PRODUÇÃO DE TEXTO NARRATIVO, DISSERTATIVO,DESCRITIVO
 
PRODUÇÃO DE TEXTO NARRATIVO, DISSERTATIVO,DESCRITIVO
 


Para produzir uma narração é bom que se faça antes um esquema, ou seja, um mini-resumo dos fatos principais. Veja um exemplo de esquema e em seguida a narração:
- O sonho com uma moça belíssima;
- A vida normal - o esquecimento do sonho;
- Uma festa em outra cidade;
- O encontro com a moça do sonho;
- O casamento e o sonho que se tornou real.
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http://www.webartigosos.com/articles/39912/1/UM-SONHO-REAL/pagina1.html

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Os esquemas nos ajudam muito a compor um bom texto. Todos os escritores usam esquemas. Cada um possui uma maneira diferente de esquematizar um enredo. Agora vamos dar alguns esquemas e em seguida cada um fará o seu texto

A CASA ASSOMBRADA

- A chegada à casa à meia noite;
- A procura de um lugar para dormir
- O escuro atrapalha, mas deita-se assim mesmo;
- Os vermes caem do telhado;
- O dia amanhece e a surpresa;
- O defunto e o enterro dele.

UM ET BRINCALHÃO
- Tarde da noite dormimos muito cansados;
- Um barulho e um clarão no quintal;
- O disco voador e os Ets;
- Minha conversa com os Ets;
- Um Et brincalhão.

ACORDEI NO CÉU
- A farra durante a noite inteira;
- A saída de carro a 200 kms por hora;
- A batida no poste, a morte;
- Chegando ao céu, São Pedro olha na lista de pecados;
- A condenação, a ida para o inferno;
- O despertar quando o fogo começa a queimar o bumbum.

DISSERTAÇÃO

A seguir vamos dar alguns resuminhos para que o aluno produza alguns textos sobre eles:
1.A cordialidade do Brasileiro. A gentileza das pessoas. Os cumprimentos, os abraços, apertos de mão. A conversa fraterna. A ajuda mútua. A alegria do povo brasileiro. Os bate papos, tomar caipirinha na casa do vizinho, as pescarias, joguinhos de futebol, as conversas sobre mulheres ou homens. Etc.
2.A difícil entrada em uma universidade. Os vestibulares complicados, as escolas públicas e particulares. A não preparação de professores e alunos. Os conteúdos diversificados nas escolas. A não padronização do vestibular. Os altos custos dos cursinhos. As profissões mais procuradas. Depois de formados a difícil tarefa de arrumar um lugar para trabalhar.
3.A vida dos jovens de hoje. A liberdade para tudo. O trabalho para os jovens. Os estudos. Os passeios. O namoro liberal. Os bailinhos. Os encontros noturnos. A preguiça. O perigo das drogas e da gravidez. A responsabilidade para o futuro.

15-DESCRIÇÃO

É a cópia fiel do objeto, do animal, do ser ou da pessoa os quais vai-se descrever. É contar tudo como realmente é, sem omitir as coisas principais. É a exposição de algo que vemos ou imaginamos de tal forma que o objeto descrito parecer sido visto.
Na descrição exige-se muita observação para que possamos descrever melhor sobre o que vemos ou supomos ver. Também não devemos nos prender a detalhes menos importante, pois eles transformar-se-iam em inconvenientes enfadonhos ou trabalho longo demais.
A descrição oferece uma visão geral do objeto, os pontos mais importantes, essenciais, de modo que uma pessoa que a lê, supõe-se, realmente, estar vendo o objeto descrito. Ela deve dar a impressão de levar a pessoa até o objeto descrito.
Difere da narração por não apresentar o enredo, ou como alguns preferem, não apresenta a história. Prende-se apenas ao objeto descrito, sem o homem entrar em ação. Ela não descreve o que o homem faz, pois neste caso seria narração.
Veremos a seguir alguns modelos de descrição, em seguida colocaremos duas figuras para que você faça também duas descrições:


PRAIAS BRASILEIRAS
Revista Primavera em flor
Ano XV n.08 - 1968

O Brasil vende sol e praia o ano inteiro. Suas portas estão sempre escancaradas para o azul do oceano e do céu. Oferece todo dia uma mensagem fraterna, de abertura para outros povos e outra gente.
E o sol encontra todas as manhãs, para colorir numa explosão de luz, os mais diversos quadros litorâneos de natureza tropical.
É uma visão mágica este encontro com o mar. Surgem contrastes surpreendentes. Combinações de montanhas, praia, natureza agreste e presença do homem a socar cimento de baixo para cima, de areia para o céu. São as praias elegantes a exibir residências e prédios de linhas requintadas. Deslumbra a beleza que parte das curvas perfeitas das praias ajardinadas com impressionantes conjuntos arquitetônicos. Pistas negras de asfalto em harmoniosas paralelas, à noite, luzes fosforescentes se acendem abaixo dos pés da gente e traçam um cintilante contorno da cidade até a linha sem fim do cais. Às vezes a paisagem urbana mistura-se com as casas dos pescadores e dos veranistas. Aliás, toda a costa brasileira especialmente do nordeste, está pontilhada pelas choupanas dos jangadeiros.
Não raro o quadro muda bruscamente. É um verdadeiro "show". Enseadas tranqüilas de águas transparentes. A paisagem primitiva surpreende. Espetáculo, à parte, é na madrugada quando barcos e canoas de todos os tipos e feitios retornam das incursões noturnas, trazendo para a terra os produtos do mar. São pontos da costa que a natureza mais retocou. Porém, em outros pontos ela é rude e não foi ainda trabalhada. Costões de pedra recebem ondas raivosas contra os rochedos, erguendo montanhas de espumas, nesses trechos, mesmo quando o mar está calmo as ondas são fortes e traiçoeiras. Quando encrespa, então, nem se fala. Intimida os que se aproximam, muito mais ao anoitecer, quando luzes fugazes de algum farol testemunham o fascínio de um mar revolto. Os jangadeiros aparentemente reservados, tímidos, enfrentam todos esses perigos, mas parecem ter vergonha de serem heróis. Eles, que passam noites de tempestades com a fúria dos ventos - quebram mastros e rasgam velas...
No sul, as praias são muitíssimo recortadas: enseadas, baías, ilhas e rochedos. Os quadros se multiplicam a cada momento oferecendo ao observador as mais variadas paisagens. A monotonia daí se desterrou e para sempre. Em cada minuto e sem olhar novos "slides" se projetam diante dos nossos olhos. E o paredão da serra do mar, antepondo-se à vastidão do oceano lhe dá uma característica própria.

ROÇA DE CACAU
São Jorge dos Ilhéus - Jorge Amado
Livraria Martins Editora

A sombra das roças é macia e doce como uma carícia. Os cacaueiros se fecham em folhas grandes que o sol amarelece. Os galhos se abraçam no ar, parecem uma única árvore subindo e descendo o morro.
Tudo nas roças de cacau é em tonalidades amarelas, onde, por vezes, o verde rebenta violento. De um amarelo aloirado são as minúsculas formigas pixixicas que cobrem as folhas dos cacaueiros e destroem a praga que ameaça o fruto. De um amarelo desmaiado se vestem as flores novas que o sol pontilha de amarelo queimado.
Os frutos maduros lembram lâmpadas de ouro de catedrais antigas.
Uma cobra amarela - uma "papa-pinto" - acalenta o sol na picada aberta pelos pés dos lavradores. E até a terra, barro que o verão transformou em poeira, tem um vago tom amarelo, que se prende e colore as pernas nuas dos negros e dos mulatos que trabalham na poda dos cacaueiros.
Dos cocos maduros se derrama uma luz dourada e incerta que ilumina suavemente os pequenos ângulos das roças. O sol que se filtra através das folhas, desenha no ar colunas amarelas de poeira, que sobem para os galhos e se perde por cima das folhas mais altas. Os juparás, macacos plantadores de cacau, pulam de galho em galho, numa algazarra, sujando o ouro dos cacaueiros com seu amarelo fosco e sujo. A "papa-pinto" desperta, estira seu dorso cor de gema de ovo e parece uma vara de metal. Seus olhos amarelos de cobiça fitam os macacos que passam, bando buliçosos e alegres. Caem todas de sol através dos cacaueiros. Vão rebentar em raios no chão, quando batem nas poças de água lhe dão um colorido de rosa-chá. Como se houvesse uma chuva de topázio caindo do céu, virando pétalas de rosa-chá no chão de poeira ardente. Há todos os tons de amarelo na tranqüilidade da manhã das roças de cacau.
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É possível e aconselhável fazer também um esquema de uma descrição. A seguir vamos colocar um esquema e transformá-lo em um pequeno texto. Depois o aluno fará o mesmo com os esquemas seguintes:

O CASARÃO DA FAZENDA
- O casarão branco caiado
- O grande pomar ao fundo
- A senzala ao lado
- O curral e as mangueiras na frente
- A serra e os chiqueiros de porcos

" Parecia um gigante branco perdido no meio da floresta. O Casarão da fazenda era enorme. Possuía muitas janelas e algumas portas. Fora caiado todo de branco. Era enorme, parecendo um grande hotel, mas estava em plena fazenda.
Ao fundo destacava-se um grande pomar: laranja, lima, caju, tamarino, tangerina, banana. Todas estas frutas foram plantadas ainda pelos escravos.
Ao lado do casarão havia também a senzala onde moravam os escravos ao tempo da escravidão. Também era enorme, tinha muitos quartos. Moravam todos juntos, pois as instalações eram apropriadas para isto. Era porém de uma cor diferente e bem mais baixa que o casarão. Era bem melhor que as favelas de hoje.
Na frente da senzala e do casarão havia um grande curral e também diversas mangueiras. Ali era colocado o gado da fazenda para a ordenha. Toda a frente era coberto por um lindo gramado, todo verdinho.
O casarão era também todo cercado por serras com pedras calcáreas. Isto dava um aspecto belíssimo à fazenda. A serra toda verdinha coloria ainda mais o ambiente. Também numa ponta destas serras havia a caieira que abastecia a fazenda, bem como a cidade vizinha.
Entre a serra e o casarão existiam muitos chiqueiros de porcos abarrotados de suínos. Era o único aspecto negativo da fazenda porque transmitia um fedor horrível ao ambiente.

A FLORESTA FECHADA
- A grande quantidade de árvores
- As árvores gigantescas
- Os pássaros e seus cantos
- O ar puro e o frescor da mata
- O vento saboroso
- Os animais silvestres e o medo que davam

A SELVA DE PEDRA
- Os prédios gigantescos
- O barulho ensurdecedor
- As favelas dos morros
- A infra estrutura precária
- Os carros e os perigos

Para se fazer bem mesmo uma descrição é aconselhável levar a pessoa ao local que se quer descrever. Assim num campo, levam-se os alunos a este lugar, coloca-se embaixo de uma árvore, num ambiente com sombra, bem fresquinho. Garanto que sairá bons trabalhos. Caso não seja possível levar os alunos, então aconselha-se a trazer figuras para sala de aula. Aqui vamos inserir uma figura e os alunos farão a descrição da mesma em seus cadernos.
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Henrique Pompilio de Araújo - Paranaense, formado em Letras, Direito e Teologia. Professor aposentado. Escritor com alguns livros publicados e muitos artigos distribuidos por jornais e revistas. Atualmente dirigindo o Lar Espirita Caminheiros da Luz. Residente e domiciliado em Cuiabá, casado, pai de...
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