O maior patrimônio de uma empresa não são seus bens, suas instalações, suas máquinas, sua vasta carteira de clientes, sua conta bancária credora... O maior patrimônio de uma empresa, é, e sempre serão, os seus funcionários (ou como gostam de dizer hoje em dia, seus colaboradores).

            Por mais que queiram mensurar a capacidade técnica e intelectual de uma pessoa, jamais conseguirão pagar a ela, o que de fato ela merece. Talvez por isso as pessoas estejam cada vez mais frustradas em suas atividades, pois acham que seu trabalho e esforço valem mais do que recebem.

            Os empresários e/ou administradores das empresas, em alguns casos, remuneram os funcionários com aquilo que podem, reconhecem à medida que obtém lucro, mas sempre se pode dar mais valor aos profissionais, que nunca chegam a um limite da sua real capacidade.

            A remuneração mensal não pode ser o “delimitador da inteligência” em situação alguma. Um bom profissional precisa ter o reconhecimento (e ele vem, através do salário recebido a cada mês – é a realidade) de que está desenvolvendo uma tarefa com qualidade e satisfatória aos usuários das informações fornecidas pelo trabalho a ele delegado.

            Entretanto, e é aí que está a linha tênue desta questão, o que acontece é que os empresários “confundem” (por ignorância ou por conveniência) a capacidade com a remuneração e fazem desta (remuneração) o delimitador da intelectualidade profissional. Um erro fatal que desanima o profissional, que desagrega um grupo de trabalho e que rompe uma parceria (não quebra, mas rompe).

            O desafio aos colaboradores é “fazer-se valorizar”. Por mérito e capacidade próprios, sem pisar em ninguém e sem “puxar o tapete” de outros tantos. Fazer-se valorizar é demonstrar dia-a-dia nas atividades que desenvolve, nas atitudes que se têm (com relação a si e aos outros principalmente) e nos relacionamentos que são estabelecidos. Demonstrar discernimento, confiança e pensamentos pró-ativos ao desenvolvimento da empresa que é “detentora” de um patrimônio, em verdade, imensurável.

            Já, para os empresários e/ou administradores, o desafio é saber ver em cada funcionário, um patrimônio, um bem que possui sua própria característica que pode ser aproveitada senão no seu máximo, em uma grande parte. Tirar proveito sem aproveitar-se, dando oportunidades de crescimento e condições das pessoas desenvolverem suas habilidades.

            O maior patrimônio de uma empresa sempre serão os funcionários: imensuráveis do ponto de vista técnico e humano, mas que estão se perdendo por um “delimitador” chamado remuneração financeira.