Amor é o legítimo interesse na felicidade dos outros. É fazer o bem e não ver a quem. É colocar em um patamar igual àqueles que estão excluídos, seja por vontade própria ou por forças alheias. Legitimar a felicidade de alguém. Talvez seja uma grande responsabilidade, mas que não deve pesar como tal. Deve – se sim ter a consciência disso, ter o discernimento no momento das grandes decisões. Não tratar como uma pessoa qualquer. Não banalizar a história de vida, as lutas vencidas, as derrotas inevitáveis, mas acima de tudo, respeitar! O perigo de sentir amor sob este prisma é errar com o outro. E como é fácil cometer deslizes pelo caminho, pois embora queira adoçar com chocolates e enfeitar com flores e música, há espinhos, há pedras, há atalhos escuros pelos quais você corre o risco de deixar sua luz se apagar. Há confusão e desentendimento. Há incompreensão e egocentrismo. Por isso que o interesse na felicidade até pode ser legítimo, mas não pode ser transferido 100% a ninguém. Se a pessoa não quiser, não adiantará de nada fazer do impossível ao improvável para satisfazê-la. Chega um momento da vida que você precisa também que alguém legitime teus sonhos e desejos, mas isso não quer dizer que você deixou de ser o protagonista da própria vida, não. Apenas é um sinal de que sozinho é mais triste e mais difícil. Que não se consegue descansar em paz, colocar a cabeça no travesseiro com esta espada atravessada nos sonhos. Há vontade, há desejo, há sonhos, mas não há ninguém para legitimar estes quereres... E como se quer a felicidade... O legítimo interesse na felicidade dos outros passa também pela necessidade de ser legitimado por alguém. Disso não há como fugir, nem haverá como escapar... “É meio-dia na estrada da tua vida, você olha para os lados e ninguém à vista, então você segue, sabe-se lá como e para onde, mas você simplesmente segue...”

 

Texto escrito Johney Laudelino da Silva em 28/11/2012.

 

Com vídeo da música Pra você guardei o amor – Nando Reis e Ana Cañas http://youtu.be/Ba0lAVGeVdQ