Aquilo que não era para ser mesmo o tempo se encarrega de gastar até que termine definitivamente. São aquelas pontes inacabadas que não te levam mais para qualquer lugar e só ocupam espaços bons. É verdade que será necessário limpar novamente o terreno para recomeçar outra construção, mais firme, com base sólida, com verdades e objetivos, sem falsas esperanças e sem falsos sorrisos. O tempo gasta o que é fraco. Uma hora ou outra se rompe, quebra, parte ao meio e deixa um de um lado da ponte e o outro também. Quando não caem ambos. Tentar consertar o que já não existe mais efetivamente é tempo perdido. Mas não foi tempo perdido querer ser feliz. Você apenas tentou pelo caminho mais difícil e depois percebeu que era o errado. “Tentou, mas não conseguiu”. Quantas vezes você ouviu isso de alguém? O tempo gastou mais que as frágeis pontes construídas entre você e algumas pessoas. Gastou-se muito de quem mais se esperava. Teu coração está gasto. Tua alma está gasta. Engraçado, mas é o mesmo tempo que fará você se reerguer e iniciar outro sentido para tua vida. Mais uma vez... Olhando para os erros você sabe por onde ir, o que fazer e quem manter. Alguns acharão ruim, não entenderão, mas se alguém gostar de verdade de quem você é, na essência e não na forma, aí o tempo ajudará. Afinal, aquilo que não era para ser tem que acabar! Para você não desmoronar com essas pontes inúteis dentro de você, acabe antes com elas, porque o tempo já desgastou tudo...

Escrito por Johney Laudelino da Silva no dia 02/01/2013

Leila Pinheiro – Tempo Perdido – http://youtu.be/VhT-mRibhPs