A gente jura que tenta, mas não sabe como fazer certas coisas. Como dar certas notícias, como dizer certas palavras, como demonstrar certos sentimentos. A gente luta contra as nossas próprias mazelas humanas. Contra todas nossas imperfeições e deficiências. Desde as mais evidentes até as mais íntimas e doloridas para nós mesmos. É como cortar da própria carne expor essas mediocridades nossa de cada instante. Por outro lado é complicado passar dias e noites carregando pesos de coisas que simplesmente não deveriam nem existir. Por isso dói tanto às vezes abrir os olhos e acordar para um novo dia. Nem todo novo dia traz algo de novo. A rotina é dura até para os nossos olhos e ouvidos. O vazio se enrola no próprio espaço deixado por ele. O coração apenas bate, não pulsa mais. A alma aos poucos está parando... Basta olhar pela janela nesta noite quente, um muro e uma escuridão. Esta representa tudo que já foi claro e palpável na tua vida e que hoje não se vê mais, nem sente-se próximo. O muro é a criatura erguida por estes anos entre você e o mundo. Você às vezes até ouve algumas vozes do outro lado, mas não consegue ver, e logo deixa passar esse instante de delírio. Não, não é ela quem está do outro lado. Não há nada do outro lado. Pelo menos nada que você mereça ou faça por merecer...

 

Texto escrito Johney Laudelino da Silva em 19/12/2012.

 

Com vídeo da música Por Tudo O Que For – Lobão http://youtu.be/W8xJ7vxIguQ