O VERDADEIRO PAPEL DA FAMÍLIA DENTRO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR

SILVA, Seilda Avelino da Costa[1]

RESUMO

Este artigo teve como objetivo analisar a importância da participação da família no contexto escolar. Para a avaliação deste trabalho, foram realizadas várias pesquisa de livros com base no papel da escola e da família. A pesquisa investigou a possível existência da participação escolar dos pais, qual a participação que a escola espera da família, a relação da família com a escola, de que forma a família participa da educação escolar dos seus filhos e as opiniões dos pais em relação à importância da família. Os resultados mostram que pais e professores se aproximam do entendimento do que seja participação, e que falta pouco para essa parceria acontecer. Tendo em vista todo esse processo de interação entre ambas as partes, a escola sempre está em busca de subsídios para que haja um consenso entre a escola e a família visando melhorar a qualidade de ensino e aprendizagem do educando através da parceria entre as mesmas.

Palavras-chave: Educação, Família, Escola e Participação.

INTRODUÇÃO

Sabe-se que a família e a Escola não estão totalmente preparadas para desempenhar devidamente o seu papel.

A escola precisa rever alguns conceitos básicos conferindo assim, a qualidade e eficiência de que se acredita nela existir.

Com relação à família também deixou de desempenhar seu papel, dia após dia de sua primordial missão, É notável que esta modificação ocorre por uma necessidade ou incompreensão. A importância de pequenos valores contido no seio familiar pouco a pouco está se destituindo a cada dia que passa, não havendo respeito, amor e compreensão entre ambos.

Contudo a família e a escola são instituições corresponsáveis pela educação de crianças e jovens, tal fragilidade entre as duas é decorrente da falta dos valores morais, éticos, e religioso que são apresentados por quase todos os educandos, totalmente descomprometidos, os problemas de relacionamentos com professores até então observados é decorrente da falta de limites que resultam na indisciplina de forma mais agravante, o desestímulo pelos estudos. Na maioria das vezes quando se é investigado profundamente, ocorre devido a família ser desestruturada ou até mesmo por professores despreparados que agem com autoritarismo.

Os limites fazem parte da formação da criança não só em termos de quais seriam os comportamentos apropriados ou não em uma situação, mas também em relação aos valores que futuramente, vão nortear suas decisões sobre o que é certo ou errado. Toda criança precisa, desde muito cedo, de pais coerentes e consistentes, sobretudo, quando ela começa a ser educada a ouvir “não” e a receber limites, o que pode evitar expressões de indisciplina na escola.

Segundo De La Taille (1996):

Dizer não é permitido, assim como impor regras a serem seguidas dentro e fora de casa, mais do que permitido, é necessário para a formação da criança estipular normas para um filho é prepará-lo para conviver com um mundo afetivamente, aprendendo, por exemplo, a saber escolher e priorizar suas vontades.

Estabelecer regras e fazer uma criança conviver com elas é fundamental para a formação de adultos equilibrados e seguros. Impor certos limites é uma maneira de dar segurança à criança e mostrar que você se importa com ela. Mostra que tais atitudes só trazem benefícios para o desenvolvimento do mesmo, para que futuramente sejam pessoas de caráter firme e seguro em suas tomadas de decisões.

Para ser bem aceito e não confundir a criança, o limite precisa valer tanto pelo pai quanto pela mãe. Os pais devem estar sempre seguros da validade do limite, da sua intensidade e da necessidade e importância do seu cumprimento. É claro, no entanto, que a criança pode resistir à ideia de ter que obedecer a uma ou todas as normas. É nesse momento que os pais têm que ser firmes e consistentes, já que as crianças aprendem com exemplos, mais do que com palavras, não mudando as ordens estabelecidas a elas.

Pois as maneiras de os pais criarem os filhos têm uma enorme influência sobre seu desenvolvimento e sobre o tipo de pessoa em que se formarão (BETTELHEIM, 1988, p.26)

Desse modo quando há uma harmonia mediante a criação dessa criança dentro do ambiente familiar, tudo flui de maneira positiva, porém, do contrário as dificuldades em reverter à situação é mais difícil de ser resolvida, necessitam neste caso estarem preparados para manterem-se calmos, pois o grito e a falta de controle dos pais, só tornam as coisas mais difíceis, fazendo com que percam totalmente a credibilidade perante a mesma.

Os pais também tem que levar em consideração a punição de acordo com a gravidade da situação, bem como, o tamanho e a idade dessa criança, necessitando fazer uso do senso de justiça para diversos casos em decorrência da falta de limite. Sendo assim o castigo só pode ser aplicado realmente quando o dialogo não surtiu efeito, ou seja, quando a conversa não foi o suficiente.

É de suma importância que a criança esteja ciente, o porquê de uma advertência e até mesmo, da punição a qual ela está sendo submetida a obedecer. Em suma, as regras ou combinados como são chamados é imprescindíveis para o andamento do comportamento disciplinado que uma criança deve ter tanto dentro do contexto familiar quanto no ambiente escolar. [...]