“Quem não se comunica, se trumbica...” Certamente você já ouviu várias e várias vezes esse ditado, mas você já parou para refletir e colocar em prática essas reflexões?

            Reflexão só tem validade se faz você mudar em algum ponto. Refletir pelo simples fato de pensar nas coisas não agrega nada a ninguém, muito menos em um ambiente de trabalho.

            Comunicar-se significa mais do que falar, falar, falar... Até porque, quem fala demais é porque tem muito pouco a dizer, ou quase nada.

            Não há regras para a comunicação, mas sintetizando, pode-se afirmar que são idéias e reflexões voltadas para o crescimento de uma equipe. Crescimento de uma equipe, nunca promoção pessoal. Afinal, quem pensa em usar os outros para crescer e subir degraus mais altos do que a perna alcança, quando “chegar lá em cima” será chutado para baixo de novo. A vida cobrará depois.

            Por isso, há muitos grupos de trabalho e poucas equipes. Muito em decorrência da falta de capacitação das pessoas, seja para lidarem como profissionais (estudo, prática, treinamento, aperfeiçoamento contínuo) ou para saberem que lidam muito mais com pessoas.

            Partindo desse ponto, é claro e evidente o papel definido de todos: dos que ocupam cargos “superiores” e dos que não ocupam cargos de destaque... Quando há vários setores em uma empresa, a qual depende do trabalho em conjunto (todos) para otimizar resultados, há que se ter uma visão global dos que ocupam cargos “superiores”, sem restrições quaisquer ao crescimento da equipe.

            O que se quer dizer é que os que ocupam cargos “superiores” têm que ter entre si uma sintonia, e um feeling para oportunizarem o crescimento e desenvolvimento a todos, principalmente aos que não ocupam cargos de destaque.

            Por exemplo: se um departamento está precisando de um profissional com certa urgência, por que não experimentar e dar uma chance ao profissional de outro departamento que pode desempenhar a função com qualidade? Ainda mais se este profissional quer crescer e se desenvolver, aprender novas atividades, pois no setor onde se encontra no momento não lhe dão muitas chances, pelo contrário, o sufocam e designam a ele tarefas “burocráticas e vazias” para dizerem que estão passando algo a ele.

            Caso típico de falta de comunicação. Comunicação zero que atrasa o trabalho e danifica o aperfeiçoamento de todos os resultados: contábeis, gerenciais e financeiros.

            Se um departamento está precisando de um profissional, por que buscar lá fora, no concorrido mercado de trabalho, se há dentro da própria empresa alguém tão ou mais capaz para desempenhar a função? Por que os que ocupam cargos “superiores” e os que não ocupam cargos de destaque não conversam entre si?

            Comunicação zero prejudica muito uma empresa e um setor quando os próprios empregados “fazem uso dela”, mas ela se torna letal para o processo quando os que ocupam cargos “superiores” fazem dela um instrumento de trabalho. Uma ferramenta que ninguém deveria saber usar, mas que por má formação, por falta de capacitação e por uma visão pequena das coisas, acaba se tornando o instrumento que faz parar o negócio, logo, há decréscimo de produtividade, alta rotatividade de empregados no departamento, descontentamento, faltas, clientes descontentes...

            Enfim, comunicação zero entre os que ocupam “superiores” e os que não ocupam cargos de destaque apenas prejudica o desenvolvimento da equipe e a otimização de resultados.