No decorrer dos anos, a alfabetização tem se tornado conteúdo específico de pesquisas, estudos, debates e confronto de teorias que requer dos educadores que atuam no ensino fundamental um posicionamento, crítico, reflexivo, prático para assim, poder acompanhar tudo que é descoberto sobre esse conteúdo, confrontando com a prática existente e ao mesmo tempo incorporando novos procedimentos didáticos. (Grupo Prominas, 2019)

Compreendemos ao longo dos tempos, pós moderno, que alfabetização não somente restringe no processo de memorizar, para assim poder aprender a ler e escrever, é necessário que o aluno construa conhecimentos significa tipos e a forma como tais ações se representam graficamente a linguagem.

           De acordo com raciocínio de Soares/2007) apud (Grupo Prominas, 2019, p.6).

Alfabetização é um processo de representação de fonemas em grafemas e vice-versa, mas é também um processo de compreensão/expressão de significados por meio do código escrito, já que a língua escrita não é uma transação da fala, há também uma especificidade morfológica sintática e semântica da língua escrita: não se fala como se escreve, mesmo quando se escreve em contextos informais.

 Sendo assim, podemos dizer o processo de alfabetização requer a adoção de um grupo de habilidades cognitivas-motor que se integram e resultam em diferentes procedimentos lingüísticos.

 Morais; Albuquerque (2007) citado por santos (2019 et.al) complementam esse significados de alfabetização como sendo:

(...) processo de aquisição da “tecnologia da escrita”, isto é do conjunto de técnicas-procedimentos habilidades-necessárias para a prática de leitura e da escrita: as habilidades de codificação de fonemas em grafemas, isto é, o domínio do sistema de escrita (alfabético ortográfico).

 Sendo a alfabetização um processo que envolve construção de hipóteses ou relação ao sistema alfabético de escrita, cabe assim induzir o aluno a construir várias situações de contextualizadora que oportunizem a compreender a língua escrita.

 Durante o andamento do aprendizado do aluno em relação a leitura e a escrita é necessário que o mesmo necessita a observar e a construir analisar as várias as várias hipóteses que vise “buscar solucionar os conflitos cognitivos e afetivar a aprendizagem”. (Grupo Prominas, 2019.p.7).

Segundo Soares (2007) opud Diogo. Gorette 2011, p.12193).“O lema alfabetização, etimologicamente, significa: levar a aquisição do alfabeto, ou seja, ensinar a ler e a escrever (...) é a aquisição do código alfabético e ortográfico, através do desenvolvimento das habilidades de leitura e de escuta”.

 Inúmeros conceitos sobre alfabetização se fazem presentes, colocados à disposição de educadores atuantes no ensino fundamental que possam ser ensinado ao aluno, para que haja compreensão é importante que o “homem” domine habilidades básicas para fazer uso da leitura e escrita.

No entendimento de Val (2006) citado por Martins – Spechela (2012 p.5): Conceituam:

[...] alfabetização como o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escuta a conquista dos princípios alfabéticos e ortográficos que possibilitem ao aluno ler e escrever com autonomia. [...] alfabetização diz respeito à compreensão e ao domínio do chamado “código” escrita que se organiza em torno de relações entre ponta sonora da fala e as libras [...] usadas para representá-la a pauta na escrita.

 É importante abordar nesse contexto a necessidade de orientação ao aluno, em relação à observação, organização de análise de hipótese, pois o aluno necessita compreender e ter conhecimento que cada representação simbólica, segundo suas características, tem o valor de um símbolo de um som oralidade, “a partir disso, conseguir discriminar as formas das letras e distingui-los, já que elas são muito semelhantes (p/b d/b) é necessária a aprendizagem da leitura”. (Grupo Prominas 2019. P.7).

Outra definição fornecida por Perez (2002) opud (Martins. Spechela, 2012. p.5):

[...] alfabetização é um processo que ainda que se inicie formalmente na escola, começo de fala, antes de uma criança chegar à escola, através das diversas leituras.

Que vai fazendo do mundo que a cerca, desde o momento em que nasce e, apesar de ser consolidar nas quatro primeiras séries, continuar pela vida a fora. Este processo continua apesar da escola, fora da escola paralelamente à escola.

Observamos que a criança convive no seu cotidiano com inúmeras escritas estampadas nos rótulos de embalagem, símbolos, propagandas, cartazes, nomes de ruas, placas, jornais, revistas entres outras, de certo modo a criança vai aos poucos se familiarizando com os textos escritos e estabelecendo uma serie de relações, a partir dessa visão, inicia- se o levantamento de hipóteses, na qual se procura compreender o significado (Santos; et.al, 2018).

Essa autora, mostra que mesmo antes da criança serem orientados relação a escrita e a leitura  como processo sistemático  de alfabetização, convive diariamente ,com inúmeras situações de leitura e escuta que vão se associando no pensamento lógico dela e ao  mesmo tempo a perfeição ao processo de letramento.    

Ferreira e Tadercosky, ao pesquisarem a psicogêneses da língua escrita, revelam a maneira pela qual a criança e o adulto constroem seu sistema interpretativo para compreender esse objeto social complexo que é a escuta. Mesmo quando ainda não escrevem ou lêem de forma convencionalmente, aceita como correta, já estão percebendo um processo que coloca mais próximo ou mais distante da formalização da leitura e da escrita [l.cn, 2006, apied Santos, el.cl.2018,p.4].

Há um longo caminho a ser percorrido para assim poder- se apropriar da escrita, pois ela envolve diferentes níveis estruturais do pensamento. Entre eles há o nível pré silábico nas quais as crianças inicia- se a dar sentidos da reprodução dos traços básicos da escrita. É a fase na qual a ela inicia-se a distinguir a escrita do desenho, apropria-se de inúmeros traços gráficos diferentes e que gradativamente se evolui.

            Posteriormente surge a hipótese silábica na qual a criança passa perceber que a escrita se associa a som,possa estão uma letra para cada silaba ouvida ,observa então que uma letra sozinha não tem capacidade de representar as palavras, inicia- se acrescentar letras a sua escrita.

Nesse percurso ela verifica novos procedimentos que ocorrem com a escrita e a complexidade da língua, através dos aspectos fonológicos e ortográficos.

Referências

Campos & cols Ana: língua portuguesa leitura produção de texto e literatura infantil.Porto alegre: ortmed.2010.Ead – Educação a distancia Cesumar- Maringa- PR 2010

 

Santos, Ana Claudia Siqueira dos: Alfabetização e letramento: dois conceitos um processo.Diogo, Emili Moreira (etc) UEPG [email protected]. Gorette, Milena da silva-UEPG [email protected]: letramento e alfabetização: uma pratica pedagógica de qualidade x congresso nacional de educação. Pontifícia Universidade Católica do Paraná-Curitiba, 2011.

ADRIANA PERES DE BARROS, graduada em Pedagogia: Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

GEAN KARLA DIAS PIMENTEL- Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

GRACIELE CASTRO SILVA- Graduada em Administração: Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

JANE GOMES CASTRO, Graduada em Ciências Biológicas; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

RENATA RODRIGUES DE ARRUDA; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.