E por falar no “Teixeirinha”...:

Data: 20.01.2011. Horário: 08:20h.   Um pensamento logo pela manhã: “E por onde andaria o velho amigo Júlio Teixeira? Será que foi  fritado de maneira irreversível e se isso ocorreu foi por quê? Não sei, mas acho que pesou muito a sua atuação no “impeachment” do governador Paulo Afonso na década de noventa, cuja turma agora estava de volta ao poder e mais revigorada, mesmo em se tratando do  “DEM” (Partido dos Democratas) o pessoal certamente que não esqueceria  o passado, só poderia ser essa a explicação para o seu sumiço de cena, sem desprezar possíveis outras leituras e releituras...

E, por falar em “Teixeirinha”, na sua “Dulcinéia” (Mary Teresinha), longe vai minha doce e querida Marilisa, bem talvez tão distante e distraída...? Será que vou ter que resgatá-la para curar suas feridas e/ou para mais um novo projeto de “Avenida Policia?”   

As articulações do DRP Dirceu Silveira:

No início  da tarde cheguei na DRP/Joinville para realizar oitiva de policiais num procedimento disciplinar e quando me deparei com  o “DRP” Dirceu Silveira ele esbanjou seu sorriso que misturava surpresa e saudação:

- “Doutor Felipe, estava pensando no senhor neste exato momento”.

O assunto do momento era meu nome para concorrer à presidência da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol). Dirceu Silveira desabafou que com “Renatão” (Delegado Renato Hendges) à frente da  Adepol não havia mais condições porque ninguém aguentava e acabou fazendo um relato da última reunião do Conselho Superior da Polícia Civil:

- “...Num determinado momento o Renato chegou com um monte de ‘TCs’ embaixo do braço e só queria discutir aquilo. Eu disse: ‘Renato’, não, nós temos coisas mais importantes para serem discutidas, nós temos aí a reforma administrativa do governo..., mas ele só queria discutir ‘TCs’, bom aí eu insisti: ‘não, Renato, Renato, não adianta...’. Bom, eu cheguei a me levantar e disse que se ele continuasse insistindo com aquele assunto eu iria embora, mas aí o Ademir Serafim mandou o ‘Renato’ calar a boca e disse que era só ele que falava. Felipe, tu vê, um assunto dessa importância no momento, está se discutindo a reforma administrativa, deram vinte e quatro horas para nós darmos sugestões e estava lá o ‘Renato’ querendo discutir ‘TCs’, ninguém merece...”.

Enquanto Dirceu Silveira discorria sobre os acontecimentos fiquei pensando: “Báh, se dependesse de mim eu mandava a tal ‘reforma administrativa’ pro saco, como é que pode, o filme se repete, eles fazem uma reforma e mandam a gente dar sugestões em prazo de horas, parece que é para pegar todo mundo de surpresa, fazer engolir goela-abaixo, mas Dirceu tem razão, o assunto era da máxima relevância neste momento, será que o ‘Renatão’ pensa assim...?”

Relatos de um “DRP”:

Depois, Dirceu Silveira fez um outro relato:

- ...“Tu vê, Felipe, outro dia eu fui para a Assembléia Legislativa conversar com os Deputados naquele negócio de carreira jurídica e acabei passando vergonha com o ‘Renato’, tu imaginas, olha, eu passei vergonha, meu Deus, cheguei lá na Assembleia e ele só queria mostrar o ‘holerits’ dele reclamando para os deputados quanto é que ele estava ganhando. Nós fomos lá para conversar em alto nível sobre assuntos relevantes e ele ficou mostrando o contracheque para os Deputados dizendo quanto estava ganhando, tu acreditas nisso...?”

Sem tecer comentários sobre esse relatório aproveitei para voltar à questão de uma possível pretensa candidatura à presidência da Adepol-SC, passando a argumentar que isso forçosamente tinha que passar pelo nome do Delegado “Julio Teixeira” considerando uma série de fatores. Dirceu Silveira conteve a surpresa com a menção que fiz ao nome de Julio Teixeira, mas deu para perceber que tinha peso e que eu estava correto. Questionei Dirceu Silveira sobre qual o perfil do futuro presidente da Adepol que os Delegados da região de Joinville pretendiam e a resposta foi que o pessoal queria um presidente que estivesse presente na entidade, que acompanhasse projetos, reivindicasse... especialmente porque a PM estava bastante articulada, a começar pelo Comandante-Geral (Coronel Nazareno), um profissional preparado. Durante o curso da conversa lamentamos que a “turma dos amigões do Pavan” teriam deixaram passar um momento tão vital para a instituição, mencionando Maurício Eskudlark, Ademir Serafim, André Mendes de Oliveira, Magali e o próprio “Renatão” que foi para os EUA (Miami) fazer curso com o então vice-governador...

Marilisa ressurge:

Por volta das doze horas Marilisa me aguardava para almoçarmos juntos no “Garden Shoppin” de Joinville. Após deixarmos a praça de alimentação para complementarmos com um café me comprometi com ela que pensaria seriamente na proposta de ser candidato à presidência da Adepol.

Marilisa, com mais intimidade, fez algumas revelações importantes e me mostrou que o nosso passado havia aderido forte, as nossas conversas não foram perdidas e ela confidenciou:

- “...Eu estava muito perdida naquela época, tu me salvastes...”.

Fiquei intrigado, pois aquilo era nitidamente um “lance” emocional e ela insistiu:

- “...Eu tenho que te agradecer, estava muito perdida, tu não imaginas como é que eu estava, mas tu me ajudasses muito...”.

Argumentei:

- “...Bom, acho que você estava muito perdida mesma, fiquei com muita pena de ti naquela época, mas que bom te ver assim agora, forte, renovada, centrada...”.

Marilisa comentou que havia se filiado ao partido do “DEM” e que pretende ser candidata à vereadora nas próximas eleições em Joinville. O assunto que seguiu foi a questão de uma candidatura minha a presidência da Adepol. Marilisa relatou que estava em campanha para o meu nome em Joinville e que eu era uma unanimidade. O resumo da ópera era que eu não estava me sentindo muito seguro, mas me comprometi de pensar no assunto. Argumentei que a minha ideia era trazer o Delegado Júlio Teixeira como primeiro vice e ela como segundo vice-presidente. Marilisa arrematou:

- “Contigo eu trabalho em qualquer situação...!”

Durante o transcorrer daquele mesmo dia e no seguinte ouvi vários Delegados (Isaias, Gusso, Bini, Fernando, Rafael, Alves, dentre outros) e a voz corrente era que queriam me ver candidato à presidência da Adepol. Respondi que pensaria sério no assunto, porém, dava para perceber que o clamor, a pressão e a expectativa eram muito grandes o que me fez sentir na na carne o peso da ação. Os Delegados que ouvi comentaram que iria haver um encontro de Delegados na Capital para discutirem o momento da Polícia Civil e quais as metas a serem alcançadas, que queriam indicar um nome para a presidência da Adepol e que esperariam que eu sinalizasse nesse sentido. Respondi que pensaria  sério sobre o assunto e que se houvesse possibilidade de aprovar um projeto institucional certamente que não hesitaria, especialmente, no que diz respeito à incorporação das horas extras e adicionais noturnos aos vencimentos dos policiais civis.