Se é mesmo verdade que uma grande vontade gera um grande valor, a gente não deveria sofrer tanto assim por amar e não haver recíproca ao nosso amor. A gente deveria, ao invés, compreender de um jeito mais sereno, embora a tristeza traga serenidade (é lindo quando a gente consegue extrair algo de esperançoso das tristezas sentimentais). A gente deveria entender que amor doado, em cada gesto realizado, em cada olhar apaixonado (e como nossos olhos denunciam a gente quando estamos juntos), em cada desejo (até mesmo) controlado, a gente deveria entender que isso é elevar a alma e o coração, sim, porque o sentimento é maior que a dor. Pode doer o tanto que for, pode demorar o tempo que for, pode até sangrar de vez em quando, seja pelas lembranças, pelas vezes que a gente olha e não fala, pela distância aparente e consequentemente real... Muitas vezes é orgulho besta, infantil, que demonstra insegurança e descompromisso com o amor recebido (ou porque não está nem aí mesmo, ou porque não há respeito pela história que juntos já têm). Por isso é tão difícil buscar e conseguir entender o amor que se sente – mesmo que haja rejeição, preconceito ou auto exclusão – mas é preciso desejar, ter vontade de se conhecer melhor, de estar mais perto de quem a gente é e de quem a gente quer, quem a gente elegeu, porque mesmo em semanas especiais (ou teoricamente especiais), a dor pelo não entendimento dos outros é tão doída quanto o não entendimento das nossas próprias atitudes. Muitas vezes, atitudes levadas por um amor incondicional, de verdade mesmo, daqueles de querer proteger, cuidar, sentir, estar mais perto, presente, enfim... De acarinhar como se pode, com as ferramentas que a gente possui. Nada de extraordinário, mas situações mais simples e que fazem diferença na loucura do dia a dia. Ou deveria ser assim: a gente deveria estar mais perto sendo fiéis aos mais verdadeiros sentimentos que nascem, vivem e morrem no coração da gente.

 

Com vídeo da música Mais Perto de Mim – Jota Quest – http://youtu.be/92sWjtTGDvI