Uma coisa é você ser afetado por aquilo que te falam sem saberem o que acontece com você; outra coisa é quando te julgam pelo que acham sobre você. Mas para isso mesmo você tem dois ouvidos: um para ouvir tudo que te falam, absolutamente tudo; e outro para fazer sair todas as coisas que não te acrescentam nada, não te engrandecem, não te enobrecem. Somente ficará no teu coração o que você permitir. Se for coisa boa, você é o responsável. Se for coisa ruim, a culpa é tua. A mediocridade dos outros não é culpa tua, passa a ser quando você se deixa afetar por ela. Por isso, quando você experimentar a mediocridade dos outros, tente ser sereno e forte. Fique em silêncio (se for no trabalho, trabalhe em silêncio). Tenha paciência e dê tempo para que as coisas se tornem claras. Ser sereno e forte não quer dizer que você precise ouvir tudo pacificamente, aguentando tudo, abaixando a cabeça e dizendo amém para tudo aquilo que te impoem. Você tem um limite, mas talvez esteja se esgotando, porque corre sangue nas tuas veias. Se nada acontecer, se ninguém fizer nada por você (“e não espere esse Papai-Noel chegar”), jogue para fora. Não guarde em você o lixo dos outros. Lembre-se que você tem capacidade para mais, que você é sim insubstituível pelo teu caráter, pela tua qualidade diferencial, pelo teu jeito lindo e incomum de ser e de fazer as coisas. Portanto, seja sim sereno e forte, até onde você aguentar. Se explodir, não se envergonhe ou tenha medo, porque você não deve nada a ninguém, e ainda não perdeu o teu referencial de vida. Não perdeu o amor que sempre fez do teu coração o teu melhor. Por isso mesmo quem te vê e não te conhece te julga ruim, tosco, diferente, “que você não faz falta”... Mas quem te conhece de verdade sabe das belezas que estão no teu coração, não te julgam por aquilo que acham, não te julgam pelo que ouvem dos outros... Simplesmente, quem te conhece de verdade te respeita e te ama!