Não se furte às opressões, mesmo que isso signifique opressões maiores mais a frente. Não deixe com que as “situações aparentemente calmas” façam com que tuas opiniões não tenham valor algum. Aproveite a “aparente calmaria” para refletir e colocar em prática tuas idéias, teus pensamentos, sempre em prol do bem comum.

            Não se furte a dar opiniões, mesmo que estas desagradem a quem quer que seja. Voltaire um dia escreveu: “Eu não concordo com uma só palavra que dizeis; mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las”.

            Emita tua opinião sem medo. Não deixe com que pressões de terceiros façam você se omitir da tua responsabilidade. Você tem sim responsabilidade por tudo que está ao teu redor e não pode ser omisso por conveniência alheia.

            Não deixe com que o medo, a opressão, o assédio moral faça você perder o discernimento das coisas, dos fatos, das pessoas. Não se furte a emitir tua opinião, ainda que ela te traga conseqüências a tua “liberdade de ir e vir”.

            Liberdade de pensar, de refletir, de dizer, de apontar, de arranjar novos horizontes, abrir novos caminhos, ir por novas estradas.

            Furtar-se às próprias idéias é deixar-se morrer um pouco a cada momento pela mediocridade de terceiros. É furtar-se a si mesmo.

            Não se furte às opressões que não querem que você pense, mas apenas execute. E pior, executar como querem, não como você acha que deve ser feito.

            Em suma, não se furte às opressões diárias que estão a todo instante tentando fazer de você mais um número do que uma pessoa e um profissional capacitado.