Pedagogia Tradicional
 
Pedagogia Tradicional
 


CONCEPÇÕES CONTEMPORÂNEAS DE EDUCAÇÃO: PEDAGOGIA TRADICIONAL


Aldelei Aluisio dos Santos
RESUMO

A Pedagogia Tradicional é uma das concepções contemporânea de educação, e por se tratar de uma das mais aplicadas concepção de educação ate os dias de hoje, esta foi escolhida para tratarmos um pouco a respeito dela. A Pedagogia Tradicional é conhecida por não possibilitar uma maior interação entre o professor e o aluno, por isso ela é tão criticada, pois não permite que o aluno busque um maior entendimento dos assuntos, já que ele é tratado passivamente como mero ouvinte, que precisa apenas decorar o conteúdo, neste trabalho veremos as verdadeiras intenções da Pedagogia Tradicional desde sua verdadeira essência.

Palavras-chave: Ensino; Solução; Criticas.


1 INTRODUÇÃO

A educação passou por varias mudanças nos últimos tempos, e essas mudanças provocaram uma serie de novas concepções de educação, as chamadas "concepções contemporâneas de educação", entre elas esta uma das mais antigas e discutidas que é a Pedagogia Tradicional.

A Pedagogia Tradicional é de fato muito discutida, por ela ser adotada ate hoje em dia nas escolas e também por ser polemica, já que ela assume um papel bem definido onde o professor é autoridade máxima, responsável em ter conhecimento e de transmitir este conhecimentos aos alunos que devem assumir um papel apenas de escutar e memorizar, e onde não há nenhuma participação no sentido aluno-professor.

Há também aqueles que dizem que a Pedagogia Tradicional se fosse realmente aplicada em sua essência sem distorções, ainda é a melhor forma de ação, e realmente se esta concepção fosse aplicada de forma correta onde os conteúdos fossem aplicados conforme o aprendizado do aluno seria sim uma ferramenta de suma importância, por isso estudaremos o que realmente é a Pedagogia Tradicional.

2 O ENSINO NA PEDAGOGIA TRADICIONAL

O ensino tradicional é uma das concepções contemporâneas mais antigas, e é um ensino que predomina nas escolas ate hoje. A pedagogia tradicional fica presa a um ensino padronizado, que muitas vezes não permite a inovação e também uma interação maior entre aluno-professor.

No primeiro momento a escola surge como combatente a ignorância, ou um instrumento para combater e resolver o problema da marginalidade, onde a escola se centraliza no professor que transmite gradativamente o conteúdo aos alunos, e a estes cabe assimilar os conhecimentos transmitidos, sem se preocupar com problemas sociais ou outros que poderão surgir.

Mas a tendência Tradicional e classificada também segundo Libanêo (1985, p.75),

Nesta tendência o papel da escola consiste na preparação moral e intelectual dos alunos, para assumir sua posição na sociedade. O compromisso das escolas é com a cultura, os problemas sociais pertencem a sociedade.

Na Pedagogia Tradicional o professor é autoridade máxima, ele deve ter um nível de conhecimento razoável, já que é ele que deve passar para os alunos os conhecimentos históricos. O professor na maioria das vezes se limitam a transmitir a matéria de forma global sem se preocupar com as individualidades, e os alunos se limitam a apenas "escutar e memorizar", o que o professor passa, não havendo participação.

Essa é a forma como a Pedagogia Tradicional é manifesta hoje, mas de forma errônea, já que na essência a proposta da pedagogia tradicional é segundo Pimenta (1991, p. 90):

O ensino corresponde numa aprendizagem onde o professor da a matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma recapitulação da aula anterior corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa a frente, se ficou duvidas é preciso que se prolongue mais esta matéria, depois de solucionar todos os problemas, ai podemos prosseguir com a matéria.

Um fator que não é cumprido e que tende a levar o aluno que não consegue aprender, tendo de abandonar a escola, pois o professor só transmite a matéria e não se preocupa em ajudar os alunos no solucionamento de suas duvidas.

Esta tendência compromete a transformação da sociedade, já que não há questionamentos e nem pensamentos críticos, os homens e mulheres apenas serão capazes de repetir o que lhe foi repassado em qualquer disciplina, o que desenvolve apenas a memória e a retenção de informações. Trabalhar o pensamento crítico e reflexivo fica em segundo plano, de forma aos alunos não perceberem todo processo alienatário e excludente presente na sociedade capitalista.
Segundo Gentil, (1999, p. 25):

A situação da escola não pode permanecer como se apresenta, tanto no aspecto estrutural ou organizacional, quanto no aspecto de conceber e tratar o conhecimento; é urgente que seja modificada. São tão grandes os desafios do mundo de hoje para a educação que é fundamental procurar caminhos eficientes. Tem-se de agir, não se pode continuar esperando que as soluções venham de cima para baixo, nem ficar alheio a todas estas mudanças sociais e culturais que ai estão e abalam definitivamente as necessidades das pessoas quanto a sua formação e qualificação para o trabalho.

Os educadores que almejam superar a Pedagogia Tradicional, tendem a superar ideologias e utilizar uma linguagem adequada a sua "clientela", isto é, levar o aluno no caminho do conhecimento , independente de classe social, estimular os alunos na construção do conhecimento a partir de fatores culturais em permanente reação com a ambiente e a linguagem, já que para Libâneo (1985, p. 80):

Os governos estão deixando que a escola permaneça numa agonia sem fim, não para matá-la, mas para mante-la dentro dos limites mínimos de sobrevivências, tal como vem fazendo o povo. Não esta nos planos do governo a elevação da escola porque não interessa a classe dominante à formação cultural verdadeira que libertaria os indivíduos e possibilitaria a tomada de consciência dos mecanismos de dominação capitalista.

A Pedagogia Tradicional que Libâneo mostra é aquela que não respeita as individualidades do aluno e que faz o ensino permanecer distante da realidade dos alunos, já que o conhecimento absoluto vem dos professores, o que fazer com as experiências e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos em seu meio? Por isso a necessidade e a preocupação de que a educação parta do geral, para o particular, tornando a educação um processo dinâmico e dotado de significado aos alunos.

3 A PEDAGOGIA TRADICIONAL E AS ESCOLAS

Quanto ao fato da Pedagogia Tradicional estar presente nas escolas ate hoje, é importante que os professores saibam que a escola não deve ficar presa a velhas concepções sem que haja pelo menos uma certa "modernização", ou adequação destas concepções para a realidade atual de uma escola cada vez mais digital e de novas idéias, levando em consideração também as necessidades da sociedade, com o objetivo de promover o progresso e quem sabe ate um equilíbrio social. Segundo Berman (1986, p. 34):

A escola como uma instituição que deve procurar a socialização do saber, da ciência, da técnica, e das artes produzidas socialmente, deve estar comprometida politicamente e ser capaz de interpretar as carências reveladas pela sociedade, direcionando essas necessidades em função de princípios educativos capazes de responder as demandas sociais.

4 CONCLUSÃO

O estudo da Pedagogia Tradicional, erroneamente aplicado nas escolas é uma espécie de educação alheia as experiências e reais necessidades dos alunos, já que promove uma certa padronização do conhecimento, onde o professor é o dono do conhecimento e transmite aos poucos para seu aluno que passivamente apenas memorizam o conteúdo de forma a saber, ou melhor decorar, sem uma mínima interação aluno-professor.

É fundamental ultrapassar as barreiras do tradicionalismo para que a sociedade deixe de ser alienada as suas reais condições, e busque uma "revolução" através da educação.

Compreende-se também que este seja um desafio das escolas e da sociedade transpor esta pedagogia tradicional, já que os governantes realmente não proporcionam projetos eficazes as escolas e ao contrario desmotivam os educadores a mudarem e serem ousados, e muitas vezes estes profissionais, difundem de magistérios carregados de ideologias dominantes e que são pouco aproveitadas para as massas populares.

6 REFERÊNCIAS

PIMENTA, Selma Garrido; O pedagogo na escola publica. São Paulo: Loyola, 1991.

GENTIL, Pablo; Pedagogia da Exclusão. Criticas a Educação. Petrópolis, Vozes, 1999.

LIBÂNEO, José C.; Democratização da Escola Publica a Pedagogia Crítico Social
dos Conteúdos. São Paulo, Loiola, 15ª edição, 1985.

BERMAN, Marshall; Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo, Companhia
das Letras, 1986.
 
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