIOTECA
(PETI + BIBLIOTECA)

ü Acervo de livros de qualidade, adequada a cada faixa-etária, implementando o cantinho de leitura dos assistidos;

üConstruir o hábito de ouvir histórias e sentir prazer nas situações que envolvem leitura de história;

üCompartilhar sobre suas impressões sobre as histórias lidas;

üIncentivar, apoiar e orientar o planejamento de atividades de roda de leitura, antes, durante e depois da leitura.

üPermitir que as crianças e adolescentes apreciem e tenham acesso aos livros em diferentes momentos da rotina do PETI;

üSeleção de literaturas infantil e infanto juvenil;

üCriação dos cantinhos ou varais de leitura nas salas de aula;

üCriação das caixas ou baús da leitura;

 
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Sobre este autor(a)
Graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ UESB. Atualmente trabalho como Coordenadora Pedagógica do PETI - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, na cidade Jequié-BA.
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