Era uma vez, em uma distante província dos sonhos, cinco Contadores que viviam e trabalhavam separados, departamentalizados em suas vidas, cada um cuidando tão e somente do que era de seu interesse.

            O primeiro Contador era especialista em sociedades jurídicas. Ele cuidava e fazia com que as organizações empresariais nascessem e ganhassem vida plena, com todo embasamento jurídico legal e respaldo. Sempre acompanhadas com zelo e ética profissional pelo Contador Societário.

            O segundo Contador era especialista em pessoas. Trabalhava (e trabalhava duro) pelo trabalho de muitas outras pessoas. Cuidava para que elas pudessem ter todas as condições dignas de se desenvolver no ambiente em que atuavam e mostravam suas habilidades profissionais. Pautado, via de regra, pelas leis que protegem os trabalhadores. Um legítimo Contador Trabalhista.

            O terceiro era um Contador Fiscal. Mas ele não tinha como atividade principal fiscalizar, pelo contrário. Ele fazia cumprir as obrigações fiscais de maneira específica voltado para as normas tributárias e para um bom entendimento e atendimento ao fisco.

            O quarto era um Contador especialista em legislação e suas vertentes. Através de muita leitura, interpretação, ouvidoria e consultoria, buscava a excelência para quem usufruísse e aplicasse suas informações: um Contador Tributário.

            O quinto era um Contador Contábil. E não era qualquer um que podia se especializar em Contabilidade. Aplicá-la em sua essência, forma e conteúdo. Por isso, nem todos que se diziam Contadores podiam se orgulhar de saber desenvolver a Ciência Contábil.

            Certo dia, os cinco Contadores da distante província dos sonhos se encontraram, talvez em um daqueles momentos nos quais a departamentalização deixa de ser o foco principal, fazendo dos profissionais o essencial da empresa.

            E então, perceberam que juntos poderiam se completar como profissionais e resolveram elevar uma Organização Contábil.

            Mas não o fizeram de maneira amadora e inconsequente, não. Os cinco Contadores, com sabedoria e inteligência, cercaram a Organização estruturando-a de maneira sólida, sustentável e dinâmica. Uma estrutura diferenciada para os padrões contábeis geralmente conhecidos. Algo inimaginável para quem pensava de maneira egoísta e pequena.

            Com tecnologia nas informações disponibilizadas aos usuários e colaboradores, complementando com uma base e um apoio diferenciado em informática e demais questões inerentes.

            Com um departamento financeiro capacitado e disposto a fazer o melhor trabalho, buscando desenvolvimento para que a empresa tivesse sustentabilidade e visão apurada do negócio.

            Mas os cinco Contadores se preocuparam também com quem chegasse até a empresa, por isso, buscavam um atendimento personalizado com receptividade, diplomacia e respeito ao atender clientes, fornecedores e estes, em potencial.

            A recepção, portanto, passou a ser a primeira porta pela qual todos se comunicavam com a Organização Contábil.

            Logo, com todo esse aparato, os cinco Contadores tiveram a visão de expandir e fazer com que seus colaboradores também pudessem crescer e evoluir. Assim, cresceria naturalmente a Organização Contábil e se evidenciaria a Ciência Contábil como instrumento de transformação e mudança.

            Através de conhecimentos específicos eles conseguiram fazer com que a Contabilidade passasse a ser vista desta maneira.

            Cada um na sua área em que se tornaram especialistas, mas sem deixar de lado as outras áreas e sem tentar interferir naquilo que é de conhecimento e responsabilidade de cada Contador.

            E assim se fizeram os Contadores das áreas Societária, Trabalhista, Fiscal, Tributária e Contábil.

            Com ética, transparência e responsabilidade profissional perante a sociedade, os cinco Contadores disseminaram o mesmo ideal de que o conhecimento específico aliado ao trabalho em equipe faz a diferença em um mercado competitivo, mesmo que às vezes desleal.

            Entretanto, quando se têm consciência contábil do papel que realiza, do que representa a informação precisa e transparente, nem a falta de ética de maus profissionais conseguirá apagar o brilho de um profissional dinâmico e que busca a todo instante a excelência em Contabilidade.