A IMPORTÂNCIA DO ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 
A IMPORTÂNCIA DO ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 


1 INTRODUÇÃO


Estudar a aprendizagem no qual já existe um considerável número de pesquisas a respeito, pode não parecer uma novidade. Contudo, este estudo se justifica, uma vez que o enfoque será dado a educação infantil.
Desta forma, através das atividades de aprendizagem, a criança é desafiada a ir ao encontro do novo, produzir, elaborar e reelaborar conhecimentos, sendo o Professor o mediador desse processo. Sendo aquele que planeja as atividades produtivas para estabelecer a aprendizagem, a investigação e a pesquisa que orientam as mudanças de conceitos.
Para que a aprendizagem aconteça é necessário que se institua em um ambiente onde o ajustamento afetivo seja a condição primordial. Os estudos dos teóricos sobre afetividade e a partir de pesquisas perceberam a interação que existe entre o ambiente familiar e a escola como o segundo ambiente socializado.
Portanto, a criança deverá sentir-se segura, acolhida e protegida por todos envolvidos no seu processo de aprendizagem; e para tanto é necessário que a família, comunidade e escola estejam sempre presentes.

Assim, uma criança que cresce em um ambiente de discórdias pode sofrer duas reações, ou ela segue o exemplo de seus pais porque viu, aprendeu e não soube em sua adolescência que é uma fase de escolhas. Ou segue o exemplo de outras pessoas. Mas o importante é que siga o caminho da aprendizagem.

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2. A HISTÓRIA E A ORIGEM DA EDUCAÇÃO INFANTIL


A história da educação infantil deve-se assim associar o surgimento da mesma em decorrência da história da produção e da reprodução da vida social de nosso país. Os fundamentos da educação infantil tanto sociais, morais, econômicas, culturais e políticos da sociedade antiga foram sendo superados desde a instauração da sociedade moderna no século XVI.
Vale ressaltar que foi no início do século XVII, que surgiram as primeiras preocupações com a educação das crianças pequenas, onde essas preocupações foram resultantes de reconhecimento e valorização que elas passaram a ter no meio em que viviam. Apesar de uma grande parcela da população infantil continuar sendo educada segundo a antiga prática de aprendizagem; o surgimento de sentimento de infância provocou mudanças no quadro educacional.

De acordo com o princípio de globalidade, um dos pressupostos básicos da teoria sistêmica é que toda e qualquer parte de um sistema está relacionado com as demais partes, e a mudança em alguma delas provocará transformações nas demais e conseqüentemente afetará o sistema total
(CABRAL, 1987, p. 45).

Desta forma, a criança precisa envolver-se em um ambiente escolar de modo a sentir-se acolhida e protegida em todos os sentidos, para que seja possibilitado seu desenvolvimento em sua totalidade, sem descaracterizar suas origens no seu processo de aprendizagem, e para tanto é necessário que a família, comunidade e escola estejam sempre presentes.

Seu desempenho, sempre colocado à prova, é visto como motivo de status e aceitação, tanto por parte dos adultos como por seus pares. Passar por uma situação de fracasso ou que coloque sua capacidade em dúvida pode gerar um desconforto e um sentimento de desvalorização, que uma vez prolongado pode gerar problemas mais sérios de adaptação da conduta, além de afetar de maneira intensa a confiança e o valor atribuído a si mesmo. (MARTINELLI, 2001, p.114).

Segundo Campanella (1568-1639) em sua obra "Cidade do Sol", criticou o ensino servil da gramática e da lógica aristotélica e ressaltou a importância das crianças aprenderem ciências, geografia, os costumes e as historias pintadas nas paredes das cidades, "sem enfado, brincando". Mas o que importa sempre é a forma ao aprender.


3 AS INFLUÊNCIAS TEÓRICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Segundo Kramer (1992), existem basicamente três tipos de tendências predominante hoje no Brasil, nos programas educacionais para as crianças menores de 6 anos:
1) Tendência romântica, que recebe a pré-escola como um "jardim de infância", onde a criança é "sementinha" ou " plantinha" que brota e a professora "jardineira";
2) Tendência cognitiva, de base psicogenética que enfatiza a construção do pensamento infantil no desenvolvimento da inteligência e na autonomia;
3) Tendência crítica, que vê a pré-escola como lugar de trabalho coletivo, reconhece no professor e nas crianças, sua condição de cidadãos e atribuir à educação o papel de contribuir para a transformação social;

3.1 PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS QUE INFLUENCIARAM E AINDA INFLUENCIAM A PRÉ-ESCOLA BRASILEIRA

O escritor francês Rousseau (1712-1778) de origem suíça foi um precursor da ideologia democrática burguesa e critico do feudalismo. Em termos da educação, destaca-se por combater as idéias que prevaleciam em seu tempo: a criança não seria um adulto em miniatura, mas teria necessidades, características e condições de desenvolvimento próprias.
Vale ressaltar que Rousseau foi um crítico da escola de sua época: considerava que a educação fosse resultado do contato da criança com a natureza. Entretanto era também um moralista: ao mesmo tempo em que recomendava, às mães, o aleitamento materno, afirmava que afagos em excesso provocavam "vícios".

[...] elaboração de fichas com a "decomposição das famílias fonêmicas correspondentes aos vocábulos geradores" (FREIRE,1979,pg.112-115).

Rousseau considerava que o processo de formação do indivíduo deveria conter uma educação baseada a experiência (??ver com os próprios olhos ?? ao invés da racionalização). Ao contato com a natureza surgiria a capacidade de discerni.
Segundo Locke precursor do empirismo, corrente que prioriza o conhecimento em relação ao ser: o conhecimento surgiria a partir da relação entre o sujeito e o objeto, e desse conhecimento resultaria o pensamento, que permitiria ao sujeito apreender o objeto. Nega, portanto as idéias inatas e dá prioridade à experiência, tanto externa (ou sensação), quanto interna (ou reflexão).
A polêmica, desencadeada pó Locke, de um lado, e por Rousseau, por outro, persiste os dias de hoje: afinal, o ser humano é produto da hereditariedade (ou seja, já nasce com suas habilidades e potencialidades) ou do meio ambiente (isto é, sua experiência determinará o que poderá ser)?
Decroly (1871-1932) em 1901 fundou uma escola para crianças excepcionais, atividade infantil, sua percepção global e a necessidade de inserir a criança em seu meio natural são princípios básicos, e constituem a base do que denominou de psicologia associativa, que integraria os aspectos perceptivos, visuais e verbais de uma atividade.
Dessa forma seu método tornou-se mais conhecido como os ??centros de interesses??, do contato da criança com o meio.
Assim a criança passava por três momentos: observação, associação e expressão. Para ele uma sala de aula pode acontecer em qualquer parte como: na fazenda, na loja, no mercado, na oficina, no campo, no museu, num jardim ou numa cozinha, numa viagem etc.

Vale ressaltar que Piaget (1896-1980) desenvolveu uma teoria do conhecimento, chamada de Epistemologia Genética. Para Jean Piaget, o pleno desenvolvimento da personalidade, sob seus aspectos mais intelectuais, é inseparável do conjunto dos relacionamentos afetivos, sociais e morais que constituem a vida da escola (1994, p.61).
Diante desse contexto é necessário que o professor compreenda o aluno enquanto sujeito do conhecimento em sua plenitude. Na maioria das vezes nos perguntamos, porque as crianças não ?aprendem?, mas não nos perguntamos por que nos negamos tanto a aprender a ?educar?.
Para ele a Inteligência humana se constrói e se desenvolve em função de interações sociais, e da ação do ser humano sobre o meio em que vive.
Esquemas: a estrutura básica do conhecimento de objetos, pessoas, situações. são as idéias mentais que formamos a partir dos estímulos no meio, para que haja aprendizagem;
Equilibração: todo conhecimento passa pelo processo de assimilação (apreensão das características) e de acomodação (utilização e modificação de esquemas conforme a situação), que juntos vão formar a equilibração (o próprio conhecimento);
Estágios: todo ser humano passa por estágios de desenvolvimento:
a) Sensório - motor (de 0 a 2 anos) ? do uso dos reflexos, que a criança já traz ao nascer, à ação motora (sentir e reagir com o corpo); período da inteligência prática (aos poucos vou conhecendo, descobrindo para que serve, o que existe ao seu redor ??. E formando uma idéia mental);
b) Pré - operatório (2 a 6 anos) ? caracteriza-se pelo uso de símbolos para reprensentar as coisas do mundo (voltando para si), sem muita flexibilidade;
c) Operatório ? concreto (6 a 12 anos) ? a criança começa a compreender os significados das situações que consegue dominar, manipular;
d) Operatório - formal ( de 12 anos em diante )- aqui já existe o pensamento a partir de hipótese e deduções; já se distingue o que é real do que é possível.
? A teoria de Piaget trouxe algumas implicações para a educação:
? Modificação da postura do professor - ensinando a partir da relação entre crianças/crianças, crianças/adultos, do conhecimento que a criança já traz, de jogos, de materiais existentes no meio; compreendendo como a criança pensa para propor atividades que possa fazer e compreender; ensinando conteúdo e processo (como se chegou a esse conteúdo), encorajando, inclusive, os erros infantis;
? Modificação do conceito de "erro?? - os erros mostram como a criança compreendeu as situações, os objetos, as pessoas, e representam verdadeiras hipóteses do que ela aprendeu;
? Modificação do sistema de correção/avaliação ? ao invés de corrigir uma resposta "errada??, corrigir o processo, refazendo as situações de outras formas (para compreender melhor), sem dar as respostas prontas.

3.2 A PRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SEUS OBJETIVOS

? Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
? Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem - estar;
? Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto - estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
? Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
? Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
? Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido,
? Expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
? Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.


4 AS INFLUÊNCIAS TEÓRICAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


Para entender o processo de desenvolvimento infantil é importante em primeiro lugar, fazer uma distinção entre crescimento e desenvolvimento. O crescimento está ligado nos atributos que podem ser medidos e quantificados como o peso ou a altura. O crescimento é, em síntese, aquilo que se pode medir no desenvolvimento, em alguns casos é o que permite a avaliação desse desenvolvimento.
O termo desenvolvimento é mais abrangente se refere aos avanços que o ser humano empreende ao passar por determinadas experiências reagindo a elas e conseqüentemente modificando-se.
O desenvolvimento trata-se de um processo único em que se alternam períodos menos ativos em que os avanços ou ganhos de uma fase influem decididamente nas posteriores. È como uma linha em espiral em que há avanços progressivos e retrocessos.
Todos os aspectos do desenvolvimento estão intimamente ligados e exercem influencia uns sobre os outros. Em cada ato ou atividade da criança se percebe a existência dos diferentes aspectos que formam sua personalidade.

5 CONCEPÇÃO EXISTENCIALISTA DE SER HUMANO


O ser humano é visto como "projeto dos seus atos", considerado como indivíduo único e situado no tempo no espaço. Visão de ser humano que se centra na existência, na vida, na atividade e sensibilidade humana. Cada indivíduo é compreendido a partir de suas diferenças individuais, de suas capacidades e potencialidades individuais.

A criança que vive em ambiente familiar equilibrado e que lhe oferece e condições mínimas de experimentar e expressar suas emoções tem chances de lidar com maior segurança tranquilidade com seus sentimentos e pode, dessa maneira, trabalhar com seus sucessos e fracassos de forma mais adequada. (MARTINELLI, 2001, p. 114)

Contrapondo-se ao "adultocentrismo" e ao "racionalismo" da pedagogia tradicional, ROUSSEAU (1979:44) enfatiza no processo educacional a criança, enquanto ser em formação e cuja etapa da infância é fundmental para seu desenvolvimento bio - psiquico. Evindencia a sensibilidade, o sentimento como elementos constitutivos na formação da criança e a autonomia da criança no distintamente a ligação dessas sensações com os objetos que as provocam??
A aprendizagem apresenta-se como significativo, na medida em que direciona-se para a realização da pessoa que aprende, para que entenda como se sente, age e pensa, descobrindo a sua identidade como pessoa. A aprendizagem tem raízes na realidade existencial e cultural do educando. Isto significa que a aprendizagem humana é simbólica, passando a ser importante a percepção dos sentidos da existência pelo próprio educando e pelo educador, cuja tarefa é orientar os educandos a educar os sentidos a partir deles (capacidade perceptiva), conhecer, pensar, refletir e estabelecer relações significativas com a realidade social vivida ( capacidade cognitiva e interpretativa). (REZENDE,1990).


6 PROFESSOR VERSUS ALUNO


O professor passa a ser o estimulador, o orientador da aprendizagem do aluno, que como sujeito, vai "aprender a aprender", ou seja, assimilar os mecanismos de busca do conhecimento.
A educação fundamenta-se no princípio da liberdade, sendo a criança livre, autônoma, no processo de investigação do conhecimento, no qual o professor estimula ao aluno pensar, criar, produzir e pesquisar.
As relações professor e aluno passam a ser consideradas como democráticas, porque não e mais professor que escreve, mas o aluno passa a ser um elemento ativo no processo educacional. È uma relação que se fundamenta na amizade, no sentimento e na afetividade.
Como a preocupação do educador é tornar a criança psicologicamente feliz, e desenvolver suas habilidades individuais, há necessidade de mudanças significativas na organização do espaço escolar, com a introdução do colorido, do belo, da alegria, através da música. O método de ensino é o da pesquisa, da experimentação, da manipulação dos objetos, da busca de soluções de problemas e da descoberta. Passa a ser importante os trabalhos em grupo e os individuais. A pedagogia Nova, apesar de apresentar elementos pedagógicos significativos de mudança no processo educativo, também é alvo de critica pelos autores "progressistas", que a consideram "a - histórica", desvinculada do contexto político-econômico da sociedade.


9 AFETIVIDADE E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Pode-se dizer que é a dinâmica mais profunda e complexa de que o ser humano pode participar. Inicia-se a partir do momento em que um sujeito se liga a outro pelo amor, sentimento único que traz no seu núcleo um outro, também complexo e profundo: o medo da perda. Tanto que:
[...] quanto maior o amor, maior o medo da separação, da perda e da morte, o que acaba desencadeando outros sentimentos, tais como o ciúme, a raiva, o ódio, a inveja, a saudade. A afetividade é a mistura de todos esses sentimentos, e aprender a cuidar adequadamente de todas essas emoções é que vai proporcionar ao sujeito uma vida emocional plena e equilibrada (CAMPELATTO, 2007, p. 16).

Muitas vezes movidos pelo impulso em direção ao prazer. Por isso, ao vivenciar um sentimento doloroso, tais como a raiva ou o medo, é natural reagirmos impulsivamente destruindo o objeto ou a situação que provocou tal dor.
Sabe-se que a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.

A partir da prática docente presente na vida profissional do educador, observa-se que as crianças de aproximadamente 9 anos de idade apresentam comportamentos, atitudes, dificuldades na área cognitiva, intelectual, física e social, pre-relacionados às questões de afetividade (GOTTMAN, 1997, p. 25).

De acordo com pesquisas acerca da teoria de Wallon, entende-se afetividade como uma das etapas pela qual percorre a criança desde a primeira infância. Um recém- nascido, mesmo antes de instituir uma relação no sentido de conhecer e descobrir o mundo físico possui um sentimento de afetividade. Dependendo de sua condição familiar e o ambiente que vive, esta "emoção" gerada o acompanhará pelo resto de sua vida.

Embora os conjuntos motor, afetivo e cognitivo tenham identidades estrutural e funcional diferenciadas, estão tão integrados que cada um é parte construtiva dos outros. Qualquer atividade motora tem ressonâncias afetivas e cognitivas ;toda disposição afetiva tem ressonâncias motoras e cognitivas [...] (WALLON, 2009, p. 72)

Observa-se que na teoria Waloniana a afetividade é o ponto de partida do desenvolvimento do indivíduo, uma vez que, a partir da organização do contato com o outro, é que a criança cria um vínculo afetivo com a mãe através da amamentação que logo é substituído por uma relação mais estreita de contentamento para ambos, mãe e filho (WALLON, 1975).
Assim é desconsiderada também a relação entre a afetividade e a inteligência, enquanto que os dois aspectos se relacionam entre si, pois ao mesmo tempo em que a afetividade se estende ao desenvolvimento do indivíduo, a inteligência caminha paralelamente, a esse processo de desenvolvimento integrado.

O aspecto motor fica como uma ação que altera o desempenho cognitivo e intelectual, associando à falta de atenção e compreensão as regras na sala de aula. A comunicação na relação educativa tende a eliminar esse aspecto, considerado uma ameaça no desenvolvimento da aprendizagem, concentração das crianças, interpretando a disciplina (LEITE, 2000, p. 22).


Os movimentos podem gerar emoções e ser representados neles, facilitando sua aprendizagem. A criança pode indicar estados emocionais, partindo dos movimentos por elas executados, e que devem ser levados em consideração no contexto da sala de aula (PIAGET, 1981).

Vale-se dizer então que além das metodologias usadas deve-se prevalecer o bom senso do educador a respeito da utilização de novas técnicas na aprendizagem, ressaltando a necessidade da existência de relações educacionais no ambiente da sala de aula. Sabemos que é mediante o estabelecimento de vínculos que ocorrem o processo de ensino-aprendizagem, mas estes vínculos precisam ser significativos e prazerosos.
Para que a aprendizagem aconteça é necessário que se institua em um ambiente onde o ajustamento afetivo seja a condição primordial. Os estudos dos teóricos sobre afetividade, e a partir de pesquisas, perceberam a interação que existe entre o ambiente familiar e a escola como o segundo ambiente socializado.

[...] a formação de seu caráter, suas expectativas, sua concepção do mundo gira em tomo dos conceitos, que seus pais, sua família lhes ensinou. Mesmo que na idade adulta o filho decida seguir um caminho diferente daquele estipulado durante sua infância levará sempre consigo os ensinamentos, os exemplos mais claros que lhes foram passados
(CAMPELATTO, 2007, p. 36).

É possível observar, por exemplo, o caso de pais alcoólatras, pais usuários de drogas, etc. A criança cresce no meio dessa família, e fica sem saber o que é certo ou não , podendo formar dentro da sua mentalidade um horror ou uma entrega, uma aceitação momentânea que mais tarde trará senas consequências.
Esta situação, e muitos outros fatores, podem envolver a criança e influenciar em sua formação, tornando difícil e demorada sua adaptação em sala de aula.
É a partir deste momento que a presença da professora vai fazer a diferença, em seu comportamento, seu aprendizado, sua socialização, sua auto- estima. A criança passa sentir que faz parte do processo em que está inserida. Deve ficar claro que depende da afetividade da professora, para que o aprendizado desta criança seja efetivo (GOTTMAN, 1997).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conhecimento se transformou em produto e o ensino em comércio. Na verdade, a educação de modo geral, se apresenta como a moeda de troca do século. Professores, coordenadores e inclusive pais esqueceram que, muito mais do que uma empresa, a empreitada educacional é uma missão humanizadora: seus objetivos não devem ser o lucro (ainda que este possa ocorrer), mas sim a propagação da cultura universal, a inclusão social e, mais importante do que tudo, a formação plena do homem.
Propostas novas na pedagogia vem sendo desenvolvidas a fim de trabalhar o aspecto da afetividade no relacionamento professor-aluno. A afetividade entre educador e educando pode ajudar a ativar os processos de auto-avaliação na medida em que ela permite um relacionamento mais significativo entre o aluno e o conteúdo a ser aprendido.
É comum ouvir professores, desde o Ensino Fundamental, dizendo que seu dever para com os educandos é entrar na sala de aula e passar o conteúdo da aula, sendo que o aproveitamento (ou não-aproveitamento) depende única e exclusivamente do educando. Transferindo para este uma responsabilidade que, deveria ser de ambos.

REFERÊNCIAS
COÊLHO, Lucivanda Mira. Leitura e Escrita, Práticas Responsáveis pelo desenvolvimento do Ensino- Aprendizado. Artigo Científico. Instituto Macapaense do Melhor Ensino Superior. Macapá: 2010.
ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; Mohoney, Abigail Alvarenga (org). Afetividade e Aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

CAMPELATTO, Ivan Roberto. Educação com afetividade. São Paulo: Gráfica Editora Modelo Ltda, 2007.


CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001. 1ª Ed, 2004 edição revista e atualizada.

LEITE, Sérgio Antônio da Silva et al. Afetividade e práticas pedagógicas. Editora: Casa do Psicólogo.


 
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