RESUMO

O presente estudo, apresentará algumas dificuldades do aluno com deficiencia fisica (cadeirante) na rede pública escolar e como se daria o processo da inclusão na obtenção de resultados significativos. É preciso pontuar que a escola e o corpo docente necessitam de preparo e qualificação para o exercício e a valorização do aluno em sala de aula. Quando falamos de inclusão, devemos estar abertos para inserir novos paradigmas. Por ser uma inovação a inclusão demanda esforço, atualização constante e reestruturação da unidade de ensino com a utilização de recursos didáticos, espaços de acessibilidade e métodos diferenciados que inclui a participação total dos professores e os alunos. O compromisso da escola deve ser o marco inicial na construção do processo de inclusão. Nessa perspectiva a escola irá contribuir em soluções viáveis, como a reestruturação do projeto pedagógico para que sintetize na execução da construção de uma escola mais acessivel para cada aluno e contribuição total do processo da inclusão.

Palavras chaves: Deficiente físico cadeirante. Inclusão escolar. Acessibilidade.

1. INTRODUÇÂO

O direito ao acesso para pessoas cadeirantes nas escolas públicas, tem sido um problema cada vez mais comum. A falta de espaços físicos seja na parte interna ou externa das escolas, são itens que dificultam o deslocamento daqueles que necessitam da cadeira de rodas.

No contexto que envolve o espaço escolar, podemos encontrar possibilidades ou limitações. Sendo assim, esse acesso passa a ser um grande veículo para a aprendizagem e inclusão ao aluno. Por esta razão, falar em inclusão é pensar na modificação da sociedade com parte de um contexto social.

Por esta razão, o que podemos fazer em minimizar essa problemática para que o processo de inclusão social e até mesmo de acessibilidade para com o deficiente que são encarados dia após dia como obstáculos, possam ser revertidos.

Sabemos que a Lei de Acessibilidade foi criada para garantir direitos igualitários e ainda possibilitar que os deficientes possam usufruir uma qualidade de vida que se adeque e possibilite a eles o acesso a todos os espaços.

Contendo regras básicas, a Lei orienta regras básicas para que o deficiente obtenha condições físicas, de convivência e usufrua o direito de viver de igual modo com os mesmos direitos que outro individuo da sociedade exerce. São exemplos que determinam quais as normas básicas e no geral que fortaleça a promoção da acessibilidade em todos os espaços sejam eles formais ou não formal.

Nesta vertente, é preciso considerar que todas as alterações dos espaços físicos urbanos de um lugar, devem respeitar a lei nº 10.098/200, porém sabemos que isso ainda é uma mera utopia na vida de uma pessoa com deficiência.

Isso fica mais agravante no que diz respeito nas escolas públicas, principalmente para um cadeirante, quer seja numa sala de aula, banheiro ou até mesmo adentrar na escola.

Segundo a lei da acessibilidade, deve oferecer aos cadeirantes espaços, vias de acesso dentro da escola o mesmo direito igualitário e humanizado no que se refere a acessibilidade no contexto escolar.

Nos dias atuais, sabemos que um estabelecimento de ensino obtenha autorização seja para funcionar ou modificar seu espaço estrutural, se faz necessário o cumprimento de todas as regras que a lei coloca em plano executor, mas infelizmente as normas são burladas ou fingem desconhecer o que a lei assegura.

2. PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Para que haja sucesso no âmbito educação se faz necessário a refletir que primeiro é preciso acontecer à inclusão e principalmente que a escola esteja aberta a abraçar essa ideia e sejas um referencial na construção de um sistema de ensino diferenciado que resulte em reconstruir novos métodos para acolher, inserindo novas práticas e abordagens pedagógicas.

Embora o presente século se identifique como o moderno, ser diferente é estar aberto as novas ideias e que algumas escolas da rede pública, consigam se libertar do passado que dificulta as barreiras em se aprimorar para receber o novo, ou seja, a inclusão.

Sendo assim, a razão para essa abordagem vem acontecendo aos poucos através da sensibilização da sociedade, escolas e alunos, embora seja gradativa as ideias pedagógicas e educativas permitem se familiarizarem com a aplicação de alternativas do acolher a todos sem distinção.

A inclusão do aluno com deficiência mental deve ocorrer da seguinte maneira: Aceitação por parte do professor e da turma; iniciar esta inclusão na educação infantil; O aluno com deficiência mental deverá ter a mesma ou muito pouca diferença de idade dos demais; Estimular as amizades; Orientação familiar (para todas as famílias); Trabalhar sempre com o concreto; Repetir as atividades para que ele possa acompanhar e compreender; Elogiá-lo sempre que se destacar: Disciplina e regras; Não fazer diferença nas obrigações e nos direitos dos alunos.         (Nascimento, 2007, pág.39)

Sabemos que a qualidade do ensino se dará no momento do reconhecer que é preciso valorizar as diferenças. Isso será observado e vivenciado quando todos que formam a escola anseiem em acontecer esse processo de inclusão e valorização do que apresente qualquer deficiência física.

Nessa perspectiva urgente do presente, é preciso acolher o aluno deficiente e que as escolas busquem se adequar a esse método educacional para que sejam exemplos para outras unidades e assim construiremos uma sociedade mais humana, justa e acolhedora. Mas como podemos compreender tal deficiência e como se daria a metodologia para uma abordagem de ensino e aprendizagem que resulte em uma qualidade eficaz?

A deficiência não é simplesmente uma qualidade presente no organismo ou no comportamento da pessoa considerada deficiente, mas se define pela natureza da relação entre está e quem considera deficiente. (OMOTE, 1990, p.12)

O professor é a chave importante na abertura para novos caminhos que além de vivenciar os métodos executados na busca de interação aluno, escola e família. Ele desenvolverá em sua prática pedagógica o aperfeiçoamento e experiências que facilitará na construção de ações pedagógicas pela diversidade na escola e sociedade.

Ou seja, todos ganham nesse processo de inclusão, pois não somente o aluno com deficiência se beneficia da oportunidade de conviver, socializar e aprender como toda a escola, família e comunidade. [...]