O limite de um profissional vai além da jornada de trabalho de 44 horas semanais. E também vai além das horas extras.

 

Limite quer dizer quando passou da conta. Foi além do que se imaginava.

 

Quem trabalha dessa forma já não rende mais o tanto que costumava render, pois ultrapassar o limite neste caso é ruim. Não traz benefício algum.

 

Um dos motivos pode ser a falta de bom senso generalizada, ou seja, é quando a falta de bom senso se torna deliberada e escancaradamente suprema.

 

E o pior é quando essa falta é reconhecida publicamente e por “orgulho” (sabe-se lá orgulho de que) não se muda de atitude. Não adianta reconhecer um erro se ele continuará sendo praticado. O efeito é o mesmo: zero.

 

Isso além de limitar um profissional também o faz chegar a um limite de esgotamento.

 

Ele passa a produzir não para melhorar, mas para passar o tempo, pois não vê a hora de ir embora e deixar tudo para trás.

 

E bem por isso se diz que quem sai de um emprego, por exemplo, que desgasta, não volta. Pois não quer olhar para trás e recordar situações desanimadoras.

 

Desânimo... É fácil perceber um profissional desanimado no exercício da sua profissão. Basta olhar um pouco (não muito) para o lado.

 

Um dos fatores que mais modifica os profissionais dentro de uma empresa é o fato dele achar que ninguém nota o trabalho que ele desenvolve. Engana-se, mas da mesma forma se decepciona.

 

É que o bom trabalho não é mais do que a obrigação. Mas basta uma falha, um erro somente, uma vírgula fora do lugar que passam a notar mais o trabalho dele.

 

Daí recorre-se a falta de informação, ou a informação errada que desinforma. O resultado não pode ser outro se uma pessoa não sabe dizer o que quer de maneira clara e objetiva.

 

Portanto, o limite de um profissional depende muito da autoridade que exercem sobre ele. Não autoridade hierárquica, retrógrada e jurássica. Mas a autoridade afetiva.

 

É quando ele ouve alguém em quem pode acreditar e confiar. E os gestos e atitudes desta pessoa passam a ter peso, valor.

 

Se um profissional não vê nada disso ao redor, e chega a um limite de desgastes desnecessários, é porque não resta outro caminho senão buscar outros caminhos. Seu próprio caminho. Ou adaptar-se se for isso que ele quer para a vida, mas sem direito a reclamar, tendo que abaixar a cabeça para tudo que mandam fazer.

 

Aí, cada cabeça faz sua própria sentença!