Enquanto você estiver preso ao seu conflito interior não conseguirá pacificar os opostos que te angustiam. E conflitos são necessários para você entender o processo das perdas cotidianas, porque raramente você está ganhando. O mundo é feito desses opostos. Dessas incoerências, dessas dualidades, desse sol encoberto pelas nuvens cinzas e carrancudas. Esse é o teu ponto de vista, e não está errado, mas também não é o único. Porque as nuvens passarão e o sol mostrará toda sua Luz. As opiniões se dividem, mas podem coexistir dentro de ti. É possível, é viável, é normal. Aceitar isso é pacificar os conflitos dentro da gente. Sossegar de fato. Em dias tão rançosos, onde cada um quer se opor sem ter oposição, deixar o silêncio e a observação tomarem conta das situações é o mais sensato a fazer. Sensatez para absorver das coisas aquilo que elas devem oferecer. Nem mais, nem menos. Aproveitar das relações o que de aprendizado elas trouxeram é não se limitar àquilo como algo imutável e eterno. Na efemeridade dos sentimentos modernos, o que deve perpetuar e se eternizar é a tua doçura. Teu jeito doce de olhar o mundo, de enxergar as pessoas e de querer acreditar no amanhã. Ele sempre vem. Se existe algo a ficar para a eternidade é o legado de sermos quem podemos ser, quem somos, quem realmente somos. Assim, o conflito será abolido de vez. E você poderá dizer esse “NÃO” rotundo abafado no teu peito que tanto te sufoca, que é a causa das tuas tristezas momentâneas, mas que estão aparecendo mais hoje em dia. Por que? A resposta é a aceitação de todos os sentimentos, de todas as situações, de todas as diferenças que as pessoas trazem para a tua vida. E isso tudo é para você aprender a pacificar a soma de todos os sentimentos no coração.