AS QUATRO DINÂMICAS

DO CRENTE NORMAL

 

Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus.  Colossenses 1.10.

 

Paulo, o zeloso apóstolo do Senhor, escreveu algumas epístolas às igrejas nascentes, orientando-as a um viver diferente, santo e abençoado. Impressionou-nos neste texto as quatro dinâmicas que ele colocou diante dos irmãos daquela igreja.

 

1º.) Andar dignamente diante do Senhor. O dicionário de sinônimos apresenta alguns termos muito interessantes que dão a mesma idéia de dignidade: Compostura, decoro, decência, recato, distinção, excelência, nobreza... Isto é tudo o que desejamos ver em alguém, principalmente alguém que amamos, com quem convivemos. Mas tudo isto tem que ser diante do Senhor. Por quê? Porque há muitos que demonstram tudo isto diante dos homens, mas não são retos perante Deus. Andar dignamente diante do Senhor é ter uma vida íntima, intrínseca, interior, profunda, espiritual, sobrenatural, cheia de virtude.

 

2º.) Agradando-lhe em tudo. A Bíblia está cheia de tarefas aparentemente impossíveis, aparentemente além das nossas forças e alcance. Paulo está dizendo aos colossenses que eles tem que não somente andar dignamente diante do Senhor, mas tem que agradá-lo em tudo. Isto significa que desde o nascer do sol até o seu ocaso, em tudo o que realizarmos, tudo o que falarmos, tudo o que pensarmos, tem que existir este marco, este tremendo mister de agradar ao Senhor em tudo. Mas, como agradar ao Senhor em tudo? Parece quase impossível, mas é possível. Como? No livro dos Salmos encontramos esta questão dirigida aos jovens: Salmos 119.9: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra”. Outra coisa: sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Então, para agradar a Deus é imprescindível ter fé. E o teorema continua: como obter a fé? A resposta está em Romanos 10.17: “De  sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”.

 

3º.) Frutificando em toda a boa obra.  Como já dissemos, a palavra de Deus é absoluta em tudo. Aqui não estamos sendo instados a frutificarmos em algumas boas obras, fazermos algo, darmos uma parcela de contribuição, não! Temos que frutificar em TODA boa obra. Conheço muitos que me criticam porque não concordo com o dizimo obrigatório, legalista. Um deles chegou a dizer que eu levo uma vida miserável porque não dou o dízimo. Ledo engano, amigo. Você é que está sendo infiel, porque tenho certeza que não dá 10% de tudo o que ganha. Pois fique sabendo, seu julgador, que eu dispus 45% dos meus proventos para a obra de Deus. William Colgate chegou a dar 80% e o dono da Catterpillar chegou a dar 90%. Dez por cento é justiça de fariseu e saduceu. Existem muitos que estão dando dez por cento de seus ganhos, sem computar outras coisas que ganha e pensam que estão sendo justificados. Eu vi uma esposa de pastor em São Paulo preocupada em saber quanto custaria uma penca de bananas que ganhou de uma irmã, para tirar os centavos de dízimo. Por quê? Porque ela, como muitos, tem que saber o que custa R$3,00, para dar trinta centavos de dízimo. Porque não arredonda e dá 50 centavos? Veja em quantos labirintos a gente cai quando começa a pautar a vida cristã pela fria lei do Velho Testamento.

 

4º.) Crescendo no conhecimento de Deus. Para mim esta é a coisa mais importante de todas. Por quê? Porque quando crescemos no conhecimento de Deus, todas as três orientações anteriores se tornam realidade. Oséias 6.3 diz: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor. A sua saída, como a alva, é certa e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. A igreja de Corinto era uma igreja cheia de problemas e o cerne desses problemas é denunciado pelo apóstolo Paulo. Veja o que ele diz: “Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus. Digo-o para vergonha vossa”. 1 Coríntios 15.34. Agora me perdoem os apáticos, impassíveis, inertes, estafermos e é melhor dizer logo o nome certo – preguiçosos – mas só se adquire o conhecimento de Deus com a leitura da Bíblia. Essa leitura tem que ser feita reverentemente, com amor, sistematicamente, metodicamente, pacientemente, atentamente, objetivamente, analogicamente, tematicamente, contextualmente, confiantemente, de mente aberta, por revelação (para a qual tem que ser pedida a intervenção do Espírito Santo de Deus).

 

Que esta orientação abençoada do apóstolo Paulo possa permear toda a nossa vida.

Revisado por Editor do Webartigos.com