Quem é você que tão bem faz a tanta gente e não consegue fazer nada de bom por você mesmo? Diz aí, quem é você? Que tanto amor emite e vibra em direção aos corações de quem cruzou tua história, mas não tem a capacidade de vibrar com a mesma energia nem um de amor próprio. Fala aí, quem é você? Que tantas vezes estende as mãos aos que chegam até você e não se importa se eles virão as costas e se vão, mas que está perdendo a consciência e a força para esticar os teus próprios braços como em um pedido de socorro. Por favor, diga quem você é nesse momento da vida. Encontra tua localização no mundo e envia para o Universo para que saibam que você está por aí ainda... Porque às vezes parece que você não está mais entre nós. Como se tivesse voltado para o teu refúgio, teu casulo, para o ventre da sua mãe. É o medo. Dá medo, não é mesmo. Dá um medo de voltar a ter que olhar para baixo de novo. Você que achou que tinha desaprendido isso, agora precisa revisar teus comportamentos antigos. Os velhos vícios estão tomando conta de ti outra vez. Esse é o sinal mais perigoso de que um abismo está se abrindo novamente na tua frente e tudo que você quer é cair. É se jogar de cabeça nisso e esquecer o resto. Foda-se o mundo. Fodam-se todas essas relações que sugam tua energia e te tiram o pouco do “melhor” que restou. O que é isso? Diz aí, quem é você? Quem você pensa que é? Quem você ainda sonha em ser? Aliás, você largou aquele sonho não é mesmo? Igualdade não é parâmetro na tua vida. Nunca foi. É pelo diferente que você se fez, pelas vias do errado, do torto, do incomum. Você nunca conseguirá ser tradicional. Tuas marcas te mostram isso, crescem a cada dia e te desfiguram a imagem no espelho. Que triste não saber quem você é, justamente quando as energias do Universo estavam alinhadas com teu coração. Pobre alma, pobre coração...