A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NO ENSINO FUNDAMENTAL
 
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NO ENSINO FUNDAMENTAL
 


Jean Carlos da Conceição
José Eder Carvalho Nascimento

RESUMO

Este artigo retrata a importância da leitura em sala de aula, além disso, oferece suporte aos educadores e alunos na utilização de diversos recursos como fonte de estímulo aos mesmos, tendo como base neste trabalho acadêmico os seguintes teóricos: Paulo Freire (1989), Mercedes Justos (2010), Izaides Pereira (2007), Elisa Meirelles (2010), Renata Junqueira de Souza (1992), Ângela Fronckowinak (2010), Ana Maria Machado (2010) e outros reconhecidos na área pedagógica.

Palavras-Chave: Leitura; Educadores; Recursos.

1 INTRODUÇÃO

A leitura é o caminho para ampliação da percepção do mundo à nossa volta. Quanto mais um indivíduo lê mais integrado com o seu meio estará. A leitura é feita de diversas formas, uma das principais é a utilizada pela escrita, onde pode ser observável através de livros, revistas, jornais, entre tantos outros dos quais se utilizam símbolos reconhecíveis por uma determinada sociedade.

É uma necessidade cada vez maior no mundo globalizado que os indivíduos aprendam desde cedo a compreender amplamente o seu meio e, para tanto, é necessário que os mesmos desfrutem de mecanismos que possibilitem essa façanha. O professor, juntamente com os pais tem que ter consciência da parceria que deve existir entre si.

Este artigo científico tem como objetivo geral reconhecer que é necessário, desde cedo a leitura do indivíduo. A escola tem que adotar o método de inserção da leitura desde as séries iniciais e que os pais têm que ajudar nesse processo ensino-aprendizagem para uma melhoria considerável no conhecimento do aluno como um todo.

Ressaltamos que as obras dos autores citados neste artigo não foram lidas a fundo, utilizamos apenas ideias básicas e que, para um melhor aprofundamento no assunto recomendamos que vá além desta pesquisa e busque ler e se aprofundar no tema em destaque. De maneira alguma queremos trazer ideias acabadas, mas que sirvam como um incentivo à busca de maiores conhecimentos a respeito deste tema.

Para a formulação desse trabalho científico, foi utilizada a metodologia bibliográfica de diferentes tipos de textos e livros como fundamentação teórica: revistas Pátio (jul/set/2010), Nova Escola (ago/2010) e Na ponta do Lápis (jul/2010), WebArtigos.com (A Importância Da Leitura Nas Séries Iniciais, publicado em 11 de dezembro de 2007 por Izaides Pereira).

O artigo parte de uma problemática que vem sendo discutida há alguns anos por especialistas em educação para responder o seguinte questionamento: Como a escola deve trabalhar a leitura dentro e fora da sala de aula e quais os meios de utilização da mesma especialmente na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental?

Quando a escola oferece suporte para seus alunos, professores e pais como acervos de livros, bibliotecas, baús de leitura, entre outros benefícios como auxílio e incentivo a leitura, o aluno tem como desenvolver suas habilidades literárias e ampliar sua visão de mundo desde que o educando e os pais trabalhem de forma adequada para que isso aconteça.

Este trabalho é justificado pela importância da leitura e pelos métodos que vem sendo implantados nas nossas escolas e como se pode melhorar a prática da leitura. O presente artigo, elaborado por professores das séries iniciais que têm preocupação com o desenvolvimento dos seus discípulos tende a contribuir para uma melhor utilização da leitura em sala de aula. As ideias apresentadas aqui só tendem a ampliar ainda mais os horizontes no mundo maravilhoso da leitura.

2 LEITURA DESDE O BERÇO: a formação do leitor

A leitura não se dá apenas com os livros e sim com a observação e interação do indivíduo no meio social. Dentre tais conceitos, Lajolo (1994, p. 7, grifo do autor) diz:


Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler à medida que se vive. Se ler livros geralmente se aprende em bancos da escola, outras leituras geralmente se aprendem por aí, na chamada escola da vida: a leitura do vôo das arribações que indicam a seca ? como sabe quem lê Vidas secas de Graciliano Ramos ? independe da aprendizagem formal e perfaz na interação cotidiana com o mundo das coisas e dos outros.


Como mostra o texto acima à leitura não é unicamente feita na escola, ela se dá de duas formas: uma é através dos livros da qual se aprende em sala de aula, e a outra, é a prática do dia-a-dia. No entanto, é perceptível que se conhece vidas diferenciadas sem ter vivenciado na íntegra como sabe quem lê Vidas secas de Graciliano Ramos. Desde seu nascimento, o indivíduo aprende a fazer leitura do meio em que está inserido, sendo assim é de fundamental importância que o mesmo tenha desde sua infância hábitos de leitura. Justo (Pátio, jul/set 2010, p. 38) interage, ao dizer:

A bebeteca é um espaço especialmente planejado para crianças de 0 a 3 anos em uma biblioteca pública. Lá crianças e pais têm acesso a livros e participam de atividades como a Hora do Conto, que aproxima os bebês do prazer da leitura desde muito cedo.



Desta forma, percebe-se quão grande é a importância da leitura desde seu nascimento, perfazendo, assim, um ciclo vital, não só dos bebês, mas também dos pais que ao incentivar seus filhos acabam por fazer várias leituras no ambiente e habitua-se à mesma que talvez antes não a faziam. Assim sendo, é necessário um ambiente aconchegante e que traga prazer aos pais e filhos que o frequentem.

A leitura como objeto de estudo nunca foi tão discutida como está sendo nos últimos anos. Souza (1992, p. 22) define:

Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.


Diante dessa afirmação, compreende-se o verdadeiro significado de leitura e percebe-se que ler não é meramente decifrar os códigos linguísticos, mas também compreendê-los de forma com que os mesmos formem um significante. O ato de ler é bem mais que a definição da palavra propriamente dita, é entender, é interpretar, é debater, é comparar, é influenciar e ser influenciado, é propagar e é sentir o que o escritor tenta, através da escrita, demonstrar o que quer, o que sabe, o que pensa, o que imagina.

A partir dessa concepção, Elisa Meirelles (Nova Escola, ago/2010, p. 50, grifo do autor) reforça:

Garantir o contato com as obras e apresentar diversos gêneros às crianças pequenas é a principal função dos professores de Educação Infantil para desenvolver os comportamentos leitores e o gosto pela literatura desde cedo.




O que Elisa Meirelles quer nos dizer é que isso tudo é possível, mesmo não sabendo ler o que está escrito, basta à criança um simples folhear de páginas, uma simples olhada nas ilustrações para que a imaginação aflore e dê significado ao que se vê, possibilitando vários olhares e várias compreensões do que se observa, dessa maneira desenvolvendo a sua criatividade, mas que esse trabalho primeiramente começa com o incentivo do professor de Educação Infantil e na escolha dos livros adequados à idade de cada uma.

Paulo Freire (1981, p. 12) complementa esse pensamento, ao dizer:

Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes "leiam", num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes am [sic] que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais "devorados" do que realmente lidos ou estudados.


A partir desse pensamento compreende-se que devemos ler sempre e seriamente livros que nos interessem, que nos ajude na mudança da nossa prática, que possamos realmente ler, procurando nos aprofundar nos textos. Freire deixou bem claro que a leitura não deve ser memorizada mecanicamente, mas sim, desafiadora, que nos ajude a pensar e observar a realidade em que vivemos.



3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


O trabalho de leitura com os diferentes tipos de textos não devem ser descartados nunca, mesmo nas séries iniciais em que os alunos ainda não conseguem ler o que está escrito, mas só o fato de eles estarem em constante contato com o material irá proporcionar de forma significativa um aprendizado que irá facilitar futuramente o desenvolvimento da leitura escrita, pois é com eles que os alunos aprendem e desenvolvem sua leitura, sua imaginação e sua criatividade, abrindo portas para o mundo encantado da literatura.
O assunto abordado neste artigo é de grande relevância para seus articulistas, pois vem suprir a necessidade de um estudo mais elaborado em torno da leitura nas séries iniciais do Ensino Fundamental e seu processo de implantação na Educação Infantil, atingindo assim seu objetivo principal. Não conseguindo fechar e enxugar o tema discutido, deixamos bem claro que há muito sobre o que pesquisar ainda e que este trabalho venha servir de instrumento bibliográfico para pesquisas vindouras.

4 REFERÊNCIAS

BALDI, Elizabeth. Uma escola comprometida com a formação de leitores. Pátio, ano VIII nº 24, jul/set. 2010. p. 41-43.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23ª. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
FRONCKOWIAK, Ângela. O encontro de crianças e literatura na educação infantil. Pátio, ano VIII, nº 24, jul/set. 2010. p. 04-07.
JUSTO, Mercedes. Leitura desde o berço. Pátio, ano VIII, nº 24, jul/set. 2010. p. 38-40.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura. In: Do mundo da leitura para leitura do mundo. 6. ed. São Paulo: Ática, 1994, p. 11-65.
MACHADO, Ana Maria. É possível formar bons leitores em sala de aula? Na Ponta do Lápis, ano VI, nº 14, p. 4.
MEIRELES, Elisa. Literatura, muito prazer. Nova escola, ano XXV, nº 234, p. 48-58, ago. 2010.
PEREIRA, I. A Importância da Leitura nas Séries Iniciais. Webartigos.com, dez. 2007. . Acesso em 24 de set 2010.
SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura e a televisão de que as crianças gostam. Bauru: USC, 1992.
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Nasci em Sítio do Quinto-BA em janeiro de 1983. Em 2003, me formei em Magistéria pelo COLÉGIO MUNICIPAL SANTO ANTÔNIO. Sou acadêmico da Faculdade Zacarias de Góis - FAZAG e professor do 5º ano do Ensino Fundamental e do EJA - Educação de Jovens e Adultos. Fiz vários cursos de atualização profissiona...
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