Eu e meus avessos”. Sou o que me mostro, o que me veem, mas também sou tudo aquilo que ninguém enxerga. Mesmo assim eu me disponho. De mim e aos outros. Não sei se consigo fazer parte dos significados de alguém (aquele lugar onde só chega quem ultrapassa a barreira da utilidade). Mas eu sigo sereno e forte comigo. E o que me atrai no outro é a terceira pessoa que fazemos nascer do nosso encontro: nós. Reinventado. Renovado. Cada dia melhor. Nós que vemos mais perto, mesmo estando longe. Ainda que por vez ou outra a gente viva a dor de quem está compondo um mosaico sem saber o que é. Nós permanecemos. Arranhados e manchados pelo tempo, mas intactos naquilo que acreditamos. Nós e o poder nos fazer permanecer. E a permanência nessa relação mostra que o desejo de sermos nós está vivo.