É a solução mais fácil encontrada para os problemas que incomodam. É a forma mais simples de acabar com aquilo que é complexo. É quando faz preferência por “subjugar” as pessoas e banalizar o trabalho delas.

            Há quem discorde, há quem enraiveça, há até quem “emburreça”, mas um ponto é pacífico: é sim mais fácil levar alguém ao fundo do poço do que estender a mão para tirá-lo de lá.

            Aquele que julga, via de regra, não sabe perguntar. Não tem noção de como chegar no outro. E de fato, não é fácil fazer um ponte entre um e o outro. Muitas vezes fica um buraco, um vazio, mas o essencial nisso tudo é não deixar com que se percam nesse vazio o caráter, a dignidade, o profissionalismo, a forma única de conduzir a vida, a eficácia implícita naquilo que se faz.

            Essa ponte às vezes é invisível, e nessa condição se torna mais firme e sólida do que uma monstruosa e grandiosa ponte, na aparência dos fatos, nos sentimentos aparentes.

            Para tanto, é preciso entendimento. Se não no primeiro olhar, quem sabe no primeiro aperto de mão, ou talvez na primeira conversa. Ou quem sabe até no primeiro sorriso, mas não é tudo.

            É necessário entender na essência, não somente na forma, como traz a primazia da luz contábil.

            E é nesse ponto que uma vida pode nascer (renascer) ou morrer. É justamente nessa hora que uma vida pode voar ou desmoronar. É bem nesse instante de entendimento somente, que um profissional pode tomar as mais difíceis decisões de ir ou ficar, de fazer ou dizer não, de mudar ou ficar como está.

            O “subjugamento” pessoal começa por assim dizer: primeiro aqui, depois de ali, e notoriamente se alastra como pólvora e estoura... No “subjugado”.

            Dessa expansão passa também a banalização profissional, o “não estar nem aí para o trabalho alheio”, o “não se importar com a diferença que quer tentar ser”. Mais ou menos por aí...

            Banalizar o trabalho, o esforço, o suor, o sangue, a lágrima de um profissional é dar um tiro no próprio pé. É reduzir-se a nada, sem ser grande coisa. É a busca inútil por melhoramento onde já finalizou o acabamento.

            Mas sempre haverá formas de reversão. Na Contabilidade, reverter é diferente de estornar.

            Quem faz “estornos na vida”, fica como um Livro Diário rasurado. Não que a Reversão desfaça o que passou, mas o profissional não precisará a cada “novo lançamento” ficar olhando para trás e enxergar aquelas rasuras.

            Uma metáfora simples, que traz ensinamentos simples, e que tenta explicar a complexidade do “subjugamento” pessoal e da banalização profissional.

            Ambas, depreciativas. Não agregam. Somente desgastam até o término completo de uma vida e de um profissional.

            Quem consegue segregar as coisas, os fatos, as pessoas, os sentimentos, no exato ponto do entendimento, ainda terão como reverter a situação. Mudando...

            Mudar significa dormir de um jeito e acordar de outro. Todos os dias se é diferente de como se foi deitar, porque não cabe na profissão e na vida pessoal a mesmice, porque como disse um dia Antônio Abujamra: “a mesmice me remete a ser igual todos os dias, e ser igual é ser medíocre, não na forma, na essência”.