Este artigo de caráter exploratório tem como propósito apresentar os princípios da governança corporativa além de evidenciar uma pesquisa em campo que identificou uma entidade que utiliza-se de alguns princípios como por exemplo o apoio a práticas de esporte. O diferencial é que trata-se de um micro empreendimento.

1. Introdução

Vive-se épocas de extrema competitividade, as empresas buscam destacar o seu diferencial através de muitos meios, atrair a atenção de investidores e clientes tem se tornado cada vez mais a necessidade primordial no mundo empresarial. Ultimamente tem se visto diversos casos em que grandes empresas inclusive as brasileiras submeterem-se a situações constrangedoras, algo que implica gradativamente na forma como a organização é vista pelos clientes, pelos investidores e acionistas, escândalos que danificam fortemente a imagem de gigantes companhias. É necessário antes de mais nada entender o conceito de uma organização, o propósito que a mesma vem a desempenhar e o direito sobre o empreendimento. Sabe-se que antes de obter um lucro é necessário proporcionar alguma espécie de valor, valor esse que será usufruído por seus consumidores gerando para a entidade o lucro, uma das razões para a sua existência, e principalmente quando se trata de organizações do segundo setor como é o caso. O segundo setor remete às empresas privadas que atua em nossa sociedade de forma produtiva, quando esta realiza a venda de bens e/ou se presta algum serviço. O segundo setor também é conhecido como setor produtivo (FERREIRA, 2015). O significado de uma organização é compreendido como uma entidade legal que produz bens, negocia mercadorias ou presta serviços e tem direito a propriedade intelectual (TINOCO & SANTOS, 2005). 6 Sabemos que uma empresa pode contar basicamente com dois tipos de financiamento, capital próprio ou capital de terceiros. Portanto, para que haja investimento de capital de terceiros a empresa precisa antes de tudo demonstrar que é uma entidade séria e que zela por seus compromissos. Para isso se faz muito importante o uso de práticas da governança corporativa, dotada de princípios que norteiam o posicionamento de uma empresa e o quanto ela pode tornar-se atraente para os stakeholders. A seguir a definição de governança corporativa segundo Monks e Minow (2004) apud Maciel (2017). A governança corporativa trata do conjunto de leis e regulamentos que visam: assegurar os direitos dos acionistas das empresas, controladores ou minoritários; disponibilizar informações que permitam aos acionistas acompanhar decisões empresariais impactantes, avaliando o quanto elas interferem em seus direitos; possibilitar aos diferentes públicos alcançados pelos atos das empresas o emprego de instrumentos que assegurem a observância de seus direitos; promover a interação dos acionistas, dos conselhos de administração e da direção executiva das empresas. Diante disto, vamos delinear o escopo deste artigo dando destaque a princípios da governança corporativa adotados por uma microempresa situada na Serra da Ibiapaba, especificamente na cidade de Tianguá.

2. Governança Corporativa

De onde vem a necessidade de governança corporativa? As organizações nascem pequenas, pelo menos em sua maioria, e quando isso acontece o acionista principal é o dono do negócio ao mesmo tempo que é o gestor. Nesse caso não há um conflito, pois o interesse da organização é o mesmo interesse do investidor. Porém, em um ambiente mais desenvolvido, onde faz-se necessário a contratação de um agente para gerir os recursos da organização ou quando os acionistas estão insatisfeitos com os resultados até então obtidos, há a possibilidade da ocorrência de conflitos, pois os interesses podem ocorrer de forma divergente. [...]