A IMPORTÂNCIA DO DESENHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO DIAGNÓSTICO DA PSICOPEDAGOGIA
 
A IMPORTÂNCIA DO DESENHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO DIAGNÓSTICO DA PSICOPEDAGOGIA
 


Resumo: O comodismo, ou até mesmo a correria do mundo capitalista, levaram a crer que o comportamento das crianças está relacionado a um único aspecto: indisciplina. As crianças são punidas e castigadas pelo seu mau comportamento, ou até mesmo paparicadas e mimadas por se acreditar que a ausência dos pais é que provoca tal reação, não havendo uma investigação da origem dessas ações. Portanto, tem-se ignorado a realidade em que muitos fatores contribuem para um desenvolvimento infantil satisfatório e bem sucedido. Quando o mesmo, não acontece a criança tende a expressar isso de alguma forma, deste modo é preciso estar atento aos sinais emitidos por ela, de maneira especial ao desenho, uma vez que este tem muito a dizer sobre quem o fez, sua personalidade, seus sentimentos, suas dificuldades de aprendizado, dentre outros. E pode ser um rico aliado na descoberta e tratamento de dificuldades de aprendizagem, traumas, etc.

Foram utilizadas para a realização desse trabalho: pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, onde os resultados obtidos enfatizaram a importância desse instrumento no entendimento do universo infantil, seja na escola e/ou na clínica psicopedagógica.

INTRODUÇÃO
As crianças tem se apresentado cada vez mais agitadas, com dificuldades seja de relacionamento, ou comportamento, ou aprendizagem, dentre outros, na escola, em casa, na rua, etc. levando a sociedade a refletir sobre a situação atual e indagar sobre os meios de reverter tal realidade. Em meio a pesquisa sobre o tratamento psicopedagógico, surge à seguinte problematização: de que maneira o desenho infantil colabora no desenvolvimento e no diagnóstico psicopedagógico?
Com intuito de responder a problematização acima, propõe-se como objetivo geral divulgar a importância do desenho para o desenvolvimento infantil. Os objetivos específicos que se ramificam da proposta inicial, apresentam-se com a finalidade de identificar essa mesma importância para o diagnóstico e para a percepção do universo da criança na escola.
O presente artigo é parte integrante de pesquisa da Faculdade Albert Ainstein, do Distrito Federal, defendida no ano de 2010, como requisito final para obtenção do grau de Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional.
Para obtenção de dados e informações, com a finalidade de enriquecer a pesquisa para concretização dos objetivos propostos, empregou-se entrevista, elaborada com perguntas abertas aplicada nas cidades Gama e Plano Piloto, com dez psicopedagogas, entre clínicas e institucionais, que exercem a profissão em seu âmbito de trabalho visando diagnosticar e tratar dificuldades de aprendizagens e encaminhar para profissionais especializados quando necessário.

Segundo Aurélio (1993), desenho é "representação de formas sobre uma superfície, por meio de linhas, pontos e manchas. A arte e a técnica de representar, com lápis, pincel e etc., um tema real ou imaginário, expressando a forma. Traçado, projeto".
O significado de desenho em grego é traçar, arranhar, redigir, dentre outros. Com os afixos seu sentido passa a ser: corrigir, transcrever, traduzir, etc.
Para Roland Chemama (1991) o adulto se expressa principalmente com palavras, elas se tornaram pra o homem o meio mais eficaz de comunicação, contudo, no mundo infantil é diferente, as crianças expressam-se por outros meios: jogos, brincadeiras e acima de tudo por desenhos, que representam objetos, familiares, suas preocupações e sentimentos.
O desenho é o meio pelo qual a criança permite transparecer seu interior, seu consciente e seu subconsciente, apresentando enorme importância para a comunicação eficaz e o entendimento desse "ser tão pequeno" que muitas vezes não sabe como comunicar-se através das palavras.
Roland (1991) afirma ainda que: "no que concerne ao desenho de criança, parece natural que ele constitua uma espécie de via privilegiada de acesso ao inconsciente".
A ação da criança, através do desenho demonstra seu nível de desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e emocional. Geralmente, desenhar é algo prazeroso para a criança, e à medida que ela é estimulada a fazê-lo e o faz com algum sentimento, sua comunicação gráfica se torna mais clara e tem mais a dizer sobre seu ser.
Para Vera Barros (1998), "aprender a fazer essa leitura é, sem dúvida, um grande e apaixonante desafio, pois, ao tentá-la, cada vez mais vamos desvendando a imensa complexidade e flexibilidade do misterioso processo de adaptação ao meio".
A criança responde aos estímulos recebidos do meio e das relações que estabelece com ele. O desenho é uma das mais eficazes maneiras de entender como a criança está lidando com esses estímulos e desvendar o que pode não estar coerente com uma infância saudável e feliz.
Quanto mais se amplia a realidade da criança, mas ela terá a necessidade de organização e adaptação, e representará tamanha necessidade de maneiras diversas. É preciso acompanhá-la, observá-la e ajudá-la nesse processo, e enfatizando a participação do desenho infantil nessa comunicação, é preciso entendê-lo para entender a infância.
O desenho infantil evolui conforme o desenvolvimento da criança. Desta forma, a medida que cresce, seu desenho tem mais perfeição, e consequentemente, mais mensagens do consciente e inconsciente.
Bédard (1998) traduz alguns significados dos desenhos infantis, entre eles:
? Árvore: Refere-se ao físico, emocional e intelectual da criança. Quando o tronco da arvore é alto e largo, revela que a criança tem muita força na superação dos problemas. Quando o tronco for pequeno e estreito, revela vulnerabilidade às complicações. Se houver excesso de folhas, a criança tem grande ocupações talvez em excesso. Se houver poucas folhas, e galhos a criança está triste.
? Casa: Desenho de uma casa grande, demonstra grande emotividade, se for uma casa pequenina, demonstra que é uma criança retraída.
? Barco: Desenhar barco significa que a criança adapta-se facilmente a imprevistos. Barcos grandes, revela que ela não gosta de mudanças e aprecia ter controle da situação, se for barco pequeno é sensível, e tem grande intuição.
? Flores: desenhar flores significa que a criança é alegre e feliz.
Quanto mais o desenho infantil é sobrecarregado de figuras e traços grosseiros, cores fortes e detalhes sombrios, demonstram o quando o universa da criança está afetado, podendo muitas vezes significar uma agressão, abuso, dentre outros.
Ao se analisar um desenho infantil, devem ser consideradas as condições biográficas e familiares, assim como a história pessoal, que servirá como marco de referência. Além disso, é necessário lembrar-se sempre que um desenho é uma expressão de sentimentos e de desejos que vão ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc. O desenho é a primeira porta na qual a criança abre o seu interior.
Existem algumas pistas que podem orientar os adultos a respeito do que diz o desenho infantil segundo a especialista canadense, Nicole Bédard (1998), entre elas:
? Posição do desenho ? Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
? Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas, normalmente, está relacionado à crianças que encontram pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
? Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
? A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstram falta de vontade ou fadiga física.
? As cores do desenho ? O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.
A interpretação do desenho não deve ser generalizada e nem diagnosticada apenas em uma sessão de análise, pois, cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil.
Quando a criança exprime em excesso: fala, irritação, choro excessivo, vergonha, ansiedade, euforia, desenhos obscuros, dentre outros. É hora de ajudá-la.
Um dos instrumentos utilizados para o diagnóstico psicopedagógico é o desenho. O grafismo no diagnóstico tem a vantagem de ser de fácil administração, pois não exige outros materiais além de papel e lápis, pode ser usado em qualquer lugar e seu custo é baixo. É bem recebido pelas crianças e às vezes com restrições por adolescentes e adultos. Sendo o grafismo uma ótima e eficaz maneira de conhecer um pouco de seu autor, suas características e sentimentos.
O uso do desenho na psicopedagogia aproveita a forma da criança expressar-se espontaneamente, satisfazendo seus desejos de atividade lúdica. Sendo aconselhável usar com freqüência o desenho livre, deixar a criança a vontade para desenhar sobre o que ou quem quiser, para somente em seguida indagá-la sobre o por que? Como? Onde? Quem? Dentre outros. É interessante também, para um diagnóstico, solicitar que a criança conte uma história sobre o desenho que fez. (WEISS, 2004).
O desenho infantil irá revelar para o psicopedagogo e, em alguns casos, para o professor de Educação Infantil, detalhes da vida familiar, afetiva, emocional, social e educacional da criança, tornando-se extremamente importante nesse processo de descoberta das dificuldades, traumas ou deficiências. Basta uma observação reflexiva e minuciosa do desenho e de suas características, diálogo com a criança, com os pais, etc.

Parecer das Entrevistas

As psicopedagogas entrevistas foram muito receptivas e colaboradoras na pesquisa, algumas auxiliaram na análise de desenhos e se mostraram prestativas e interessadas a ajudar. O diálogo foi esclarecedor e rico.
Na primeira pergunta (O que é a psicopedagogia?) colocada em discussão, todas responderam de maneira semelhante e facilmente apaixonada, já que demonstraram enorme carinho pela profissão. Diante de suas respostas percebe-se que a psicopedagogia é o laço entre a pedagogia e a psicologia, ou seja, é o meio de auxiliar e concretizar aquilo que não se encontra, diretamente, nem na educação nem na emoção, seriam as dificuldades que nem uma ciência nem outra é capaz de resolver de maneira independente. É preciso uma ação conjunta entre a pedagogia e a psicologia, por isso a importância da psicopedagogia, afinal, ela visa diagnosticar, tratar ou encaminhar, as dificuldades de aprendizagem, emocionais, sociais, afetivas, familiares, educacionais, etc. observando os aspectos cognitivos e psicológicos.
A segunda pergunta (O que deve ser levado em consideração para fazer um diagnóstico?), foi debatida de maneira mais ampla e os pontos de vista das profissionais foram diferentes, no entanto, todos levavam a um único consenso: depende do caso. É preciso primeiro conhecer o caso, para partir para as sessões de diagnóstico. A primeira sessão varia segundo os objetivos almejados, podendo ser utilizada a anamnese, o diálogo com a criança, etc. Para se chegar a um diagnóstico, serão utilizados: diálogo, jogos, investigação do histórico familiar, desenho, dentre outros. Contudo, segundo a psicopedagoga Fernanda "acima de tudo é necessário muito profissionalismo, ética, dedicação e carinho com aquilo que se faz".
Na terceira pergunta (O desenho é importante no processo psicopedagógico?), a resposta foi unanime: Sim! Todas acreditam que o desenho é indispensável, já que o mesmo traz a tona ideias do inconsciente e revela características muito importantes para se chegar ao diagnóstico psicopedagógico.
Na quarta pergunta (De que forma ele colabora?), é interessante enfatizar algumas das alternativas citadas pelas psicopedagogas, segundo suas respostas, o desenho revela: Sentimentos, traumas, abusos, relação com as figuras de autoridades, autoestima, visão da criança sobre si e sobre o mundo, características da personalidade, relações familiares, etc.
A quinta pergunta (Com que frequência você utiliza o desenho para saber mais sobre o paciente?), revela que o desenho é muito mais utilizado na psicopedagogia clínica do que na institucional. As psicopedagogas clínicas, afirmaram utilizá-lo com grande frequência durante o diagnóstico e tratamento, elas o possuem como uma ferramenta essencial em seus consultórios. Já as psicopedagogas institucionais, o utilizam em períodos mais espaçados, pelas características de seu trabalho (o acompanhamento não tão frequente ou diretivo), utilizam mais os jogos e o diálogo.
As psicopedagogas institucionais afirmaram ainda, que muitos dos desafios encontrados dentro da instituição escolar encontram-se nas primeiras séries do Ensino Fundamental, devido aos alunos que não cursarem a Educação Infantil, uma vez que os pais e grande parte a encaram como desnecessária e uma simples ocupação do tempo. Todavia, grande parte das dificuldades apresentadas pelos alunos que não cursaram a EI, é confundido com dificuldades de aprendizagem, no entanto, logo é diagnosticado apenas como ausência de estímulo e de aprendizado das regras básicas de convívio e dos primeiros conceitos da linguagem, da escrita, da matemática, resumindo do mundo que os cerca. Os obstáculos mais gritantes enfrentados por essas crianças são: socialização e afetividade; adaptação à rotina; coordenação motora fina; manuseio de materiais didáticos; aprendizado e egocentrismo aguçado, pois a maioria das crianças não possui um grande convívio com outras da mesma faixa etária, e se possui ocorre em situações informais, causando assim uma enorme dificuldade em se relacionar com o outro, em partilhar e integrar-se ao grupo, esperar por sua vez, seguir a rotina, as normas e regras estabelecidas no cotidiano da escola e que, muitas vezes, essa mesma dificuldade acompanha o homem por toda a vida, já que não houve as instruções e aprendizagem necessárias no momento oportuno (0 aos 6 anos), que trata-se da formação da personalidade. Uma vez demonstrada à dificuldade social, cognitiva, dentre outras, interfere diretamente na afetividade, onde a criança pode tornar-se agressiva já que não consegue se relacionar bem com os colegas de classe, resolver as atividades propostas e participar das aulas, chegando mesmo a se excluir e apresentar baixa auto-estima e insegurança.
Portanto, torna-se necessário salientar a importância da EI para a construção de uma vida escolar, familiar, social, emocional e afetiva, saudável e repleta de conquista, para que a ausência da mesma não seja confundida com dificuldades na aprendizagem.

Percebe-se, então, que o desenho contribui, sim, significativamente para a percepção do universo infantil, assim como para a comunicação do inconsciente da criança e para o diagnóstico de psicopedagogia. Portanto, ao ingressar na escola primária ele é um dos principais instrumentos de observação e acompanhamento na fase de adaptação e formação da personalidade, haja vista, que regras e limites são estabelecidos para a concretização de um ambiente sadio, onde há momento para cada coisa, inclusive para os princípios básicos, como: não bater, não chorar sem motivo, criar e inovar, esperar sua vez, cuidar do próprio corpo, conhecer a si mesmo e ao outro, etc. são aprendidos e se tornam base para a vida adulta, e isso é tudo muito novo para os mais novos integrantes da escola, consequentemente, conflitos internos e externos são gerados e, assim, as crianças precisam de colaboração para superá-los ou, em casos específicos, tratá-los.






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ARFOUILLOUX, Jean-Claude. A entrevista com a criança: a abordagem da criança através do diálogo, do brinquedo e do desenho. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1980.
ARIÈS, Philippe. Historia social da criança e da família. 2. ed. Rio de janeiro: Zahar, 1981.
BARROS, Célia Silva Guimarães. Pontos de Psicologia do Desenvolvimento. 12. ed. São Paulo: Ática, 2002.

BÉDARD, Nicole, Como interpretar os Desenhos das Crianças. São Paulo: Isis, 1998.

BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair & TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.


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FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

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GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Infância, escola e modernidade. São Paulo: Cortez, 1996.

LUQUET, G. H. Arte Infantil. Lisboa: Companhia Editora do Minho, 1969.

MIRANDA, Simão de. Prática pedagógica das séries iniciais: do fascínio do jogo à alegria do aprender. 2000. 187 f. Dissertação (mestrado) ? Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, 2000.
OLIVEIRA, Veras Barros & BOSSA, Nádia. Avaliação Psicopedagógica da Criança de Zero a Seis Anos. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.
WEISS, Maria Lúcia. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 10. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.


 
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Sobre este autor(a)
Me chamo Isabelly de Oliveira Goulart, sou pedagoga e estou me especializando em docência do ensino superior e psicopedagogia. Acredito que a educação é o meio mais eficaz e importante para a transformação da sociedade.
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